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Textos com Etiquetas ‘consequências do pecado’

Cuidado para não “cair pouco a pouco”…

12, julho, 2018 Sem comentários
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Pessoas caindo no abismo do inferno pelos pecados que cometeram.

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Há na vida espiritual uma verdade de importância tal, que por todas as almas piedosas deve ser seriamente meditada.


E
ei-la aqui, tal como a inspirou o Espírito Santo: 
Quem despreza e não tem em conta as coisas pequenas, cairá pouco a pouco.

Compreende bem esta palavra: “cairá pouco a pouco”. Cairá insensivelmente, sem mesmo dar por isso, mas cairá.

Hoje, sob pretexto de ser falta leve, consente numa mentira muito pequena; amanhã já deixa sair uma maior; e acabará cair nas maiores desordens.


Teme, teme muito o desprezo das coisas pequenas; receia as faltas leves; olha que são d’alguma sorte mais perigosas do que as grandes, porque se não certamente cairá.


“Ouso, diz São João Crisóstomo, avançar uma proposição que parecerá surpreendente e inaudita; e é que me parece se deve pôr algumas vezes menos cuidado em fugir dos pecados grandes, do que em evitar as faltas pequenas.

Daquelas, só a enormidade já inspira o horror; com estas, por pouco consideráveis, facilmente nos familiarizamos”;

Este desprezo em que as temos nos impede de fazermos o devido esforço para as expelir, e assim por negligência nossa vão crescendo até chegar ao estado de não podermos desfazer-nos delas.

Ainda outra vez repito: teme as faltas pequenas, teme-as e evita-as pois, por pequenas que sejam, nem por isso deixam de ofender menos o nosso bom Mestre;


Teme e evita as faltas leves, porque à tibieza nos conduzem: teme as faltas leves porque Jesus Cristo disse, “quem nas coisas pequenas é fiel, sê-lo-á também nas grandes, e quem nas pequenas é injusto, injusto será nas grandes”.


Vela hoje muito sobre ti mesmo, e esforça-se para viver hoje de modo que à noite possas dizer a Jesus:

“Meu bom Mestre, hoje não me acusa a consciência de falta alguma inteiramente voluntária; bendito sejais pois foi vossa onipotente mão quem me amparou.

Suplico-vos que queirais perdoar toda e qualquer falta que por fragilidade me haja podido escapar; amanhã hei de fazer todos os esforços para viver melhor ainda”.

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Fonte: retirado do livro “As chamas do Amor de Jesus” do Abade D. Pinnard.

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Exposição blasfema do Santander Cultural. Expresse seu repúdio!

12, setembro, 2017 1 comentário
"Arte" em exposição do Santander Cultural, referencia deus Indu à Nosso Senhor.

“Arte” em exposição do Santander Cultural, referencia deus Indu à Nosso Senhor.

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O “Espaço Cultural” do grupo Santander, localizado em Porto Alegre, suspendeu no último dia 10 uma “exposição” depois de inúmeras queixas.

 

O teor desta “exposição” não possuí nenhum atributo cultural, e sim criminoso e vilipendioso, não só apenas com nossa sociedade, mas também com nossos conceitos cristãos e morais.

Um ato deste não se cabe em nenhuma parte, não apenas em um ambiente que se diz “civilizado”, mas em qualquer canto que exista um ser humano dotado de temor a Deus.


Saiba mais abaixo sobre este ato abominável, e como reagir e não se calar frente um escândalo desta magnitude.

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-Primeiro:

Saiba mais sobre o ocorrido, acesse os links abaixo:

Matéria completo do Instituto Plinio Correa de Oliveira

Carta aberta aos Brasileiros da Associação Regina Fidei

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-Segundo:

Se inscreva aqui na Missa de Reparação pelos pecados cometidos contra Nosso Senhor, e aproveite para colocar seus pedidos de intenção!

-Terceiro:

Deixe aqui na página do Facebook do Santander Cultural seu repúdio à ação desta instituição.

