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Reflexão sobre a Sagrada Escritura: O pecado original e a redenção.

10, junho, 2017 Sem comentários
Sagrada Escritura

Sagrada Escritura

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Outro ponto essencial da doutrina católica deturpado pelos mestres do novo cristianismo é o pecado original.


Uma noção falsa sobre esse dogma de nossa Fé falseia o conceito de Redenção;

Verdade igualmente fundamental em toda a economia da salvação misericordiosamente estabelecida por Deus Nosso Senhor.

Por isso, vamos aqui recordar o que todos sabeis, caríssimos filhos.


O pecado original é o pecado com que todos fomos concebidos;


Com exceção da Virgem Maria, dele isenta pelo especial privilégio da Conceição Imaculada;

E de Nosso Senhor Jesus Cristo, cuja concepção virginal o punha fora de lei do pecado, pecado aliás que vinha Ele destruir no mundo.

O pecado original consiste na ausência da graça santificante, ausência que nos faz inimigos de Deus, incapazes de entrar no Céu.


Nós nascemos com esse pecado porque pertencemos à família de Adão, à progênie do primeiro homem.


Adão foi criado por Deus com a graça divina e ainda adornado de outros dons também gratuitos;

Que  tornavam sua natureza de uma excelência superior à que de direito lhe seria devida.

Essa graça santificante e esses dons preternaturais, Adão, segundo os desígnios de Deus, os transmitiria à posteridade, se obedecesse a um  mandato divino.

Mas, ele desobedeceu, e como castigo desse pecado perdeu a graça santificante e os demais dons que enalteciam sua natureza.


Tornou-se inimigo de Deus, incapaz de entrar na vida eterna do Paraíso;


E essa situação do primeiro chefe da família humana tornou-se a situação de toda a sua família;

De toda a sua progênie, excetuadas as duas Pessoas que acima lembramos.

Deus, no entanto, na sua infinita bondade, não quis que essa situação permanecesse irreparável.

Enviou um Redentor, capaz de dar-Lhe uma reparação condigna, mesmo acima do que exigiria a justiça.


Esse Redentor é Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, por obra do Espírito Santo, e nascido da Virgem Maria.


Foi Ele, nosso Salvador, que com sua ignominiosa morte de Cruz;

Na qual consumou a obediência ao Pai Celeste, reparando a desobediência do primeiro homem;

Nos remiu, nos resgatou do cativeiro do demônio, nos restituiu a graça santificante;


Tornou-nos novamente capazes da amizade divina, da vida eterna do Paraíso no seio de Deus.


Tudo isso se encontra sintetizado na frase de São Paulo aos romanos:

“Como pelo pecado de um só a condenação se estendeu a todos os homens;

Assim também por um só ato de justiça recebem todos os homens a justificação que dá a vida.

Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores;

Assim pela obediência de um só todos se tornarão justos” (Rom. 5, 18-19).


E para que não houvesse dúvida sobre o sentido das palavras de São Paulo, e sobre a verdade revelada;


O Concílio Tridentino explanou, contra os erros dos protestantes, em um Decreto de sua Sessão V, toda a doutrina católica sobre o pecado original.


Esse decreto consta de uma introdução, cinco cânones e uma consideração final sobre a condição especial de Maria Santíssima nesta matéria.

Nos cânones, o Sacrossanto Concílio ensina que Adão, primeiro homem, pessoal e livremente transgrediu um preceito divino;

E com essa transgressão perdeu a santidade e a justiça em que tinha sido constituído;


E incorreu na ira e indignação de Deus, ficando sujeito à morte e ao cativeiro de demônio (cânon 1);


Que a prevaricação de Adão prejudicou não só a ele, mas a toda a sua descendência;

A qual, por isso mesmo, perdeu a santidade e a justiça recebidas de Deus no seu progenitor;


E mais ainda, que Adão transmite à sua posteridade não somente a morte mas o mesmo pecado que é a morte da alma (cânon 2).


