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Textos com Etiquetas ‘Devoção ao Sagrado Coração de Jesus’

São Luiz Gonzaga e o Sagrado Coração de Jesus

2, fevereiro, 2015 Comments off
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São Luiz Gonzaga

Em abril de 1600, no convento de Santa Maria dos Anjos, em Florença, estava estática (Santa) Magdalena de Pazzi…

…a considerar, com dez de suas Irmãs, uma preciosa relíquia – um osso de um dedo de São Luiz.

Enquanto consigo resolvia de que bela alma fora instrumento aquele osso que tinha na mão, arrebatada de improviso a contemplar, a Glória de São Luiz, em alta voz, como por vezes costumava, de modo que as outras irmãs puderam escrever suas palavras, exclamou:

“Oh, quanta é a Glória de Luiz, filho de Inácio!… Quando era mortal, despedia setas no coração do verbo, e agora, no Céu, essas setas repousam em seu coração; porque aquelas comunicações que ele merecia com os atos de amor e união que fazia, agora os entende e goza…”

Serafim em carne humana, abrasado no divino amor, Luiz ateou sempre na contemplação da Cruz e da Humanidade sacratíssima de Cristo as chamas que nesta terra o consumiam e ao presente o beatificam no Céu.

O incêndio de pura caridade para com seu estremecido Jesus, que lavrava nesse coração ilibado, com muita razão lhe mereceu que espontaneamente os fieis considerem a essa virtude como característica própria de São Luiz e nele vejam um dos mais notáveis precursores da Virgem de Paray no culto do Coração dulcíssimo de nosso Redentor.

Poucos dias depois das revelações de Paray, o Padre Croiset, em seu famoso livro sobre a devoção ao Coração de Jesus, entre outros meios para alcançar um terno amor ao Coração Divino, apontava o recurso especial ao “Beato Luiz Gonzaga”.

Por isso escrevia-lha Santa Margarida Maria, a 10 de agosto de 1689:

“Visto como V. R. indica a devoção ao Beato Luiz Gonzaga como meio eficaz para alcançar um grande amor ao Coração Santíssimo, ser-lhes-íamos muito agradecidas, se nos quisesse mandar uma imagem dele, do mesmo tamanho que a do P. de La Colombiere, para colocá-la em nossa capela do Sagrado Coração…

Esse mesmo livro traz uma gravura, em que vem representada a Virgem SSª em ato de apontar o Sagrado Coração de Jesus a São Francisco de Sales e a S. Luiz de Gonzaga, como para indicar na pessoa Don primeiro a ordem da Visitação, à qual pertencia Santa Margarida Maria, e no segundo a Companhia de Jesus, que deu à Santa, como diretor, o Vem. P. de La Colombiere.

O Milagre de São Luiz pelo Sagrado Coração

Se durante a vida S. Luiz foi um Serafim abrasado no amor do Coração de Jesus, mostrou-se depois da sua morte, apóstolo de nossa devoção querida. Para comprová-lo, quero aqui, em poucas linhas, referir um fato que teve grande fama.

Deu-se o acontecimento três dias após o breve apostólico Clemente XIII que, para toda a Igreja, instituía a festa do Sagrado Coração, designando para a mesma primeira sexta-feira depois da oitava do Corpo de Deus.

Em 1675, jazia gravemente enfermo, no noviciado romano da Companhia de Jesus, o jovem Nicolau Celestini. Tudo sofria com exemplar paciência o admirável noviço, e com inteiríssima resignação na vontade de Deus.

Tinha porém um ardente desejo de não passar desta vida sem confortar-se com o Viático do Senhor.

Mais se inflamou neste desejo santo, ao ouvir os discursos que faziam os circunstantes sobre o Sacratíssimo Coração de Jesus, de que fora devotíssimo, e cuja festa havia sido, poucos dias antes, a 7 de fevereiro, aprovada pela Santa Sé.

Acrescia isto que, não podendo ele ver absolutamente nada, contudo, quando se lhe punha diante dos olhos uma devota imagem do Sagrado Coração, contemplava com atenção e claramente a distinguia, o que aumentou nele a confiança de que seus anelos seriam satisfeitos.

Rogou, pois, que lhe dessem de beber água misturada com um pouco da farinha milagrosamente multiplicada por São Luiz.

Assim se fez, e a segunda prova deu feliz resultado, por onde pode receber o Sagrado Viático, e ainda uma vez apertar ao peito o Coração do amoroso Jesus, antes de o ver, já sem véu, como esperava no Paraíso.

