Oração a Nossa Senhora, composta por São Bernardo de Claraval: misto de humildade, arrojo e ternura
Nossa Senhora do Bom Conselho (Genazzano – Itália)
“Ó doce Virgem Maria, minha augusta soberana, minha amável Senhora, minha Mãe amorosÃssima, ó doce Virgem, eu coloquei em Vós toda minha esperança e eu não serei confundido.
Doce Virgem Maria, eu creio tão firmemente que do alto do Céu Vós velais dia e noite sobre mim e sobre aqueles que esperam em Vós; eu estou tão intimamente convencido de que jamais pode faltar nada quanto se espera tudo de Vós, que resolvi viver daqui para o futuro sem nenhuma apreensão, e me descarregar inteiramente sobre Vós em todas as minhas iniqüidades.
Doce Virgem Maria Vós me estabelecestes na mais inabalável confiança.
Ó, mil vezes obrigado por uma graça tão preciosa. Eu ficarei daqui por diante em paz sob vosso coração tão puro.
Eu não pensarei mais senão em Vos amar, em Vos obedecer, enquanto Vós gerireis, Vós mesma, minha boa Mãe, os meus mais caros interesses.
Ó doce Virgem Maria, que entre os filhos dos homens, uns esperem sua felicidade de sua riqueza, outros a procurem em seus talentos; que outros se apoiem sobre a inocência de sua vida ou sobre o rigor de sua penitência, ou sobre o fervor de suas orações, ou sobre o grande número de suas boas obras.
Por mim, ó Mãe, eu esperarei só em Vós, só em Vós depois de Deus. E todo o fundamento de minha esperança será minha confiança mesmo em vossa bondade materna.
Doce Virgem Maria, os maus poderão me roubar a reputação e o pouco de bem que possuo. As doenças poderão me tirar as forças e a faculdade exterior de vos servir. Eu poderei mesmo, infelizmente, minha terna Mãe, perder vossas boas graças pelo pecado.
Mas minha amorosa confiança em vossas maternais bondades, esta jamais eu perderei. Eu a conservarei, essa confiança inabalável até o meu último suspiro. Todos os esforços do inferno não ma roubarão.
Eu morrerei repetindo mil vezes vosso nome bendito e fazendo repousar sobre vosso Imaculado Coração toda a minha esperança.
E porque estou eu tão firmemente seguro de esperar sempre em Vós, senão é porque Vós me ensinastes, Vós mesma, ó doce Virgem, que Vós sois toda misericórdia e que não sois senão misericórdia?
Eu estou, portanto, seguro, ó boa e amorosa Mãe, eu estou seguro de que Vos invocarei sempre e estou seguro de que Vós me consolareis.
Eu vos agradecerei sempre porque Vós sempre me aliviareis. Eu Vos servirei sempre porque Vós sempre me ajudareis.
Eu vou amarei sempre porque Vós sempre me amareis. Eu obterei tudo de Vós porque vosso amor, sempre generoso, irá além de minha esperança.
Sim, é de Vós só, ó doce Virgem que, apesar de minhas faltas, eu espero e espero o único bem que desejo, o meu Jesus, no tempo e na eternidade.
É de Vós só, porque Vós é que meu Divino Salvador escolheu para me dispensar todos os favores, para me conduzir seguramente até Ele.
Sim, é de Vós Mãe, que depois de ter aprendido a participar das humilhações e sofrimentos de vosso Divino Filho, me introduzireis na glória e nas delÃcias, para O louvar e bendizer, junto a Vós e conVosco, nos séculos dos séculos. Assim seja.
Eis a minha maior confiança e toda a razão da minha esperança. “Ecce mea maxima fiducia et tota ratio spei mei”
 É uma oração verdadeiramente maravilhosa. Apresenta um misto de humildade e de arrojo, de ternura e de varonilidade, difÃcil de se encontrar reunidas nas expressões de um só homem.
De um lado, a ternura para com Nossa Senhora chega ao último limite a que pode chegar. Sobretudo, a persuasão da ternura dEla para conosco chega ao extremo. Mas, de outro lado, mesmo no modo de expressá-la, nada há de efeminado, nada há de indigno de um varão.
Pelo contrário, há uma espécie de audácia estimulada por essa ternura dEla, que faz exatamente dessa oração uma obra prima. Tem a suavidade própria a uma pomba, mas também um vôo de águia!
Vai até ao Coração Imaculado de Maria. Diretamente. E com um desembaraço – eu ousaria dizer, com uma familiaridade cheia de veneração – e uma intimidade, que verdadeiramente espanta.
Em que consiste a confiança em Nossa Senhora
São Bernardo (foto) mostra no que consiste essa virtude da confiança e dá as razões dela. Essa virtude consiste fundamentalmente em saber que Nossa Senhora – como ele diz aà – é toda ternura e nEla não há senão ternura. Quer dizer, não há severidade, não há juÃzo, não há justiça.
Nela não existe outra coisa a não ser isso. E como essa é a disposição dEla em relação a todos os homens, é lógico, é forçoso, é inevitável, que cada pessoa – que saiba que isso é assim – tenha nEla uma confiança sem limites.
Agora, uma confiança no quê? Em primeiro lugar, quanto à vida eterna. Em segundo lugar, quanto à vida eterna. É uma confiança que abrange portanto, de algum modo, também os interesses terrenos verdadeiramente ditos.