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-Quarto:

Compartilhe com o máximo de pessoas possível, para saberem que não estamos calados.

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Que o Sagrado Coração de Jesus possa perdoar a ação destas pessoas e que infunda neles um verdadeiro arrependimento pelos seus atos, não uma mera ação comercial.

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Sagrado Coração de Jesus, Confiamos em Vós!

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Reflexão sobre a Sagrada Escritura: O pecado original e a redenção.

10, junho, 2017 Sem comentários
Sagrada Escritura

Sagrada Escritura

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Outro ponto essencial da doutrina católica deturpado pelos mestres do novo cristianismo é o pecado original.


Uma noção falsa sobre esse dogma de nossa Fé falseia o conceito de Redenção;

Verdade igualmente fundamental em toda a economia da salvação misericordiosamente estabelecida por Deus Nosso Senhor.

Por isso, vamos aqui recordar o que todos sabeis, caríssimos filhos.


O pecado original é o pecado com que todos fomos concebidos;


Com exceção da Virgem Maria, dele isenta pelo especial privilégio da Conceição Imaculada;

E de Nosso Senhor Jesus Cristo, cuja concepção virginal o punha fora de lei do pecado, pecado aliás que vinha Ele destruir no mundo.

O pecado original consiste na ausência da graça santificante, ausência que nos faz inimigos de Deus, incapazes de entrar no Céu.


Nós nascemos com esse pecado porque pertencemos à família de Adão, à progênie do primeiro homem.


Adão foi criado por Deus com a graça divina e ainda adornado de outros dons também gratuitos;

Que  tornavam sua natureza de uma excelência superior à que de direito lhe seria devida.

Essa graça santificante e esses dons preternaturais, Adão, segundo os desígnios de Deus, os transmitiria à posteridade, se obedecesse a um  mandato divino.

Mas, ele desobedeceu, e como castigo desse pecado perdeu a graça santificante e os demais dons que enalteciam sua natureza.


Tornou-se inimigo de Deus, incapaz de entrar na vida eterna do Paraíso;


E essa situação do primeiro chefe da família humana tornou-se a situação de toda a sua família;

De toda a sua progênie, excetuadas as duas Pessoas que acima lembramos.

Deus, no entanto, na sua infinita bondade, não quis que essa situação permanecesse irreparável.

Enviou um Redentor, capaz de dar-Lhe uma reparação condigna, mesmo acima do que exigiria a justiça.


Esse Redentor é Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, por obra do Espírito Santo, e nascido da Virgem Maria.


Foi Ele, nosso Salvador, que com sua ignominiosa morte de Cruz;

Na qual consumou a obediência ao Pai Celeste, reparando a desobediência do primeiro homem;

Nos remiu, nos resgatou do cativeiro do demônio, nos restituiu a graça santificante;


Tornou-nos novamente capazes da amizade divina, da vida eterna do Paraíso no seio de Deus.


Tudo isso se encontra sintetizado na frase de São Paulo aos romanos:

“Como pelo pecado de um só a condenação se estendeu a todos os homens;

Assim também por um só ato de justiça recebem todos os homens a justificação que dá a vida.

Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores;

Assim pela obediência de um só todos se tornarão justos” (Rom. 5, 18-19).


E para que não houvesse dúvida sobre o sentido das palavras de São Paulo, e sobre a verdade revelada;


O Concílio Tridentino explanou, contra os erros dos protestantes, em um Decreto de sua Sessão V, toda a doutrina católica sobre o pecado original.


Esse decreto consta de uma introdução, cinco cânones e uma consideração final sobre a condição especial de Maria Santíssima nesta matéria.

Nos cânones, o Sacrossanto Concílio ensina que Adão, primeiro homem, pessoal e livremente transgrediu um preceito divino;

E com essa transgressão perdeu a santidade e a justiça em que tinha sido constituído;


E incorreu na ira e indignação de Deus, ficando sujeito à morte e ao cativeiro de demônio (cânon 1);


Que a prevaricação de Adão prejudicou não só a ele, mas a toda a sua descendência;

A qual, por isso mesmo, perdeu a santidade e a justiça recebidas de Deus no seu progenitor;


E mais ainda, que Adão transmite à sua posteridade não somente a morte mas o mesmo pecado que é a morte da alma (cânon 2).


