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Textos com Etiquetas ‘Confissão sacrílega’

O demônio mudo que nos tenta na Confissão.

5, junho, 2017 Sem comentários
O demônio nos tentando no momento do Sacramento da Confissão.

O demônio nos tentando no momento do Sacramento.

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O demônio mudo de que fala o Evangelho é o falso pejo com que o espírito infernal procura fazer-nos calar na confissão os pecados cometidos;


Depois de primeiro nos ter cegado para não vermos o mal que cometemos e a ruína que nos preparamos ofendendo a Deus.

Com efeito, exclama São João Crisóstomo;


O demônio faz em todas as coisas o contrário do que Deus faz.


O Senhor pôs vergonha no pecado, para que não o cometamos;

Mas depois de o havermos cometido, anima-nos a confessá-lo, prometendo o perdão a quem se acusa.

O demônio, ao contrário, inspira confiança ao pecador com a esperança do perdão;

Mas cometido o pecado, cobre-o de vergonha, para que se não confesse.


Por este ardil diabólico, ó, quantas alma já foram precipitadas e ainda se precipitam cada dia no inferno!


Sim, porque os miseráveis convertem em veneno o remédio que Jesus Cristo nos preparou com seu preciosíssimo sangue;

E ficam presos com uma dupla cadeia, cometendo depois do primeiro pecado outro mais grave: o sacrilégio.

Irmão meu, se por desgraça a tua alma está manchada pelo pecado, escuta o que te diz o Espírito Santo:


Pro anima tua ne confundaris dicere verum
(Eclesiástico 4, 24).


Sabe, diz ele, que há duas qualidades de vergonha;

Deves fugir daquele que te faz inimigo de Deus, conduzindo-te ao pecado;

Mas não da que se sente ao confessá-lo e te faz receber a graça de Deus nesta vida e a glória do paraíso na outra.

Se, pois, te queres salvar, não te envergonhes de fazer uma boa confissão;

Aliás a tua alma se perderá.

As feridas gangrenosas levam à morte, e tais são os pecados calados na confissão; são chagas da alma que se gangrenaram.

Meu filho, vergonhoso é o entrar nesta casa, mas não o sair dela.

Assim falou Sócrates a um seu discípulo que não quis ser visto ao sair de uma casa suspeita.

É o que digo também àqueles que, depois de cometerem um pecado grave, tem vergonha de o confessar.


Meu irmão, coisa vergonhosa é ofender a um Deus tão grande e tão bom;


Mas não o é confessarmos o pecado cometido e livrar-nos dele.

Foi porventura coisa vergonhosa para Santa Maria Madalena o confessar em público aos pés de Jesus Cristo, que era uma mulher pecadora?

Foi motivo de vergonha confessar-se uma Santa Maria Egipcíaca, uma Santa Margarida de Cortona, um Santo Agostinho, e tantos outros penitentes;

Que algum tempo tinham sido grandes pecadores?


Por meio de sua confissão fizeram-se santos.


Ânimo, pois, meu irmão, ânimo! (Falo a quem cometeu a falta de ocultar por vergonha um pecado.) Tem ânimo e dize tudo a um confessor.

Dá glória a Deus e confunde o demônio que, como diz o Evangelho, quando saiu do homem, anda por lugares secos, buscando repouso, e não o acha.


Porém, depois de teres confessado bem, prepara-te para novos e mais violentos assaltos da parte do inimigo infernal.


Ai de quem o deixa entrar novamente, depois de o haver expulso!


Et fiunt novíssima hominis illius peiora prioribus
 

O último estado do homem virá a ser pior do que o primeiro”.


Ó meu amabilíssimo Jesus!

Iluminai o meu espírito, a fim de que nunca mais me deixe obcecar pelo espírito maligno a cometer de novo o pecado.

Pesa-me de Vos haver ofendido, e proponho com a vossa graça antes morrer que tornar a ofender-Vos.

Mas, se por desgraça recair, dai-me força para sempre vencer o demônio mudo e confessar-me sinceramente ao vosso ministro.


Peço-Vos, Deus Todo-Poderoso, que atendais propício às minhas humildes súplicas, e que em minha defesa estendais o braço de vossa majestade”.


† Doce Coração de Maria, sede minha salvação. (*III 413)

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Fonte: pt.aleteia.org
             Santo Afonso, Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I

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Saiba mais sobre as Confissões mal feitas, e veja como evitá-las a todo custo! (Parte IV)

15, dezembro, 2015 1 comentário

A pintura retrata a morte de um pecador que se recusa a se arrepender de seus pecados.

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Continuação do post: Saiba mais sobre as Confissões mal feitas, e veja como evitá-las a todo custo! (Parte III)

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O Padre Agostinho de Fusignano conta-nos um fato análogo, que se deu na sua presença.

Uma mulher infeliz escondia na confissão os pecados mais graves.