Desenganado do médico, aguardava sereno o desenlace, quando, de um modo portentoso, interveio a prolongar-lhe a vida o nosso São Luiz.

O que se deu, narrou o próprio Celestini, e disse como naquela manhã, estando a ponto de ser novamente assaltado de convulsões, começara a ver novamente a imagem de São Luiz, que não pudera ainda ver em todo o tempo da doença, e que assim continuará a vê-la por toda a manhã.

Ultimamente, tinha-o visto como inflamar-se de improviso , e resplandecer com luz brilhantíssima, do meio da qual em certo modo, saíra, adiantando-se para ele, o amabilíssimo São Luiz, não de perfil e só em busto, como no quadro, mas inteiro e com o rosto voltado para o enfermo.

Estava vestido como o representava o relevo no altar do Colégio Romano; na mão esquerda trazia um crucifixo, ficando livre a direita.

Com esta tinha-lhe feito o santo sinal de se aproximar, e Nicolau se esforçara por achegar-se a ouvir que queria seu celeste amigo; mas, recaindo logo de costas e tornando-se a deitar, continuara sempre a vê-lo, sem poder-se ter que não exclamasse: “quanto sois belo meu
São Luiz!
”.

A um novo aceno do Santo, levantara-se outra vez, e ouvira dele estas palavras: “ Que queres, a saúde ou a morte?” Ao que respondendo Nicolau: “Seja feita a vontade de Deus”, prosseguiu o benigníssimo santo:

“Pois que na tua doença nada mais desejaste que o Sagrado Viático, e em tudo o mais te conformaste com a vontade de Deus, o Senhor, por minha intercessão, te conserva a vida, contanto que cuides em te aperfeiçoar, e procures em todo tempo dela propagar o culto do Sagrado Coração de Jesus, que é sumamente agradável ao Céu”

Dito isto, lançou-lhe a bênção, e, deixando-o completamente são, desapareceu. 

*   *   *

Fonte:  ”São Luiz Gonzaga – Padroeiro da Juventude Católica” - Pe. Augusto Magne, S.J.

Você é um devoto? É urgente que você seja!

10, agosto, 2014 3 comentários
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Prof. Plínio Corrêa de Oliveira – Legionário, N.º 458, 22 de junho de 1941

O Sagrado Coração de Jesus

Insistentemente, tem os Santos Padres recomendado que a humanidade intensifique o culto que presta ao Sagrado Coração de Jesus a fim de que, regenerado o homem pela graça de Deus e compreendendo que deve ser Deus o centro de seus afetos, possa reinar novamente no mundo aquela tranqüilidade da ordem, da qual mais distante estamos, quanto mais o mundo descamba pela anarquia.

Assim, a devoção ao Sagrado Coração não se trata apenas de um dever de piedade imposto pela própria ordem das coisas, mas de um dever que a tragédia contemporânea torna mais tragicamente premente.

E por que esta devoção é necessária?

Não há quem não se alarme com os extremos de crueldade a que pode chegar o homem contemporâneo.

Essa crueldade transparece a cada passo, nos grandes e nos pequenos incidentes da vida de todo o dia, através da extraordinária dureza e frieza de coração com que a generalidade das pessoas trata seus semelhantes.

Devote-se você também; clique na imagem para receber seu devocionário do Sagrado Coração de Jesus

As mães em cujas entranhas decresce de intensidade o amor pelos filhos; os maridos que atiram à desgraça um lar inteiro, com o único intuito de satisfazer seus próprios instintos e paixões; os filhos que, indiferentes à miséria ou ao abandono moral em que deixam seus pais, voltam todas as suas vistas para a fruição dos prazeres desta vida.

Os profissionais que se enriquecem às custas do próximo, mostram muitas vezes uma crueldade fria e calculada, que causa muito mais horror do que os extremos de furor a que a guerra pode arrastar os combatentes.

Realmente, se bem que na guerra os atos de crueldade se possam mais facilmente aquilatar, os que os praticam têm, se não a desculpa, ao menos a atenuante de que são impelidos pela violência do combate.

Mas aquilo que se trama e se realiza na tranquilidade da vida quotidiana não pode muitas vezes beneficiar-se de igual atenuante.

E isto sobretudo quando não se trata de ações isoladas, mas de hábitos inveterados que multiplicam indefinidamente as más ações.

A guerra, tal qual ela é hoje feita, é um índice de crueldade, mas está longe de ser a única manifestação da dureza moral contemporânea.

Quem diz crueldade diz egoísmo.

