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Bécassine – Verdadeiros tratadinhos de sociologia viva. Entenda!

22, fevereiro, 2018 1 comentário
Batizado na família de Bécassine

Batizado na família de Bécassine

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Sempre considerei um verdadeiro sociólogo o artista Joseph Pinchon (1871-1953), autor dos desenhos dos livros de Bécassine, personagem da literatura infantil da época.


Camponesa da Bretanha, Bécassine era filha do casal Labournez.

Viviam em Clocher-les-Bécasses, cidadezinha de nome encantador que existia em função do castelo de Monsieur e Madame de Grand-Air, os marqueses da região.

Comparadas com as roupas e os modos de ser no meu tempo de menino [início do século XX], as ilustrações mostram características do ambiente social equivalente em São Paulo, consideravelmente afrancesado.


Os livros de Bécassine são verdadeiros tratadinhos de sociologia.


Uma cena característica, anterior à Primeira Guerra Mundial, mostra o batizado na família de Bécassine — uma festa de camponeses, para a qual a marquesa foi convidada — onde se destacam três pessoas: a marquesa, o cocheiro e um camponês.

Madame de Grand-Air aparenta uns trinta anos, com algo ainda de moça e algo de senhora.

O modo como ela ergue os braços é sumamente distinto. O braço sustentando a sombrinha é tão leve, que dir-se-ia não estar sujeito à ação da gravidade.

Com o outro braço ela saúda Monsieur Labournez de modo afável.

O pudor do traje é notável. Está toda coberta, os braços revestidos de grandes luvas de pelica branca que chegam até a manga.

Demonstra grande segurança, sentada com o porte alto e o olhar benévolo para Monsieur Labournez.

Ela o olha muito de cima, sabe marcar a distância, mas também sabe passar por cima dessa distância. De ponta a ponta, é como um arco-íris de benevolência e simpatia.

A importância dela é realçada pelo cocheiro. Com jeito teso e a corpulência de um banqueiro ufano de sua importância, ele guia o coche e sua fisionomia parece dizer: Abram caminho para a Marquesa de Grand-Air.


Essa atitude do cocheiro contrasta com a afabilidade da marquesa.


Fica bem uma senhora desse nível fazer-se preceder por um homem capaz de defendê-la, garantindo a segurança e dando-lhe a possibilidade de ser muito graciosa, acolhedora e leve.

Plinio Corrêa de Oliveira

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Fonte: Revista Catolicismo

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Ambientes, Costumes e Civilizações! A arte e o bom gosto nas edificações. Leia!

2, março, 2017 Sem comentários
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Harmoniosa construção norte-americana, edificada por Elisha Sheldon em 1760.

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Em matéria de arte, deve-se evitar dois extremos igualmente errados.

 

Um é o cosmopolitismo, que visa constituir para o mundo inteiro uma só arte, sem considerar as características próprias a cada povo e a cada região.

O outro é o jacobinismo, que rejeita qualquer influência alienígena, mesmo nos casos em que esta é legitima e necessária, para se encerrar no âmbito puramente nacional.


A tendência cosmopolita se observa muito nítida, na construção dos mamuths de cimento e ferro que certa arte vai levantando;

 

Com desoladora uniformidade na Pérsia como na Suíça, na Rodésia como no Brasil, no Japão, como na França;

E nos quais instala indiferentemente bancos, prisões, bolsas de mercadorias, templos ou teatros.

A tendência jacobina, no Brasil pelo menos;

Se revela na ideia de que a arte nacional só é típica quando se inspira em motivos tirados das produções, aliás interessantes;


Dos índios e dos negros, quando prolonga – de modo inteiramente artificial, seja dito de passagem;

A vida de superstições e costumes que entre uns e outros vão lentamente morrendo.

Na realidade, o fato que domina a história cultural da América é a vinda do europeu;

Que trazia consigo séculos de uma civilização batizada e gloriosa, e entendia continuá-la, inteligentemente adaptada e aclimatada, em nosso continente.

Contato que não era apenas de um homem;


Mas de todo um ambiente secularmente penetrado de bom senso;


A inspiração européia foi sendo trabalhada para dar origem aos diversos regionalismos.

E nasceu assim um estilo colonial norte-americano, nitidamente regional;

Se bem que rico de todos os sucos da cultura inglesa, como surgiu um estilo colonial brasileiro;

Cheio de magnífica seiva lusa, mas profundamente adaptado ao nosso temperamento e às coisas do Brasil.

O clichê do alto representa uma bela e harmoniosa construção norte-americana trabalhada pelos séculos.


Pertence ela ao chamado estilo colonial posterior, e foi edificada por Elisha Sheldon em 1760.


Tinha uma aparência externa mais simples.

Washington nela passou uma noite, e a cama de que se serviu ainda está em uso.

Em 1800, foi embelezada por William Spatt, com alguns elementos decorativos em uso nas construções norte-americanas do tempo, isto é;

A colunata da entrada, a janela que lhe é superior, e as cornijas no alto das janelas.


E assim tomou aspecto definitivo esta vivenda confortável, espaçosa, digna, e rica em louçania;


Toda feita para uma vida de família estável, tranquila e temperante;

Marcada ao mesmo tempo por uma influência inglesa visível;

E pelo cunho regionalista discreto que lhe dá a sua verdadeira graça.

Quem não notará a força, a estabilidade, a lógica da índole portuguesa, neste edifício cheio de bom senso, de equilíbrio e de graça;


Que é a Casa da Câmara e Cadeia de Mariana;

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Reproduzida no segundo clichê desta pagina.

Entretanto, quem não notará nela a marca brasileira;


Expressa na simplicidade, numa certa fisionomia de casa de família, numa bonomia especial, sem vulgaridade aliás, que distingue tudo quanto é autenticamente nosso?


Estilos bem diversos entre si, um nascido na Inglaterra e prosperando no setentrião americano;

Outro nascido de Portugal e florescendo na doçura do clima brasileiro;

Sabiamente construídos sobre uma posição de equilíbrio entre o cosmopolitismo e o jacobinismo.

Estilos que, sobretudo no Brasil, influenciado pelo amor que a Igreja tem a todas as raças;


Souberam compor um ambiente harmonioso com os elementos pitorescos de origem africana ou indígena;


Sem os guerrear, sem os destruir, entrelaçando-se até com eles para fazer uma bela guirlanda de culturas, mas sem adorá-los, nem aniquilar-se diante deles.

Obra cultural complexa, sensata, robusta, produto de gerações inteiras de homens de bom senso e bom gosto;


No caso do Brasil, de homens gozando do dom dos dons que é a verdadeira Fé – que nos importa preservar do cosmopolitismo iconoclasta dos dias que correm.

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Fonte: ipco.org.br

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