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Textos com Etiquetas ‘Devoção ao Sagrado Coração de Jesus’

Estes são os grandes Santos devotos do Sagrado Coração de Jesus – veja quem são e como é bom ser devoto deles!

1, julho, 2015 2 comentários
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São João Evangelista foi um dos primeiros devotos do Sagrado Coração, pois, dizem as Sagradas Escrituras, ele repousou sobre o peito de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Os Santos do Céu comprazem-se em alcançar para os que veneram a virtude em que primaram,

E os meios de salvação que mais poderosamente ajudaram-nos a atingir a perfeição.

Observamos qual foi em todos os tempos a ardente devoção dos maiores Santos ao Coração de Jesus; para abreviar, porém, só indicaremos aqui três, aos quais podeis recorrer de um modo especial a fim de conseguir tão salutar devoção.

O primeiro é S. José

Quem poderia duvidar, com efeito, que este glorioso Santo, tendo logrado o privilégio de trazer constantemente, em seus braços, o Menino Jesus, de viver intimamente com Ele durante
trinta anos;

Quem poderia duvidar, digo, que no silêncio da via de oração continuada que José passava em Nazaré, não lhe houvesse descoberto o divino Salvador todos os tesouros de Seu Coração, como ao primeiro e mais favorecido de todos os santos, depois de sua divina Mãe?

Recorrei a S. José, se quiserdes conhecer e amar o Coração de Jesus, que nas mãos deste grande Santo, a quem amou como a um pai, depositou todos os tesouros desse Coração, no intento de que S. José os distribuísse com os seus fiéis devotos.

Depois de S. José, recorrei a S. João Evangelista, o discípulo querido de Jesus.

A quem podeis melhor dirigir-vos, com efeito, para obterdes a graça de terna devoção ao Coração de Jesus, do que ao discípulo muito amado, que durante a ceia reclinou-se sobre esse divino Coração, e foi o primeiro que penetrou-lhe todos os segredos;

Único dentre todos os outros que recolheu-Lhe os últimos suspiros na Cruz, e compartilhou as dores de Maria quando esta presenciou traspassar esse Sagrado Coração com o ferro da lança; que dele viu manar sangue e água, como dá testemunho; e o primeiro que entrou nesta chaga de amor, para nela repousar.

Quanto a S. Luís Gonzaga…

O culto do Sagrado Coração de Jesus, no exercício de uma vida interior e de continuada união com Deus, constitui o seu caráter distinto: “Oh, como Luís amou na terra!” – exclama Santa Madalena de Pazzi, a quem foi dado ver a glória de que gozava este Santo no Céu.

“Oh! como Luís amou! Quando peregrinava nesta vida mortal, disparava sem interrupção flechas de amor ao Coração do Verbo; agora que no Céu está, para seu próprio coração voltam essas flechas, e aí ficam, porque extrema alegria lhe dão os atos de caridade que então fazia.

Tamanha é a glória de Luís, filho de Inácio, que só a acredito porque Jesus ma revelou.

Quisera percorrer o mundo inteiro, e dizer que Luís é um grande Santo, e manifestar sua glória a todo o universo para que Deus seja glorificado”.

Este amável Santo é vosso modelo, almas interiores; e vosso especial padroeiro, ó mocidade cristã, não podeis duvidar que se interesse particularmente por vós.

Quanto desejava que se propagasse a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, bem nos testemunhou o Santo; e podeis estar certos que lhe sereis sobremaneira agradáveis
pedindo-a a ele.

*   *   *

Fonte: retirado do livro de Meditações para o mês do Sagrado Coração de Jesus, presente neste link: http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/2011/06/mes-dedicado-ao-sagrado-coracao-de.html

Feliz de verdade é aquele que é fiel ao Sagrado Coração de Jesus! Por quê? Descubra aqui.

20, junho, 2015 22 comentários
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Ó! Quanto o belo Coração de Jesus é fiel para com aqueles a quem ele chama a seu santo amor!

Fiel é aquele que vos chamou: ele também assim fará. A fidelidade de Deus nos dá animo para esperar tudo, se bem que nada mereçamos.

Depois de expulsarmos a Deus de nosso coração, basta que lhe abramos a porta, para ele entrar logo, segundo a promessa feita: “Se alguém me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei
com ele”.