O cânon 3 declara que o pecado original se transmite pela geração e não por imitação, como queriam os protestantes;

E que se apaga não por forças naturais, mas pelos merecimentos de Jesus Cristo que a Igreja aplica;


Quer às crianças como aos adultos, no Sacramento do Batismo;


Os cânones 4 e 5 afirmam que as crianças recém-nascidas devem ser batizadas para que nelas se apague o reato do pecado original;


Porquanto o Batismo apaga a própria culpa e não apenas a risca ou faz com que não seja imputada ao fiel.


Como vedes, caríssimos filhos, é a mesma doutrina que aprendestes nos vossos primeiros anos de infância, ou nas aulas de catecismo ou dos lábios de vossas mães.


Também compreendeis que se trata de ponto essencial.


É o dogma do pecado original que nos faz como que sentir as profundezas do amor com que Deus Nosso Senhor nos amou.

Ele que dá a compreensão do que dizemos com inefável esperança na Santa Missa:


“Deus qui humanam substantiam mirabiliter condidisti et mirabilius reformastis”.


Pois realmente, se há um ato maravilhoso da onipotência divina ao criar os seres do nada;

De longe o supera em maravilha a caridade com a qual Deus vem ao homem pecador para transformá-lo de inimigo em filho adotivo;

Em membro de sua família, conviva de sua mesa!


Destruí o dogma do pecado original, e esvaziareis as alegrias com que a Igreja canta o “Exsultet” na vigília da Ressurreição.


Tudo isso, amados filhos, é verdade, e antigo como a Igreja, e não precisamos gastar tempo para vos convencer.

Não obstante, os mestres do novo cristianismo tentam anular a base de todas essas consolações com seu conceito novo do pecado original.

Para eles, o pecado original não é a desobediência voluntária de Adão, que acarretou para cada um dos seus descendentes a ausência da graça e o estado de pecado.

O trecho de São Paulo aos romanos seria um  “gênero literário”, ou seja, uma maneira de expressar um pensamento diverso daquele que as palavras literalmente exprimem.


O pecado original que nos contamina não seria o pecado de Adão, primeiro homem;
Mas o pecado do homem em geral, o pecado do mundo, o pecado da humanidade tomada como um todo!


Cremos que não é preciso insistir mais para se ver como tal doutrina interpreta arbitrariamente a Sagrada Escritura;

Não faz o menor caso do Magistério infalível;

Anula o caráter moral que há na Redenção;

E prepara uma concepção gnóstica do Cristianismo.

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Fonte: fratresinunum.com

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Por isso, os pecados da língua podem chegar, sim, a ser graves e mortais. Leia!

22, março, 2017 1 comentário
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Falar dos outros

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Uma das “categorias” de pecado que costumamos minimizar com mais frequência são os pecados da língua ou da palavra.


N
o entanto, talvez a maneira mais comum de pecar seja precisamente o mau uso da palavra.

Com grande facilmente, quase sem pensar, nos envolvemos em fofocas, conversas fiadas, mentiras, exageros, ataques venenosos e observações sem caridade.

Com a língua, podemos espalhar o ódio, incitar os outros ao medo e à malícia, espalhar a desinformação, atiçar a tentação, desencorajar, ensinar o erro e arruinar reputações.


Não há dúvida de que podemos causar grandes estragos por meio do dom da palavra, com o qual poderíamos fazer tanto bem!


E também podemos causar estragos por omissão, já que, com frequência, ficamos em silêncio quando deveríamos falar;

Deixamos de corrigir os erros do próximo quando deveríamos abordá-los com a devida discrição e gentileza.

Em nossa época, o triunfo do mal é largamente amparado pelo silêncio dos bons;


Pelo nosso silêncio como povo cristão, inclusive.