O cânon 3 declara que o pecado original se transmite pela geração e não por imitação, como queriam os protestantes;

E que se apaga não por forças naturais, mas pelos merecimentos de Jesus Cristo que a Igreja aplica;


Quer às crianças como aos adultos, no Sacramento do Batismo;


Os cânones 4 e 5 afirmam que as crianças recém-nascidas devem ser batizadas para que nelas se apague o reato do pecado original;


Porquanto o Batismo apaga a própria culpa e não apenas a risca ou faz com que não seja imputada ao fiel.


Como vedes, caríssimos filhos, é a mesma doutrina que aprendestes nos vossos primeiros anos de infância, ou nas aulas de catecismo ou dos lábios de vossas mães.


Também compreendeis que se trata de ponto essencial.


É o dogma do pecado original que nos faz como que sentir as profundezas do amor com que Deus Nosso Senhor nos amou.

Ele que dá a compreensão do que dizemos com inefável esperança na Santa Missa:


“Deus qui humanam substantiam mirabiliter condidisti et mirabilius reformastis”.


Pois realmente, se há um ato maravilhoso da onipotência divina ao criar os seres do nada;

De longe o supera em maravilha a caridade com a qual Deus vem ao homem pecador para transformá-lo de inimigo em filho adotivo;

Em membro de sua família, conviva de sua mesa!


Destruí o dogma do pecado original, e esvaziareis as alegrias com que a Igreja canta o “Exsultet” na vigília da Ressurreição.


Tudo isso, amados filhos, é verdade, e antigo como a Igreja, e não precisamos gastar tempo para vos convencer.

Não obstante, os mestres do novo cristianismo tentam anular a base de todas essas consolações com seu conceito novo do pecado original.

Para eles, o pecado original não é a desobediência voluntária de Adão, que acarretou para cada um dos seus descendentes a ausência da graça e o estado de pecado.

O trecho de São Paulo aos romanos seria um  “gênero literário”, ou seja, uma maneira de expressar um pensamento diverso daquele que as palavras literalmente exprimem.


O pecado original que nos contamina não seria o pecado de Adão, primeiro homem;
Mas o pecado do homem em geral, o pecado do mundo, o pecado da humanidade tomada como um todo!


Cremos que não é preciso insistir mais para se ver como tal doutrina interpreta arbitrariamente a Sagrada Escritura;

Não faz o menor caso do Magistério infalível;

Anula o caráter moral que há na Redenção;

E prepara uma concepção gnóstica do Cristianismo.

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Fonte: fratresinunum.com

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Conheça a Compaixão de Maria, a Mãe das Dores.

6, abril, 2017 Sem comentários
Nossa Senhora das Dores

Pietà, Basílica de São Pedro

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Associadas à obra redentora do Salvador, Maria devia partilhar de suas dores,


Já que foi pelo sofrimento e pela humilhação que Jesus, em obediência à vontade do Pai, quis salvar e santificar os membros pecadores de seu corpo místico.

Assim, pois, como a vida de Jesus foi um longo martírio, também a vida de Maria foi, do berço ao túmulo;

E sobretudo depois da profecia do santo ancião Simeão, uma longa série de provações e de dores;

Tanto assim que a Igreja celebra também a Compaixão da Virgem, além da Paixão
do Salvador.

Nada melhor para nos fazer compreender esta grande verdade, a saber;

Que aqueles que desejam colaborar na salvação das almas devem carregar com generosidade as suas cruzes e unir seus sofrimentos aos do divino Redentor;

Para expiar não somente as suas faltas pessoais, mas também as de seus irmãos.


Pois a Virgem imaculada, que jamais incorreu na menor falta, não sofreu por seus próprios pecados, mas pelos de seus filhos.


Nós, que somos pecadores, temos de reparar nossas próprias faltas, assim como as de nossos irmãos:

Mais uma razão para aceitar ainda mais generosamente as cruzes que Deus nos envia;

E mesmo para nos antecipar àquelas que ele nos prepara, para tornar nosso apostolado mais fecundo.


Diferenças entre a Paixão de Jesus e a Compaixão de Maria


Importa inteiramente notar a diferença essencial entra a Paixão do Salvador e a Compaixão
de Maria.