O homem só prejudica seu próximo por egoísmo, por desejar beneficiar-se de vantagens a que não tem direito. Assim, pois, o único meio de extirpar a crueldade consiste em extirpar o egoísmo.

Ora, a teologia nos ensina que o homem só pode ser capaz de verdadeira e completa abnegação de si mesmo quando seu amor ao próximo é baseado no amor de Deus.

Fora de Deus não há, para os afetos humanos, estabilidade nem plenitude.

Ou o homem ama a Deus a ponto de se esquecer de si mesmo, e neste caso ele saberá realmente amar o próximo; ou o homem se ama a ponto de se esquecer de Deus, e, neste caso, o egoísmo tende a dominá-lo completamente.

Assim, é só aumentando nos homens o amor de Deus, que se poderá conseguir deles uma profunda compreensão de seus deveres para com o próximo.

Combater o egoísmo é tarefa que implica necessariamente em “dilatar os espaços do amor de Deus”, segundo a belíssima frase de Santo Agostinho.

Ora, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus é, por excelência, a prática do amor de Deus. Nela, a Igreja nos propõe como tema de meditações e como alvo de nossas preces o amor terníssimo e invariável de Deus que, feito homem, morreu por nós.

Mostrando-nos o Coração de Jesus a arder de amor a despeito dos espinhos com que O circundamos por nossas ofensas, a Igreja abre para nós a perspectiva de um perdão misericordioso e largo, de um amor infinito e perfeito, de uma alegria completa e imaculada, que devem constituir o encanto perene da vida espiritual de todos os verdadeiros católicos.

Amemos o Sagrado Coração de Jesus. Esforcemo-nos por que essa devoção triunfe autenticamente (e não apenas através de alguns simbolismos da realidade) em todos os lares, em todos os ambientes e, sobretudo, em todos os corações. Só assim conseguiremos reformar o homem contemporâneo.

Ad Jesum per Mariam

Por Maria é que se vai a Jesus.

Escrevendo sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, como não dizer uma palavra de comoção filial ante esse Coração Imaculado que, melhor do que qualquer outro, compreendeu e amou o Divino Redentor?

Que Nossa Senhora nos obtenha algumas faíscas daquela imensa devoção que tinha ao Sagrado Coração de Jesus. Que Ela consiga atear em nós um pouco daquele incêndio de amor com que Ela ardeu tão intensamente.

Fonte: pliniocorreadeoliveira.info

O Deus desprezado

22, julho, 2014 3 comentários
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“Por ti prisioneiro de amor, 

Eu me ofereço aqui noite e dia

Chorando diante de Deus meu Pai 

E pedindo por tua miséria”

 

Não se pode ser verdadeiramente católico ignorando ou desprezando o Santíssimo Sacramento; deixando-se de lhe prestar, não as reverências incidentais, inconscientes, banais, que se lhe dispensa, quando por outros motivos é-se atraído à Igreja, mas o culto de adoração, distinto, definido, principal que todo católico lhe deve como ao Deus da Igreja.

O significado da Eucaristia

Todo o dogma católico, como nos ensina a teologia, se resume no mistério da Encarnação; e a Eucaristia não é senão a renovação perpétua, a aplicação pessoal a cada um de nós do delicioso mistério de amor que nos resgatou.

Pela Encarnação Deus uniu-Se à nossa espécie; pela Eucaristia une-Se a cada indivíduo.

Pela Encarnação contraiu um verdadeiro parentesco com a nossa natureza; pela Eucaristia um verdadeiro parentesco com cada um de nós.

Como a Providência não é senão a ação do Deus Criador estendida, aplicada, particularizada a cada cristão que pela comunhão eucarística apropria-se da natureza, da carne, do sangue, das satisfações e dos próprios méritos do seu Redentor.

Mas que significação pode ter na Igreja a própria comunhão eucarística, o mais sublime ato de amor que um homem possa praticar, se o culto do Santíssimo Sacramento é ignorado ou desprezado?!

É no Santíssimo Sacramento que Jesus Cristo perpetua a Sua existência na terra por um modo de vida tão real, tão substancial como o primeiro.

O Santíssimo Sacramento não é só um dom de Jesus Cristo. É Jesus Cristo mesmo operando tudo na Igreja, e onde, portanto nada tem valor se Ele não é ouvido, respeitado, obedecido e amado.

A Igreja e a Eucaristia

Igreja e Eucaristia são inseparáveis: catolicismo e Santíssimo Sacramento são uma só verdade.