Os profetas devem anunciar a palavra de Deus, mas nós, muitas vezes, encarnamos aquilo que Isaías diz em 56, 10:

“Os vigias de Israel estão cegos; todos eles carecem de conhecimento; todos eles são como cães mudos, que não podem ladrar; eles mentem, sonham e gostam de dormir”.

Bem disse São Tiago:

Todo aquele que não peca no falar é varão perfeito” (Tg 3, 2).

É verdade que nem todo pecado de palavra é grave ou mortal, mas também é verdade que podemos infligir grandes males com a nossa fala:


Por isso, os pecados da língua podem chegar, sim, a ser graves e mortais.


Jesus nos adverte: os homens terão de dar conta, no dia do juízo, de toda palavra inútil que tiverem proferido (cf. Mt 12,36).

Com tudo isto em mente, vamos nos concentrar hoje num aspecto dos pecados da palavra que comumente chamamos de “fofoca“.

Numa definição geral, esse termo pode se aplicar a comentários triviais sobre a vida alheia, mas, quando considerada especificamente como pecado;


A fofoca consiste em falar de alguém de modo injusto, seja mediante a mentira;

Seja mediante a divulgação de assuntos pessoais ou privados que não dizem respeito a ninguém, exceto à própria vítima da fofoca.


Geralmente, a fofoca envolve conversas inapropriadas e sem caridade sobre pessoas que não estão presentes.

Além do mais, a fofoca quase sempre acrescenta erros e variações na informação que é transmitida.

Santo Tomás de Aquino inclui a fofoca em seu tratado sobre a justiça (II, IIae 72-76) na Summa Theologica;

Já que, através da fofoca, nós prejudicamos a reputação dos outros.

O Catecismo da Igreja Católica também inclui as fofocas como matéria do oitavo mandamento, o de “não levantar falso testemunho”.

Com base nas diversas formas de injustiça no falar identificadas por Santo Tomás de Aquino, podemos mencionar várias modalidades de pecados da língua:


1 – A ofensa ou injúria


Consiste em desonrar uma pessoa, normalmente na presença dela própria e, com frequência, também diante de terceiros.


A ofensa ou injúria é cometida de forma aberta, audível e geralmente motivada por impulsos de raiva e por desrespeito pessoal.


Ela pode incluir xingamentos, insultos, palavrões e até “pragas rogadas”.

No dia-a-dia, nem sempre nos damos conta de que a injúria é uma forma de ataque à reputação da pessoa ofendida;

Pois, ao contrário da fofoca, que no geral é feita pelas costas, a injúria ou ofensa é “jogada na cara” da pessoa, que, portanto, teria a chance de se defender.

Mesmo assim, a injúria precisa ser mencionada quando citamos os pecados da língua porque ela caminha lado a lado com a desonra, prejudicando a boa fama da vítima.

A sua essência é muito próxima da essência da fofoca.


Injuriar é um pecado que tem a intenção de causar constrangimento ou desonra pessoal.


Há maneiras mais adultas e mais cristãs de se resolverem os desentendimentos.


2 – A difamação


Consiste em falar mal do próximo de maneira injusta e pelas costas.


É lesar o bom nome de alguém perante terceiros, mas sem que a vítima saiba.


Esse tipo covarde de fofoca impede que a pessoa de quem se fala consiga se defender ou esclarecer aquilo que está sendo dito a seu respeito.

Podemos mencionar duas modalidades de difamação:


a) A calúnia
– Consiste em dizer mentiras sobre alguém pelas costas.


b) A detração ou maledicência
– Consiste em dizer verdades sobre alguém pelas costas;


Mas verdades que são prejudiciais a esse alguém e que os outros não têm necessidade alguma de conhecer.

Trata-se de informações que, por mais que sejam verdadeiras;


Têm o potencial de arranhar desnecessariamente a reputação ou prejudicar o bom nome da vítima diante dos outros.