Se desejamos graças, peçamo-las em nome de Jesus Cristo, visto que ele nos prometeu que assim as obteremos: Se pedirdes alguma coisa a meu Pai em meu nome, ele vo-la dará.

Nas tentações, confiemos nos méritos de Jesus, e ele não permitirá que os inimigos nos incomodem acima das nossas forças.

Ó, como é preferível tratar com Deus a tratar com os homens!

Quantas vezes estes não prometem e depois faltam à palavra, quer porque enganam na promessa, quer porque depois da promessa mudam de opinião.

Deus, assim diz o Espírito Santo,  não pode ser infiel em suas promessas, porque não pode mentir, sendo a verdade mesma; nem pode mudar de opinião, porque tudo o que quer, é justo e reto.

Prometei acolher todo aquele que a ele se chega; dar auxílio ao que o pede, amar àquele que o ama, e depois não o há de fazer?

Oxalá fossemos nós tão fieis a Deus, assim como ele o é para conosco!

No passado, quantas vezes não lhe temos prometido sermos todos dele, servi-lo e amá-lo; e depois nos tornamos traidores, e renunciando ao seu serviço, fizemo-nos escravos do demônio! Peçamos-lhe que nos dê força para lhe sermos fieis no futuro.

– Felizes de nós se formos fieis a Jesus Cristo nas poucas coisas que ele nos manda!

Ele nos será fiel nos recompensando copiosissimamente, e nos fará ouvir o que prometeu a seus servos fieis: “Eia, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, te investirei na posse do muito: entra no que é gozo de teu Senhor”.

Súplica ao Sagrado Coração

Amadíssimo Redentor meu, oxalá que eu Vos tivesse sido fiel, como Vós o fostes comigo.

Cada vez que Vos abri a porta do meu coração, nele entrastes para me perdoar e receber a vossa graça; cada vez que Vos invoquei, correstes em meu socorro.

Vós fostes sempre fiel e eu Vos fui muitas vezes infiel: prometi servir-Vos, e depois tantas vezes Vos virei as costas;

Prometi amar-Vos, e depois mil vezes Vos recusei meu amor, como se Vós, meu Deus, meu Criador e meu Redentor, fosseis menos digno de ser amado, que as criaturas e as miseráveis satisfações, pelas quais Vos abandonava. Perdoai-me, ó meu Jesus.

Reconheço a minha ingratidão e a detesto.

Reconheço que sois a bondade infinita, digna de um amor infinito, especialmente digna de ser amada por mim, a quem tanto tendes amado após tantas ofensas da minha parte.

Desgraçado de mim se me condenasse! As graças que me destes e as provas que amor que me prodigalizastes, seriam o inferno do meu inferno.

Não seja assim, ó meu amor; não permitais que Vos abandone de novo, e que, por um justo castigo, seja precipitado no inferno para continuar a pagar com o ódio e injúrias o vosso amor
para comigo.

Ó Coração terno e fiel de Jesus, inflamai meu pobre coração, para que se abrase de amor para convosco, como Vós para comigo. Parece que de presente Vos amo, ó meu Jesus, mas amo-Vos muito pouco; dai-me que Vos ame muito, e Vos seja fiel até a morte.

É esta graça que Vos peço, bem como a graça de a pedir sempre. Deixai-me morrer antes que venha novamente a trair-Vos.

”Fazei, Senhor Jesus Cristo, que nos vistamos das virtudes, e nos inflamemos com os afetos de Vosso Santíssimo Coração, para que mereçamos ser conformes à imagem da vossa bondade e participar do fruto da redenção”. Fazei-o pelo amor de vossa e minha amada Mãe, Maria.

*   *   *

Fonte: retirado do livro “Meditações para todos os dias e festas do ano” de Santo Afonso de Ligório.

Neste dia de Festa do Sagrado Coração de Jesus, esta reflexão é imperdível! Veja aqui:

12, junho, 2015 14 comentários
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"Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor".

É nesse Sagrado Coração que o homem combalido de nossos dias encontrará sempre os recursos mais inesperados para as situações mais desesperadoras *

Assim como a aurora precede o meio-dia, analogamente, no ciclo litúrgico da Igreja Católica, o mês de maio é o mês de Maria, que é a aurora.

E junho é o mês de Jesus, do Sagrado Coração de Jesus, que é o meio-dia.

Que é o Coração de Jesus?