Todos benefícios que nos dá a Igreja emanam do seu máximo privilégio: a pose real de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O católico não é filho de Deus e irmão de Jesus Cristo senão porque pode verdadeiramente dizer com um grande místico:

Jesus é meu; Jesus me pertence. Ele está à minha disposição, e me dá tudo que da Sua pessoa posso receber. Os Seus méritos são tão meus como d’Ele; as Suas satisfações são tesouros mais meus que Seus; os sacrifícios são outros tantos meios que Ele engendrou para comunicar-Se à minha alma; o Santíssimo Sacramento é o mistério que Ele inventou para viver comigo. O Seu amor fez tudo por mim; mas Ele quer que eu concentre em Si todas as minhas afeições.”

O culto ao Santíssimo Sacramento

Tudo isto é belo, sublime, digno de um Deus; mas como tudo isto pode ser real sem culto ao Santíssimo Sacramento?!

O culto do Santíssimo Sacramento é a devoção total, completa, com desprezo da qual todas as outras não são mais que satélites privados da luz que lhes empresta o respectivo planeta.

Sim; a Eucaristia é o astro central em torno do qual gravitam todas as devoções da Igrejadas quais nenhuma tem beleza verdadeira nem proveito real se não tira do Santíssimo Sacramento um reflexo, ao menos, que lhe dê o calor da piedade.

A oração é o meio mais íntimo de adoração a Deus; clique na imagem para descobrir como receber seu devocionário do Sagrado Coração de Jesus.

Em coisa alguma, diz o autor do “Precioso Sangue”, a beleza da Igreja se nos mostra mais sedutora.

Nem as suas revelações mais profundamente divinas do que na variedade de suas devoções, que ela funda, desenvolve, ostenta progressivamente com a liberdade de uma árvore que estende os seus ramos.

Mas, por mais livre que pareça a Igreja, uma unidade profunda, uma lei superior oculta-se sob todas essas diversidades do Culto; a lei teológica que em todas as devoções da Igreja manifesta-lhe a vida interior.

A vida interior da Igreja reside em Jesus Cristo real, presente sob os véus eucarísticos. 

A Igreja é uma criação de Jesus Cristo dentro da Sua própria criação. O mundo é a Sua criação como Criador, a Igreja Sua criação como Redentor.

A Igreja não é somente uma cópia das coisas divinas: é a vida divina mesma de Jesus, que dela fez a Sua residência, encobriu os esplendores da Sua glória e ocultou-Se no mistério do Santíssimo Sacramento.

É em Jesus que se encerram, é Jesus  que combina todas as devoções.

O culto de Nosso Senhor Jesus Cristo, é, portanto, a grande, a primeira, substancial devoção.

A adoração do Santíssimo Sacramento – eis o dever de todo católico, que não o cumpre, diz o ilustre padre Faber, só com o ato de ouvir missa, ou mesmo com o ato de comungar.

Porque o que se estende por devoção ao Santíssimo Sacramento não é a assistência ao santo Sacrifício da missa, nem a comunhão eucarística, mas a visita, a adoração de Jesus Cristo na Sua vida sacramental no Tabernáculo.

O Privilégio do Católico

Que privilégio o do católico: ter Deus sempre corporalmente na terra, em habitação facilmente acessível, a cujas portas não encontra, como nos palácios dos grandes, lacaios aos quais a etiqueta só permite que nos deem entrada após longas esperas!

Poder visitar ao Rei dos céus e da terra mais facilmente do que aos fidalgos do mundo! Não lhe mandar Ele nunca dizer que não pode recebê-lo; que está doente ou ocupado!

Pode, sempre que lhe apraz, estar com Deus – objeto de seu culto, companheiro de seu exílio, confidente das suas mágoas, conselheiro dos seus negócios, depositário dos seus desejos!

Ser católico e não conhecer ou desprezar este privilégio, oh! que desventura!

(Excertos do livro O Deus desprezado por Padre Julio Maria dos Redentoristas)

 

Fonte: blog a grande guerra

 

 

ORIGEM DA DEVOÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

5, junho, 2014 15 comentários
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Uma imagem do Coração de Jesus em sua casa

Na sexta-feira depois da oitava da festa do Corpo de Deus, celebra-se a festa do Sagrado Coração de Jesus. De acordo com os desejos de Nosso Senhor, manifestados a Santa Margarida Maria Alacoque, deve ser dia de reparação, pela ingratidão, frieza, desprezo e sacrilégios que muitas vezes sofreu na Eucaristia, por parte de maus cristãos, e às vezes até por parte de pessoas que se presumem piedosas.