Por exemplo, pode ser verdade que Fulano enfrenta certos problemas com a dependência química;

Mas esta é uma informação que não precisa ser compartilhada com qualquer um.

Há momentos, é claro, em que é importante dividir certas verdades com os outros;

Mas somente se for com pessoas que, por justa causa, precisam conhecer essas informações.


Além disso, as informações devem ser comprovadamente verdadeiras e não apenas baseadas em boatos.


Por fim, só podem ser compartilhadas legitimamente as informações que são estritamente necessárias;

Evitando-se um relatório excessivo, motivado por curiosidades fúteis e mesquinharias.


3 – A murmuração-sabotagem


Podemos identificar ainda um tipo específico de fofoca que muito se assemelha à difamação, mas que tem matizes particularmente graves.

Enquanto o difamador fala pelas costas visando prejudicar a reputação de uma pessoa ausente, o murmurador-sabotador é um mexeriqueiro que;


Além de falar pelas costas, ainda procura criar problemas concretos para a sua vítima, levando as pessoas a agirem contra ela.


Talvez ele pretenda prejudicá-la profissionalmente;

Talvez o seu objetivo seja incitar reações de ira ou até de violência contra a vítima dos seus fuxicos.

O fato é que o mexeriqueiro que pratica a murmuração-sabotagem quer incitar alguma ação contra a pessoa de quem ele está fofocando.

Isto vai além do prejuízo da reputação: neste caso, o fuxiqueiro pretende prejudicar, por exemplo, os relacionamentos, as finanças, a situação legal da sua vítima etc.


4 – A ridicularização


Consiste em fazer as pessoas rirem de alguém, de alguma característica física ou comportamental da pessoa, do seu jeito de ser etc.


Isto pode parecer uma coisa leve, mas, muitas vezes;


É um tipo de bochicho que se transforma em gestos de burla ou em palavras humilhantes e ofensivas;

Que diminuem a pessoa ou a desonram dentro da comunidade.

Em não poucos casos, a ridicularização se transforma naquilo que hoje em dia se tornou conhecido por “bullying”.


5 – A maldição ou “praga”


É o desejo publicamente expresso de que uma pessoa seja vitimada por algum mal ou sofra algum dano.

A “praga” pode ou não ser rogada diante da própria vítima;


O fato é que se trata de um tipo de pecado da língua que também provoca a desonra da vítima diante de terceiros.


O objetivo de se maldizer alguém, com frequência, é incitar os outros a terem raiva desse alguém.

A seriedade desses pecados da palavra ou da língua depende de uma série de fatores;

Entre os quais o alcance do dano cometido contra a reputação da vítima, as circunstâncias de lugar;

Tempo e linguagem utilizada e quantas e quais foram as pessoas que ouviram os comentários venenosos.


Se não houver intenção de prejudicar a vítima, a culpa do pecador até pode diminuir;

Mas não se elimina o fato de que falar mal dos outros é um pecado em si mesmo.


Desonrar uma pessoa, especialmente com a intenção consciente de prejudicar a sua reputação e a sua posição diante dos outros;

É um pecado que, além do mais, pode facilmente se tornar muito grave.

Um dos tesouros mais preciosos de qualquer pessoa é a sua reputação;

Já que nela repousa a sua possibilidade de se relacionar com os outros e de se envolver em quase todas as formas de interação humana.


É muito sério, portanto, prejudicar a reputação de alguém.


Por mais que esse dano possa parecer leve em muitos casos;

Não podemos descartar que aquilo que consideramos coisa pequena pode causar, na verdade, danos muito maiores do que imaginamos.

São Tiago nos diz, a respeito da língua fofoqueira:


Uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena fagulha.

Também a língua é um fogo, um mundo de iniquidade.

A língua está entre as partes do nosso corpo e contamina o corpo inteiro;

E, inflamada pelo inferno, incendeia todo o curso da nossa vida” (Tg 3,6).


É verdade que, às vezes, precisamos ter conversas necessárias sobre pessoas que não estão presentes.

