Voltar à página inicial
Youtube Facebook Twitter Orkut
boletim

Santa Maria Goretti — Sagacidade e força

12 março 2010
Comentários desativados

Na sua infinita sabedoria, Deus dotou a natureza com admirável perfeição: os mais fracos servem aos mais fortes e os inferiores aos superiores, resultando numa excelência que dá equilíbrio e grandeza à criação.

Sabe-se que os coelhos se reproduzem muito para servir de alimento a outros animais. Encanta-nos observar os pássaros. Quando um deles é atacado pelo predador, surgem seus congêneres para defendê-lo.

Quem nunca se maravilhou com o lado pitoresco de um cachorro puxando um pequeno trenó que desliza sobre a neve, ou — versão nacional de nosso interior — de um cabrito puxando uma carrocinha com crianças?

Ao cão, Deus lhe deu o faro aguçado, além de audição apuradíssima para perceber sons inaudíveis aos nossos ouvidos. O cachorro sente mais ele mesmo sob os cuidados do dono.

O gato gosta de agrado e sempre se manifesta de forma a cativar aqueles que habitam a residência onde ele vive. Ostenta-se de forma afetiva com o seu ronronar, com seus trejeitos no convívio da casa. Ele sempre se comporta bem dos embaraços que se lhe apresentam.

Se Deus assim favoreceu os animais irracionais, como Ele se esmerou quanto ao homem, criado à Sua imagem e semelhança, e, portanto, capaz de levar vida superior e excelente! Afinal, não somos todos beneficiados pela vida da graça, protegida e majorada pelos sacramentos?

Quem consegue analisar o olhar misterioso de um gato e saber o que ele planeja? Suas presas costumeiras tremem ao perceber seu olhar. Contudo, o gato e o cachorro não se suportam.

Basta uma brincadeira de mau gosto entre eles para despertar seus instintos. A grande arma do gato é a sua pata dianteira em riste próxima ao focinho do cachorro…

Tais considerações me ocorreram ao analisar a vida de Santa Maria Goretti [pintura no alto]. Ela reúne em seu espírito uma agilidade pouco comum. Ainda menininha, ajudava os pais nos afazeres da casa e do campo. E fazia tudo isso com alegria contagiante.

Rezava contemplando as estrelas e as maravilhas criadas por Deus. Assim, aos poucos forjou seu caráter até o momento de sua grande prova. Aos 12 anos, enfrentou um homem devorado pela luxúria e por outros vícios — um monstro —, de cujas mãos ela escapou vitoriosa.

Maria Goretti soube edificar sua casa sobre a rocha firme. Veio a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos que investiram contra aquela casa. Ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. (Mt VII, 25). Foi sábia, forte, destemida e altaneira. Soube vencer a mais furiosa tempestade, a do enlouquecido homem que queria arruinar a sua vida.

Ela não demonstrou medo ante o perigo de perder a vida, pois sabia que nada poderia contra sua alma. Seu único temor era ofender a Deus. Ela colocou em prática as palavras do Divino Mestre: seguir o seu exemplo e trilhar o seu caminho. Sua fé e ousadia não são inferiores às das virtudes praticadas pelas primeiras mártires lançadas nas arenas e devoradas por feras.

Em razão de sua fé e de sua vida temperante, soube ela encontrar energia e confiança em Deus, não cedendo ao ataque do monstro. Quem consegue penetrar no olhar de uma menina com aquela sagacidade e força? Nada há de mais belo que o olhar dela.

Quanta sabedoria, quanta contemplação, quanta visão da realidade! Diante do pecado sentiu-se cheia de força, preferindo morrer a se entregar.

Faz lembrar a leveza, o encanto e a sagacidade do gato — o faro, a coragem — e o ímpeto do cachorro. Guardou o que mais estimava: a inocência e a virgindade.