Em todas as igrejas se fazem, neste dia, solenes atos coletivos de reparação. Para estimular os cristãos e retribuir tantas e tão grandes provas de amor do divino Coração de Jesus, a Santa Igreja dedica à sua veneração, não só a primeira sexta-feira de cada mês, mas também um mês inteiro, o mês de junho.

No dia 16 de junho de 1675, durante uma exposição do Santíssimo Sacramento, Nosso Senhor apareceu a Santa Margarida Maria Alcoque e, descobrindo seu Coração, disse-lhe:

“Eis o coração que tanto tem amado aos homens e em recompensa não recebe, da maior parte deles, senão ingratidões pelas irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos que tem por Mim neste Sacramento de Amor”.

 Quem é devoto do Sagrado Coração de Jesus?

Tem devoção ao Sagrado Coração de Jesus, quem considera o amor que Jesus Cristo patenteou na sua vida, na morte e no SSmo Sacramento, quem considera os afetos, os sofrimentos da alma de Jesus Cristo.

É devoto do Sagrado Coração de Jesus, quem ama a Jesus Cristo, imita suas virtudes; quem Lhe faz reparação honorífica em compensação aos ultrajes que recebe, para corresponder ao amor que Ele tem a nós.

O Sagrado Coração de Jesus, na “GRANDE PROMESSA”, concedeu a inestimável graça da perseverança final aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos. Pelo que se introduziu o exercício de devoções em honra do Sagrado Coração, na primeira sexta-feira de cada mês.

Além da graça prometida, ganha-se uma indulgência plenária (Comunhão, reparação, oração e meditação por algum tempo sobre a infinita bondade do Sagrado Coração). (Pe. Réus: “Orai”)

Jesus, portanto, quer que Lhe demos amor e reparação das ofensas contra a Eucaristia, honrando e venerando o seu divino Coração.

E como para nos obrigar a isto, fez as seguintes magníficas promessas, em que fala a misericórdia do seu Sagrado Coração:

AS PROMESSAS

 1) Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado.

2) Porei paz em suas famílias.

3) Consolá-los-ei em todas as suas aflições.

4) Serei o seu refúgio na vida e principalmente na morte.

5) Derramarei abundantes bênçãos sobre todos os seus empreendimentos.

6) Os pecadores acharão no meu Coração o manancial e o oceano infinito de misericórdia.

7) As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.

8) As almas fervorosas altear-se-ão, rapidamente, às eminências da perfeição.

9) Abençoarei as casas, onde se expuser e venerar a imagem do meu Sagrado Coração.

10) Darei aos sacerdotes o dom de abrandarem os corações mais endurecidos.

11) As pessoas que propagarem esta devoção, terão os seus nomes escritos no meu Coração, para nunca dele serem apagados.

12) A GRANDE PROMESSA: Prometo-te, pela excessiva misericórdia e pelo amor todo-poderoso do meu Coração, conceder a todos que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, a graça da penitência final, que não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os seus sacramentos, e que o meu divino Coração lhes será seguro asilo nesta última hora.

 

O que devemos pedir especialmente ao Sagrado Coração?

8, julho, 2012 11 comentários
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Devemos pedir a nossa santificação e a dos que nos são mais caros.

Podemos ainda rezar a Ele por nossos interesses temporais e pelos daqueles a quem queremos bem, desde que não prejudiquem a salvação eterna, nossa e deles.

Mas devemos pedir sobretudo Sua glória, isto é, o triunfo da Igreja e a salvação das almas. Éum decorrência do primeiro e maior dos Mandamentos: Amar a Deus sobre todas as coisas.

Isso comporta o desejo ardente de que o Coração de Jesus solucione a avassaladora crise atual, que atinge ao mesmo tempo o terreno religioso e a esfera temporal.

Era essa a esperança do Papa Pio XI: “Na hora por Ele estabelecida ‘Deus se erguerá e destroçará todos os seus inimigos’ (Sl 67,2). … O Coração Divino de Jesus não poderá deixar de comover-se às súplicas e sacrifícios de sua Igreja, e dirá enfim, à Esposa que geme a seus pés divinos, sob o peso de tantas dores e males: ‘ Grande é a tua fé: faça-se como queres’ (Mt. 15,28)”.
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Extraído do livro: “O estandarte da vitória: A devoção ao Sagrado Coração de Jesus e as necessidades de nossa época”. Péricles Capanema F e Melo