Talvez estejamos em busca de conselhos para lidar com uma situação delicada;

Talvez precisemos de algum incentivo para lidar com uma pessoa difícil ou tenhamos que fazer uma legítima verificação de fatos.

Talvez, especialmente em contextos profissionais, sejamos convidados a fazer alguma avaliação sobre colegas, funcionários ou situações.

Em casos como estes, temos que limitar o escopo das nossas conversas ao estritamente necessário, abordando somente as pessoas e fatos que de verdade precisarem ser abordados.

Ao procurar aconselhamento ou incentivo, devemos falar somente com pessoas que sejam de confiança e que possam razoavelmente ser de ajuda.

Sempre que possível, devemos omitir detalhes desnecessários, entre os quais o próprio nome da pessoa de quem estamos falando.


Discrição é a palavra-chave também nas conversas necessárias sobre o próximo.


Por outro lado, é importante saber que o sigilo extremo pode ser inútil e até prejudicial.

Há momentos em que as situações flagrantes precisam ser abordadas de maneira direta e bem clara.

Nesse tipo de caso, temos de seguir as normas estabelecidas por Jesus no Evangelho de Mateus, 18, 15-17:


Se o teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o em particular.

Se ele te ouvir, terás ganhado o teu irmão.

Mas se ele não te ouvir, leva contigo uma ou duas outras pessoas, de modo que qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas.

Se ainda assim ele se recusar a ouvir, dize-o à Igreja;

E se ele se recusar a ouvir também a Igreja, trata-o então como gentio e publicano”.


Em outras palavras, a discrição deve abrir espaço também para a transparência em determinadas circunstâncias;

Como aquelas em que uma comunidade precisa tratar de certas questões de forma pública e clara.

Como regra geral, no entanto, devemos manter sempre um grande cuidado com os pecados da língua ou da palavra.

Com muita facilidade, afinal, corremos o risco de arruinar a reputação e a dignidade dos outros por causa das nossas fofocas.

A conversa fiada sobre os outros pode causar grandes danos, além de levar ao pecado todas as pessoas que tomam parte nesse tipo de conversa.

O Salmo 141, 3 eleva a Deus esta prece:


Guarda a minha boca, ó Senhor; vigia a porta dos meus lábios”.


Nós também podemos fazer preces como esta, por exemplo:

Ajuda-me, Senhor! Mantém o teu braço sobre o meu ombro e a tua mão sobre a minha boca!

Põe a tua palavra no meu coração, de modo que, quando eu falar, sejas Tu, na verdade, aquele que fala por meio de mim. Amém”.

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Fonte: aleteia.org

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PECADOS: quais suas raízes, como somos tentados e como evitá-los

31, julho, 2014 3 comentários

O livro do Gênesis diz que “Deus criou o ser humano à sua imagem”. Antes disso, o pecado já existia, não por natureza, mas pela má vontade dos anjos decaídos, os demônios. Foram eles quem, por inveja, se aproximaram do primeiro homem para tentá-lo.

Até então, Deus o havia colocado em um jardim de benesses , com múltiplas possibilidades de árvores e animais para comer e inúmeras coisas para fazer, tendo proibido apenas uma coisa:

“Podes comer de todas as árvores do jardim. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não deves comer, porque, no dia em que dele comeres, com certeza morrerás”.

Por medo da morte e pelo aviso divino, Adão e Eva não tinham comido da árvore, até que o demônio lhes tentou, invertendo o apelo de Deus e transformando em atrativo aquilo que era proibido:

“De modo algum morrereis. Pelo contrário, Deus sabe que, no dia em que comerdes da árvore, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal”.

Seduzidos pelo maligno, os primeiros pais pecaram e a desordem entrou na humanidade.

Para este curso de Terapia das Doenças Espirituais, o relato do livro do Gênesis sublinha um fato de notável importância: quando a serpente apresentou o fruto da árvore à mulher, ela “viu que seria bom comer da árvore, pois era atraente para os olhos e desejável para obter conhecimento”.