Apesar dos sermões ouvidos contra essa vergonha sacrílega, apesar das mais amorosas exortações, apesar do mais agudo remorso da consciência ela não soube aproveitá-los.

Cansada a misericórdia de Deus de esperar, feriu-a com uma doença violenta que a pôs em ponto de morte. O confessor foi chamado prontamente, mas a infeliz assim que o viu, exclamou:

— Padre, chegastes a tempo para ver uma mentirosa penitente ir para o inferno. Eu me confessava com freqüência, mas deixava sempre os pecados mais graves.

— Pois bem, confesse-os agora, respondeu o confessor.

— Não posso, não posso, gritou desesperada a infeliz. O tempo da misericórdia já passou; é chegado o momento da justiça!

E, delirando e contorcendo-se raivosamente, expirou, deixando em todos os presentes a mais triste e horrível impressão.

Aqui também não será demais repetir: Ai daquele que começa!

Santo Afonso conta o caso de um senhor cuja conduta era aparentemente boa; fazia, porém, más confissões.

Tendo adoecido gravemente, foi visitado pelo Vigário o qual suplicou-lhe que recebesse os sacramentos pois estava em perigo de vida. Mas o enfermo recusava-se a confessar.

— E por que meu caro senhor não quer confessar-se?

Ah! respondeu o doente, é porque estou condenado! E Deus, para castigar os meus sacrilégios, tira-me a vontade e a força de repará-los.

Dito isto, começou a morder a língua, a debater-se desesperadamente, gritando:

“Maldita língua, maldito silêncio, malditos sacrilégios”. Não foi possível convencê-lo, até que miseravelmente morreu.

D. — Chega Padre! São coisas que arrepiam a gente. Eu por mim não quero cometer sacrilégios.

M. — Mantenha essa santa resolução.

Por que deixar-se dominar pelo demônio mudo, pisar o Sangue de Jesus Cristo, mudar o remédio em veneno e obrigá-lo a nos condenar, quando pelo contrário, Ele quer a nossa salvação?

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Fonte: retirado do livro “Confessai-vos bem” do Padre Luiz Chiavarino.

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Saiba mais sobre as Confissões mal feitas, e veja como evitá-las a todo custo! (Parte III)

13, dezembro, 2015 3 comentários

Pintura de São Francisco Bórgia buscando salvar a alma de um moribundo impenitente, que negava se arrepender de seus pecados.

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Continuação do post: Saiba mais sobre as Confissões mal feitas, e veja como evitá-las a todo custo! (Parte II)

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D. — Mas a misericórdia infinita de Deus não vem em auxílio?

M. — Você pode supor que Deus queira sempre, na hora da morte, usar de misericórdia com quem durante toda a vida abusando dessa misericórdia, injuriou-O com sacrilégios?

E além disso na maioria dos casos, nem invocam essa misericórdia; pelo contrário, muitas vezes a desprezam.

Aqui também quero persuadi-lo com fatos.

O Padre dal Rio conta que uma jovem empregada se confessava frequentemente, pois que a patroa exigia, mas por vergonha e teimosia calava os pecados desonestos.

Uma ocasião ela caiu gravemente enferma; sempre por causa da solicitude da patroa, confessou-se, e mais de uma vez, sacrilegamente.

Depois que a curaram com muitos cuidados, chegava até a caçoar com as amigas pondo em ridículo o zelo da patroa e do confessor para induzi-la a fazer uma boa confissão.

Tendo adoecido pela segunda vez e mais gravemente do que da primeira, a patroa tornou a chamar o sacerdote o qual acudiu com presteza.

Com toda a piedade e paciência que Deus concede em casos análogos, o padre procurou induzir a infeliz a uma sincera e dolorosa confissão. Mas tudo em vão!

Sempre teimosa, perseverou durante a longa agonia no propósito de se esquivar e de se calar, recusando-se até a repetir a jaculatória e as invocações sugeridas pelo confessor; mostrava-se aborrecida com tudo aquilo e com a presença do Padre.

E, quando por fim vendo que chegava o momento da morte, o sacerdote lhe pediu que beijasse o crucifixo, ela com um esforço supremo o afastou com maus modos e olhando-o com desprezo disse:

—Tirem da minha frente este Cristo, não preciso dele!

 — E voltou-se para o outro lado; assim com um suspiro horrível expirou aquela alma impenitente e sacrílega.

Ai daquele que começa!

(Continua…)

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Fonte: retirado do livro “Confessai-vos bem” do Padre Luiz Chiavarino.

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Saiba mais sobre as Confissões mal feitas, e veja como evitá-las a todo custo! (Parte II)

11, dezembro, 2015 1 comentário

Foto antiga que mostra uma grande fila para o Sacramento da confissão.

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Continuação do post: Saiba mais sobre as Confissões mal feitas, e veja como evitá-las a todo custo! (Parte I) 

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Pregavam-se os Exercícios em uma paróquia do Piemonte.