É, naturalmente, um coração vivo que palpita no peito Sagrado do Divino Salvador; um coração formado pela operação onipotente e sapientíssima do Divino Espírito Santo, no claustro virginal da Santíssima Virgem e, em conseqüência, tendo toda a perfeição física que ele pode comportar;

Um coração vivificado pela maior alma, a mais pura, a mais santa, a mais divina que jamais tenha existido; um co·ração que da chaga nele aberta pela lança de Longino deixou correr água e sangue, fonte fecunda de nossa vida espiritual e de nossa salvação.

Ter-se-ão realçado aqui todas as belezas desse Sagrado Coração? Não!

O Coração de Jesus não é, como os nossos, um coração de simples criatura. É o Coração de Deus, digno, por isso mesmo, de todas as homenagens e de toda a adoração que não devemos e não prestamos senão a Deus.

Eis aí privilégios do Sagrado Coração que o elevam acima de todos os outros corações e também de todos os objetos que, como a Cruz, a manjedoura, os cravos e a coroa de espinhos, foram santificados pelo contato direto que tiveram com o Homem-Deus.

Com efeito, por mais caros e veneráveis que todos eles sejam para a piedade dos fiéis, sua existência não se confunde com a própria pessoa do Redentor, como é o caso do Sagrado Coração.

Esse Coração vivo de Nosso Senhor é o emblema, o símbolo, não de um amor indeterminado, mas do próprio amor de Jesus, inteiramente conforme à sua natureza humana como à sua
natureza divina.

Jamais se verá em alguém um coração tão sensível à influência de todos os afetos da alma. Nosso Senhor é o homem perfeito e, portanto, n’Ele há uma perfeita harmonia entre os seus afetos e os sentimentos de seu Coração.

Em cada um de nós, os movimentos da vontade podem não ter senão uma repercussão imperceptível no coração, porque nossa parte sensível o submete, não raro, a impressões contrárias e mais vivas. Em Nosso Senhor, não.

NEle tudo é ordem, e essas oposições deploráveis, entre o sentir e o querer não existem. E um coração reto, puro, imaculado, divino, e todos os sentimentos que aí têm lugar são santos
e santificadores:

“Eu te farei ler no livro do amor de meu Coração”, disse um dia o Divino Mestre à confidente de seu Sagrado Coração, Santa Margarida Maria Alacoque. E nunca – talvez no Céu – conseguiremos ler tudo quanto está escrito nesse divino livro.

A representação do Sagrado Coração de Jesus

O Sagrado Coração é normalmente representado com a cruz, as chamas, a coroa de espinhos, acrescentada a chaga nele aberta por Longino. Recordemos o que Santa Margarida Maria conta, ela mesma, em carta dirigida ao Padre RolIin, seu confessor, em 1674:

“No dia de São João Evangelista, após ter recebido de meu Divino Salvador uma graça mais ou menos parecida à que recebeu na noite da Ceia este discípulo bem-amado, o Divino Coração me foi representado como um trono de fogo e de chamas, radiante de todos os lados, mais brilhante que o sol e transparente como um cristal.

A chaga que ele recebeu sobre a cruz aparecia aí visivelmente. Uma coroa de espinhos envolvia esse Sagrado Coração, e uma cruz o encimava.

“Meu Divino Salvador fez-me conhecer que esses instrumentos de sua Paixão significavam que o amor imenso dele para com os homens tinha sido a fonte de todos os sofrimentos e de todas as humilhações que Ele quis sofrer por nós,

Que, desde o primeiro instante de sua Encarnação, todos esses tormentos e desprezos Lhe estavam presentes, e que desde esse primeiro momento, por assim dizer, essa cruz lhe foi plantada no Coração;

Que Ele aceitou, desde então, para nos testemunhar seu amor, todas as humilhações, a pobreza, as dores que sua sagrada humanidade deveria sofrer durante toda sua vida mortal”.

(Continua…)

*   *   *

Nota:

* Leiam-se em Catolicismo as seguintes matérias sobre o Sagrado Coração de Jesus, de autoria de Luis Carlos Azevedo: Revelações do Sagrado Coração de Jesus e a França, nº 403, julho/1984;Santa Margarida Maria Alacoque, a confidente do Sagrado Coração de Jesus, nº 498. junho/1992.

Obra consultada:

Pe.Jean-Baptiste Terrien SJ, La devoción au Sacré-Coeur de Jésus d’après les documents authentiques et la Théologie, Pe. Lethielleux. Libraire-Ed iteur. Paris, 1927.