Estas três realidades – “comer”, “atraente para os olhos” e “desejável para obter conhecimento” – perpassam toda a história da humanidade: representam a tendência do homem para o prazer, para possuir as coisas e para o poder, essa última entendida como uma espécie de astúcia operativa.

São João entendeu bem isso, quando escreveu que “tudo o que há no mundo – a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a ostentação da riqueza [a soberba da vida] – não vem do Pai, mas do mundo”.

E o próprio Senhor, no deserto, foi tentado pelo demônio com essas três matérias.

Primeiro, Satanás propôs a Ele que transformasse pedras em pão, a fim de comer.

Depois, “mostrou-lhe, num relance, todos os reinos da terra” e prometeu dar-Lhe tudo aquilo, se Se prostrasse diante dele.

Por fim, tentou Jesus a fazer uma demonstração de poder: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo”.

Nosso Senhor venceu as três tentações, mostrando ao homem que é possível, com a Sua graça, vencer a carne, decaída pelo pecado original.

Mas, que são essas três coisas que com razão se podem chamar de “raízes” do pecado? Tratam-se de três libidos (libidines, em latim).

O que Eva perdeu por orgulho, Maria Santíssima ganhou por humildade; clique na imagem para receber sua Medalha do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

A primeira, libido amandi, é o apetite desordenado que “tem por objeto tudo o que pode fisicamente sustentar o corpo seja para a conservação do indivíduo, alimento, bebida etc., seja para a conservação da espécie, as coisas venéreas”.

O objeto dessa concupiscência é tanto a gula quanto o sexo desordenado, que é o vício da luxúria.

É curioso que, na mesma época em que se vê o fenômeno da anorexia, de meninas que morrem de fome porque não querem comer, percebe-se uma humanidade que busca o prazer venéreo, mas não quer assumir a responsabilidade dos filhos.

As pessoas querem comer, mas não querem engordar; querem fazer sexo, mas não querem estar abertas à vida.

A segunda, libido possidendi, “é concupiscência animal, e tem por objeto as coisas que não se apresentam para a sustentação e o prazer da carne, mas que agradam à imaginação ou a uma percepção semelhante, por exemplo, o dinheiro, o ornato das vestes, e outras coisas deste gênero”.

É esta espécie de concupiscência que se chama de concupiscência dos olhos.

A terceira é libido dominandi. É a soberba fundamental de querer ser igual a Deus, como fez Satanás.

Enraizada no irascível, essa libido deseja o bem enquanto algo árduo: “Quanto ao apetite desordenado do bem difícil, pertence à soberba da vida, sendo que a soberba é o apetite desordenado da excelência.”

É para combater essas três causas do pecado que se praticam as três obras quaresmais: o jejum, a esmola e a oração; e também os três votos evangélicos: a castidade, a pobreza e a obediência.

Também aqui se identificam os nossos relacionamentos com o outro, com as coisas e conosco mesmos.

Se abusamos de outra pessoa, usando-a como objeto para obter prazer, estamos cedendo à concupiscência da carne; se idolatramos as coisas, pensando estar nelas a nossa felicidade, cedemos à concupiscência dos olhos; e se fazemos de nós mesmos deus, estamos na soberba da vida.

Deus criou o homem para que ele participasse de Sua divindade, mas ele deveria sê-lo pela graça, não por suas próprias forças.

Quando Eva “se apega ciosamente ao ser igual a Deus”, ela rouba, com “ἁρπαγμὸς” (lê-se: harpagmós): as suas mãos se fecham para pegar para si.

As mãos de Cristo são o contrário das mãos de Eva: elas se abrem para dar. Enquanto Eva quis, Cristo tudo entregou.

Enquanto as mãos de Eva se voltam ao lenho para pegar, as de Cristo se deixam pregar ao lenho da Cruz para dar. Da primeira árvore nos vêm a desgraça e a morte; da segunda, a graça e a vida, a nossa salvação.

 Fonte: padrepauloricardo.org

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