São Bernardo era religioso e não tinha, nesse sentido, interesse terreno. Ele tinha voto de pobreza, de castidade e de obediência. Mas ele fala aqui em termos gerais, não só para o religioso.
É uma oração que qualquer fiel pode fazer sua. E se entende que cada um, nos próprios interesses terrenos, naquilo que eles têm de legÃtimo e de santificante, deve confiar em Nossa Senhora. Pedir a Nossa Senhora que Ela tome conta e faça por nós aquilo que não somos capazes de fazer.
Maneira virtuosa de se portar diante dos sofrimentos
A Providência tem desÃgnios insondáveis. Pode, portanto, querer nos sujeitar, de um momento para o outro, a um sofrimento que não prevÃamos. Ademais, a Providência, quer, genericamente, daqueles a quem Ela ama, que passem por muitos sofrimentos.
Portanto, nesta vida, temos de sofrer. Sem embargo disso, há interesses terrenos que, por um movimento interno da graça, ou por um certo senso das proporções, nós percebemos que, muito provavelmente, a Providência não quer que se percam.
Estes interesses nós devemos entregar à Nossa Senhora. Ela velará por eles, Ela os protegerá, de tal maneira que nós não temos de estar com ansiedade, não temos de estar com torcidas, não temos de estar com sofreguidão e falta de distância psÃquica.
Mas no pior das nossas preocupações, devemos nos lembrar daquilo que diz o Abbé Saint-Laurent no Livro da Confiança: que quando a tormenta tenha chegado até o auge, é hora de preparar o incenso e todo o necessário para cantar o Magnificat, porque aà Nossa Senhora intervirá e nos salvará.
Não devemos nos colocar num ponto de vista assim: “Eu, por mim, resolvo os assuntos comuns com minhas forças e minha capacidade. Nossa Senhora resolva o extraordinário“. Isso é péssimo.
Porque Nossa Senhora, como Medianeira onipotente junto a Deus, resolve tudo. Nós precisamos do auxÃlio dEla para as coisas grandes como para as coisas corriqueiras.
Isso se aplica ainda mais à vida espiritual de cada um. Ainda que a pessoa tenha a dor enorme de ter ofendido gravemente a Nossa Senhora, é preciso continuar a confiar nEla. Porque se a gente desconfiar dEla, então, está tudo perdido. A porta do Céu é Ela.
E se nós, pela nossa falta de confiança fecharmos a porta do Céu, nós mesmos nos condenamos. Pelo contrário, se continuarmos a confiar nEla contra toda confiança, Ela pelo menos receberá de nós essa forma de glória, que é a do pecador que confia nEla. É uma forma de glória.
O pecado: um atentado à glória de Nossa Senhora
O pecado é um atentado à glória de Nossa Senhora. Mas o pecador que continua a confiar nEla dá-lhe uma forma de glória que nenhum justo pode dar, e que é exatamente a glória da confiança daquele que ofendeu.
Então devemos esperar contra toda esperança mesmo dentro das dificuldades e da buraqueira da nossa vida espiritual. Porque o pior do pecado não é tanto o pecado.
É o fato de que a pessoa depois do pecado, perca a confiança em Deus. Aà é que vem o pior pecado. Para quem confia, o caminho ainda está aberto, tudo é possÃvel. Mesmo para o pecado do tÃbio – a quem Nosso Senhor diz: “Eu te vomitarei da minha boca” – ainda continua a haver completamente confiança.
Ajuda de Nossa Senhora, na hora da morte
A oração de São Bernardo acaba falando, por fim, da vida eterna. E diz essa coisa admirável: que quando chegar a hora da morte, ele confia que a confiança dele seja tal que ele morra com o coração recostado sobre o Imaculado Coração de Maria. É expressão, naturalmente simbólica, mas que tem um valor enorme.
Lembra aquela posição de São João Evangelista recostado no Sagrado Coração de Jesus, na Santa Ceia, e perguntando quem é que haveria de traÃ-lo.
Ouvindo, portanto, as pulsações do Sagrado Coração de Jesus. Também aà inspira uma esperança muito grande que Nossa Senhora, na hora da morte, nos ajude. Que Ela diminua os horrores desse transe; Ela até nos dê uma morte cheia dos sentimentos da presença dEla, se isso for para maior glória dEla e para bem de nossa alma.
Em todo caso, ainda que nossa morte deva ser muito árida, ainda nesse caso, que essa aridez será para o bem de nossa alma para nós irmos para o Céu, ou passarmos o menor tempo possÃvel no Purgatório, e que os sofrimentos da hora da morte nos ajudem a salvar muitas outras almas.
Este é o pensamento admirável contido nesta oração de São Bernardo. Ela é carregada de sentido e é admirável debaixo de todos os pontos de vista.
[Texto composto com base na reunião do Prof. PlÃnio Corrêa de Oliveira, em 3/1/1967]
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gostaria muito de poder participar da santa missa diariamente mas não tenho coondicões
peço rezar uma missa em inteçoes de jose nepomuceno silva, dalva nepomuceno, marcondes silva, nilson rodrigues de almeia e maria das graças n silva que Deus Pai de muitos anos de vida e saude.
que o Sagrado Coração de \jesus ilumine a cabeça de alex bruno silva pessoa para que ele tenha muita fe em Deus, não tenha vicios, seja obidiente, e mae seus pais, e saiba amara a sua madrinha maria.
obrigado Jesus e Maria por varias graças alcançadas