Fonte: http://catolicismo.com.br/

Sagrado Coração de Jesus: você conhece as quatro grandes REVELAÇÕES e a grande promessa de Nosso Senhor à Santa Margarida? (Parte III)

1, junho, 2015 4 comentários
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Nosso Senhor Jesus Cristo faz uma grande revelação a Santa Margarida, para os que fizessem a Comunhão Reparadora das primeiras sextas-feiras do mês.

Continuação do post: Sagrado Coração de Jesus: você conhece as quatro grandes REVELAÇÕES e a grande promessa de Nosso Senhor à Santa Margarida? (Parte II)

A Quarta Grande Revelação

A Quarta Grande Revelação ocorreu em 1675, muito provavelmente entre os dias 13 e 20 de junho. É um convite ao heroísmo na retribuição ao amor manifestado por Cristo aos homens, que também pede aqui o culto público.

A Santa assim descreve essa Revelação:

“Certa vez, estando diante do Santíssimo Sacramento no dia de sua oitava, recebi de meu Deus graças excessivas de seu amor e me senti tocada do desejo de Lhe devolver de alguma forma, e retribuir amor por amor”.

Nosso Senhor afirmou-lhe então:

“- Tu não podes me ser mais grata do que fazendo o que já tantas vezes te pedi”.

A seguir lhe mostrou Seu Coração divino, dizendo-lhe:

“- Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor.

Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências e sacrilégios, e pela frieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia.

Entretanto, o que me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim”.

“- Por isto te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para honrar Meu Coração, comungando neste dia, e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto nos altares.

Prometo-te que Meu Coração se dilatará para derramar os influxos de Seu amor divino sobre aqueles que Lhe prestarem esta honra”.

A Grande Promessa

Além das quatro grandes aparições é conveniente uma palavra sobre a chamada Grande Promessa do Sagrado Coração, que está contida numa carta, provavelmente de maio de 1688, de Santa Margarida Maria à Madre de Saumaise, sua antiga superiora:

Escreve a Santa:

Numa sexta-feira, durante a Santa Comunhão, Ele disse à sua indigna escrava, se ela não se engana:

- Eu te prometo, na excessiva misericórdia de Meu Coração, que Seu amor todo-poderoso concederá a todos aqueles que comungarem consecutivamente nas nove primeiras sextas-feiras dos meses, a graça da penitência final, não morrendo na minha desgraça e sem receber os sacramentos, (Meu Coração divino) se tornando seu asilo seguro no último momento”.

A cláusula “se ela não se engana” não indica dúvida quanto à autenticidade do que transmite.

Fórmulas assim eram frequentes em Santa Margarida, devido à sua grande humildade e ao hábito virtuoso de submeter suas comunicações místicas a superiores e confessores.

Ela só passava a acreditar nelas depois da palavra confirmatória deles. É, aliás, o conselho que a Igreja dá aos místicos, por causa do grande perigo de engano nestas matérias.

*   *   *

Fonte: retirado do livro “O estandarte da vitória: A devoção ao Sagrado Coração de Jesus e as necessidades de nossa época” de Péricles Capanema Ferreira e Melo.

Sagrado Coração de Jesus: você conhece as quatro grandes REVELAÇÕES e a grande promessa de Nosso Senhor à Santa Margarida? (Parte II)

29, maio, 2015 6 comentários
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Nosso Senhor revela a Santa Margarida Maria Alacoque a necessidade de repararmos as terríveis ofensas e ingratidões contra o Sagrado Coração de Jesus.

Continuação do post: Sagrado Coração de Jesus: você conhece as quatro grandes REVELAÇÕES e a grande promessa de Nosso Senhor à Santa Margarida? (Parte I)

A Segunda Grande Revelação

Foi provavelmente numa das primeiras sextas-feiras de 1674 que ocorreu a Segunda Grande Revelação, pois várias das aparições precedentes deram-se em primeiras sextas-feiras do mês, durante anos seguidos.

Nelas, Nosso Senhor ia preparando Santa Margarida Maria – que deveria ser o arauto dessa
nova manifestação de misericórdia do Redentor – para apóstola e modelo da devoção ao
Sagrado Coração.