No plano divino, a paixão de Nosso Senhor era necessária à nossa Salvação:

Desejando Deus uma reparação do pecado igual à ofensa, e sendo a ofensa feita a Deus moralmente infinita;


Era precisa uma reparação de um valor moral infinito, que somente uma pessoa divina encarnada poderia oferecer em nome da humanidade culpada.


Essa pessoa divina escolhida por Deus foi o Verbo encarnado;

Que foi constituído Senhor e cabeça da humanidade inteira, podendo assim merecer em favor de todos os homens.

Ao mesmo tempo, foi decretado que nossa salvação seria conquistada pelo sacrifício sangrento do Calvário.

Assim, a dolorosa paixão de Jesus era tão necessária, segundo os desígnios providenciais, que sem ela não nos poderíamos salvar.


Não é esse o caso da Compaixão de Maria:

Sendo mãe do Salvador, ela foi associada à obra redentora de seu Filho, mas de uma forma secundária e dependente da obra principal desse divino Filho.


Desde o momento da encarnação, Deus, que trata com maior respeito a futura Mãe do Verbo;

Pede seu consentimento para a obra da Encarnação e da Redenção;

E é somente depois que humilde virgem dá livremente seu fiat que o Verbo encarna em seu seio virginal e associa sua mãe à obra de nossa salvação.


Era muito conveniente que assim fosse: era dela que vinha esse corpo que ele iria imolar, esse sangue que ele iria derramar por nós;


Era justo que ela tivesse um papel importante em nossa santificação, mas era um papel secundário;

Já que somente Jesus Cristo fora constituído chefe espiritual da raça humana, e que somente ele podia, pela união hipostática, conferir um valor infinito às suas ações;

E era também um papel subordinado, já que Maria somente poderia merecer e satisfazer em virtude de sua estreita união com seu Filho.

Mas, se o mérito de Maria é dependente daquele de seu Filho e é um mérito de conformidade (de congruência);

Já que ela não foi constituída chefe da raça humana, ainda assim é um mérito bem superior ao dos outros membros do corpo místico.

Como observou o Santo Papa Pio X;


“Para a obra de salvação de todos nós, Cristo uniu-se de tal forma à sua mãe;

Que ela nos merece de conformidade o que ele nos merece de justiça, promeret nobis de côngruo quae Christus de condigno”.


“Em sua qualidade de mãe do Redentor, diz o Pe. R. Bernard;

Ela adquire uma certa participação, embora imperfeita, no papel de chefe da humanidade que pertence propriamente a seu Filho.

Ela tem todas as graças relacionadas à sua missão”…

Mesmo na ordem da Redenção, ela não é uma pessoa como as outras e possui uma existência à parte…

Sendo a nova Eva totalmente voltada para a obra do novo Adão;

Ela realiza atos que interessam à raça humana como um todo e que são meritórios para a inumerável família do reino de Deus feito homem.


Ela contribui para nos salvar na mesma proporção em que nossa primeira mãe contribuiu para nos perder…

Ela não se limita a nos aplicar, segundo os seus méritos, os frutos da Redenção: ela é Aquela por quem nos vieram a Encarnação e a Redenção.


E é o Papa Bento XV quem afirma que podemos com justiça dizer que ela, em união com Cristo, redimiu o gênero humano.

Eis porque ela é chamada co-redentora, mas, como já dissemos, em um sentido restrito e secundário.

Podemos acrescentar que os seus sofrimentos foram, no fundo, os mesmos de Jesus;

Seu coração tão amoroso e tão compassivo sentiu vivamente todas as torturas físicas e morais infligidas a seu Filho;

E cada uma delas cravava mais profundamente em sua alma a espada de dor.


Se Deus quis associar assim a mãe e o Filho na obra da redenção;
Foi para nos mostrar que todos os membros do corpo místico devem aceitar sofrer com seu Senhor por sua salvação e pela salvação de seus irmãos.


Ó Virgem compassiva, ajudai-nos, pois, a nos manter perto de Vós ao pé da cruz para suportar, sem queixas, as dores que aprouver à divina bondade enviar-nos para nos associar à obra redentora.

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Fonte: retirado do livro “A Divinização do Sofrimento” do Rev. Pe. Adolphe Tanquerey.

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