Havia já alguns dias que tinham começado as confissões e desde o princípio eu notara uma pessoa de aspecto triste e indizivelmente constrangida que rondava o confessionário.

Não fazia, porém, muito caso disso, quando eis que uma noite ela caiu aos meus pés e disse:

— Padre, ajudai-me; eu sou uma infeliz. Há quinze anos que eu me confesso mal; só fui capaz de cometer sacrilégios… e desatou em pranto.

— Pois bem, cria coragem, eu respondi, Deus será misericordioso; para a senhora também Jesus será infinitamente bom. Diga-me: quantos anos tem? Como é que enveredou por esse caminho?

— Tenho vinte e sete anos; quando tinha doze apenas, por causa de uma curiosidade ilícita eu cometi um pecado que não ousei confessar.

Com tal sacrilégio, aproximei-me da mesa da Comunhão e, desde aquele dia até hoje os pecados e sacrilégios sucederam-se uns aos outros.

Rezei muito, chorei muito, fiz romarias mas tudo em vão!

Confessava-me todos os meses e até com mais freqüência por ocasião dos Exercícios Espirituais; repetia as confissões gerais mas esses pecados eu sempre os escondi, por pura vergonha.

— E a senhora estava satisfeita com as suas Confissões: Comungava tranquilamente?

— Oh, Padre! se soubésseis como os remorsos amargos atormentavam o meu coração, cravando-se nele como espinhos agudos!

— Mas então por quê continuava sempre do mesmo modo?

Porque fui uma tola, eis tudo… Um medo indizível das reprimendas do confessor fechava-me a boca e um exagerado respeito humano das minhas companheiras arrastava-me para o Comunhão nesse estado.

— Há quanto tempo confessou-se pela ultima vez?

— Confessei-me já três vezes durante esta Missão, com três confessores diferentes, sempre com o firme propósito de acabar com isto de uma vez por todas e dizer tudo.

 Mas, chegando ao ponto terrível, sentia um nó cruel que me apertava a garganta e assim calava-me.

— E agora, como conseguiu manifestar-se?

— Padre, o vosso sermão de hoje sobre a necessidade absoluta da confissão bem feita, aquelas palavras tantas vezes repetidas “experimentem e verão o quanto Jesus é bom”, comoveram-me e foi então que decidi falar, custasse o que custasse.

Ajudada pelo confessor ela fez uma confissão geral das mais consoladoras, tendo recebido a absolvição, não parava de repetir:

— Agora chega, Padre, chega de pecados e sacrilégios. Direi a todos que experimentei e que vi como Jesus é bom!…

D. — São fatos que consolam, não é?… e ainda bem que reconhecem suas faltas!

M. — Mas quantos não as reconhecem mesmo em ponto de morte!

É uma coisa muito triste, mas infelizmente verdadeira; não raro há moribundos que às portas da morte, teimam em esconder os pecados não confessados ou mal confessados desde a juventude, nesse estado deplorável passam para a eternidade.

D. — Coitados!

M. — Pode chamá-los desgraçados! ai de quem começa.

(Continua…)

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Fonte: retirado do livro “Confessai-vos bem” do Padre Luiz Chiavarino.

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Saiba mais sobre as Confissões mal feitas, e veja como evitá-las a todo custo! (Parte I)

9, dezembro, 2015 3 comentários

A Confissão, pintura de Pietro Longhi (1750)

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Ai daquele que começa…

Discípulo — Padre, se é assim tão fácil encontrar quem se deixe enganar pelo demônio e se cala, renovando o sacrilégio na confissão por quê é que os sacerdotes e os confessores não indagam, não interrogam os penitentes para impedir as confissões mal feitas?

Mestre — Eles sabem e vêm que algumas almas deixam muito a desejar, mas em geral receiam ser indiscretos interrogando e esclarecendo certas coisas.

Até pelo contrário, com certas pessoas, não ousamos, parece-nos imprudência interrogar.

Um pai ou uma mãe gostam de fazer sempre bom juízo dos seus filhos, e ficam penalizados quando têm que duvidar da sua conduta, da sua sinceridade, da sua inocência.

Do mesmo modo sente o pobre sacerdote no que diz respeito aos próprios filhos espirituais e penitentes.

D. — E então?

M. — E então, continua-se em tal vida até que Deus intervenha com a sua mão providencial.

Eis porque por ocasião dos Exercícios Espirituais, das Missões, da Páscoa e de outras tantas festividades do mesmo gênero encontram-se muitas almas,

As quais, tendo tido a desgraça enorme de calar uma vez certos pecados na confissão e continuaram depois com sacrilégios durante anos e anos até o dia em que, tocados por graça especial, podem finalmente abrir os olhos e tranquilizar a consciência por tanto tempo torturada pelo remorso.

(continua…)

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Fonte: retirado do livro “Confessai-vos bem” do Pe. Luiz Chiavarino.

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