Assim descreve a Santa a essa aparição, em carta ao Padre Croiset, jesuíta:

Este Coração divino me foi apresentado como num trono de chamas, mais radiante que um sol e transparente como um cristal, com sua chaga adorável.

Ele estava rodeado de uma coroa de espinhos, que significava as ofensas que nossos pecados Lhe faziam.

Era ainda encimado por uma cruz, que significava que, desde os primeiros instantes de Sua Encarnação… a Cruz foi aí plantada e Ele foi cheio, desde o começo, de todas as amarguras que Lhe deviam causar as humilhações, pobreza, dores e desprezos sofridos por Sua Humanidade sagrada durante o curso de Sua vida e paixão”.

“E Ele me fez ver que o ardente desejo que tinha de ser amado dos homens e de retirá-los da via da perdição em que satanás os precipita em multidão, havia-Lhe feito formar esse desígnio de manifestar Seu Coração aos homens, com todos os tesouros de amor, de misericórdia, de graça, de santificação e de salvação que continha;

A fim de que aqueles que desejassem tributar-Lhe todo o amor, a honra e a glória que estivessem em seu poder, Ele os enriquecesse com abundância e profusão destes divinos tesouros do Coração de Deus, dos quais era a fonte, o qual era preciso honrar sob a figura deste coração de carne, imagem que queria que fosse exposta, para ser honrada, Ele ali difundiria suas graças e bênçãos”.

“E que esta devoção era como um último esforço de seu amor, que desejava favorecer os homens nestes últimos séculos desta redenção amorosa, para os livrar do império de satanás, o qual ele pretendia arruinar”.

A Terceira Grande Revelação

Também não se conhece o dia exato da assim chamada Terceira Grande Revelação. Deu-se provavelmente em 1674, quando o Santíssimo Sacramento estava exposto.

Nela, Nosso Senhor pede o culto reparador, assim como a comunhão frequente, a comunhão das primeiras sextas-feiras e a Hora Santa na quinta-feira, às 11 horas da noite.

Quando Santa Margarida adorava o Santíssimo Sacramento, Jesus apareceu a ela “fulgurante de glória, com suas cinco chagas brilhando como cinco sóis”.

Comunicou-lhe até que ponto Ele havia amado os homens, dos quais não recebia senão “ingratidões e desprezos”, e mostrou à Santa a necessidade do amor reparador:

“- O que me é muito mais doloroso – disse-me Ele – do que tudo quanto sofri na Paixão,
Se pelo menos retribuíssem o amor que lhes tive, estimaria pouco o que sofri por eles. Mas eles só têm friezas e recusas grosseiras em relação a todo meu empenho em lhes fazer
o bem”.

Que pelo menos não fosse essa a atitude dela: “- Pelo menos, dê-me este prazer de reparar as ingratidões deles na medida de tuas possibilidades”.

Para tal, deveria ela comungar “tanto quanto a obediência lhe permitir, não importa a mortificação e a humilhação que isto te possa causar”.

É preciso lembrar que estávamos em fins do século XVII, quando não havia o hábito da comunhão frequente; o jansenismo empestava os ambientes religiosos, com sua frieza e virtual recusa do Sacramentos da Confissão e da Comunhão. (Naquela época as freiras precisavam de licença das Superioras e do Confessor para comungar).

Continuou o divino Mestre:

“- Além disso, tu comungarás todas as primeiras sextas-feiras do mês. E todas as noites de quinta-feira para sexta-feira, eu te farei sentir a mortal tristeza que quis sentir no Jardim das Oliveiras.

E para me acompanhar nesta humilde prece que então eu apresentei ao meu Pai no meio de minhas angústias, tu te levantarás às 11 horas para te prosternar uma hora comigo, com o fim de abrandar a cólera divina, pedindo misericórdia para os pecadores, e também aliviar de alguma maneira a amargura que senti com o abandono de meus apóstolos, o que me obrigou a lhes censurar por não terem podido velar uma hora comigo”.

Finalmente, Nosso Senhor lhe advertiu:

“- Escuta, minha filha, não creiais irrefletidamente em qualquer espírito e não te fieis nele, porque satanás está furioso e quer te enganar. Não faças nada sem aprovação daqueles que te conduzem”.

(Continua…)

*   *   *

Fonte: retirado do livro “O estandarte da vitória: A devoção ao Sagrado Coração de Jesus e as necessidades de nossa época” de Péricles Capanema Ferreira e Melo.