De onde lhe veio a força senão da Eucaristia e da Virgem Mãe, Rainha das virgens? Quando o punhal assassino penetrou desapiedadamente em seu corpo, a sua alma se elevou Àquela que é a Mãe de Deus.
________________

Por Pe. David Francisquini – sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira – RJ

Fonte: Blog Agência Boa Imprensa

12 de março – Dia de Santo Inocêncio I, Papa e Confessor

12 março 2010
Comentários desativados

+ 417.

“Estendeu a solicitude da Igreja Romana ao Oriente, defendendo São João Crisóstomo quando de sua expulsão da Sé de Constantinopla; e à África, apoiando Santo Agostinho contra a heresia donatista.

Na Itália, teve que enfrentar a invasão dos visigodos” chefiados por Alarico (Do Martirológio Romano).

Extraído do livro: “Cada dia tem seu santo…” de A de França Andrade

Ato de Consagração das Famílias ao Sagrado Coração de Jesus

11 março 2010

 

   
(Texto aprovado por São Pio X em 1908)


SAGRADO CORAÇÃO de Jesus, que manifestastes a Santa Margarida Maria o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, nós vimos hoje proclamar vossa realeza absoluta sobre a nossa família.

“Queremos, de agora em diante, viver a vossa vida, queremos que floresçam, em nosso meio, as virtudes às quais prometestes, já neste mundo, a paz.

“Queremos banir para longe de nós o espírito mundano que amaldiçoastes.

Vós reinareis em nossas inteligências pela simplicidade de nossa fé; em nossos corações pelo amor sem reservas de que estamos abrasados para convosco, e cuja chama entreteremos pela recepção freqüente de vossa divina Eucaristia.

Dignai-Vos, Coração divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as aflições, santificar as nossas alegrias, aliviar as nossas penas.

“Se, alguma vez, algum de nós tiver a infelicidade de Vos ofender, lembrai-Vos, ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador arrependido.

“E quando soar a hora da separação, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos aos vossos eternos desígnios. Consolar-nos-emos com o pensamento de que há de vir um dia em que toda a família, reunida no Céu, poderá cantar para sempre a vossa glória e os vossos benefícios.

“Digne-se o Coração Imaculado de Maria, digne-se o glorioso Patriarca São José apresentar-Vos esta consagração e no-la lembrar todos os dias de nossa vida. Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai“.

Lição para a nossa vida espiritual

11 março 2010

É bem conhecido o caso de Santa Teresinha do Menino Jesus,(foto abaixo) que no leito de morte ouviu o comentário de duas freiras que conversavam na cozinha: “Na nota em que nossa Madre comunicará aos demais Carmelos a morte da Irmã Teresa, o que ela ressaltará de sua vida? Ela nunca fez nada que merecesse ser destacado!…”

Quer dizer, essas freiras conviveram durante alguns anos com a Irmã Teresa do Menino Jesus (ela morreu antes de completar 25 anos), e nada notaram da santidade dela. Entretanto, São Pio X declarou que a considerava a maior santa dos tempos modernos. E João Paulo II, em 1997, concedeu-lhe o título de Doutora da Igreja.

Não pode acontecer também conosco, que tenhamos vivido ou estejamos vivendo ao lado de uma grande alma, e não tenhamos sabido avaliar ou não estejamos sabendo notar a santidade dessa alma?

É tema para um profundo exame de consciência. Que escamas obscurecem a nossa visão sobrenatural? Que podemos fazer para eliminar essas escamas?

Se soubermos, em nossa vida diária, praticar a contemplação sacral do universo, procurando em todas as criaturas sua imagem ou semelhança com Deus, não acontecerá de vivermos ao lado de uma Santa Teresinha e nos perguntarmos, em seu leito de morte, o que terá ela praticado de transcendente e digno de ser registrado para a posteridade.

Fonte: Catolicismo

 

11 de março – Dia de São Sofrônio, Bispo

11 março 2010
Comentários desativados

+ Alexandria, 638.

Nascido em Damasco, viveu 20 anos como eremita para depois “ser colocado à frente da igreja de Jerusalém, que viu ser destruída pelos sarracenos” (do Martirológio Romano).

Extraído do livro: “Cada dia tem seu santo…” de A de França Andrade