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Textos com Etiquetas ‘Paixão de Cristo’

A Universalidade e a Intensidade da dor de Nosso Senhor – veja como Ele nos AMA:

22, fevereiro, 2015 3 comentários

O Flagelo de Cristo - William A. Bouguereau

Ao falar da Paixão, São Tomás mostra que a dor nela suportada por Jesus foi Universal, não por ter Ele suportado todos os sofrimentos possíveis,

Mas por ter suportado todos os tipos de sofrimento que vivenciamos nesta vida.

Se considerarmos as pessoas que o fizeram sofrer, não há um só grupo que não tenha contribuído para a Sua Paixão: judeus e gentios, príncipes dos sacerdotes e simples israelitas, todos se encarniçaram contra Ele; entre seus apóstolos, Judas o trai, Pedro o nega, e todos com exceção de João, o abandonam.

Se considerarmos os bens de que foi privado, Ele sofreu em sua reputação e sua honra pelas calúnias, as injúrias, as blasfêmias, os escárnios de que foi vítima; sofreu em suas afeições por ver-se abandonado por Seus amigos mais queridos;

Em Sua alma, triste e angustiada até a morte; em Seu corpo, despojado de suas vestes, flagelado, coroado de espinhos, crucificado…

A intensidade do sofrimento de Nosso Senhor

De acordo com o testemunho de São Tomás, esses sofrimentos foram os maiores que se poderia suportar neste mundo.

Dotado de uma sensibilidade aguçada, Ele sentia mais intensamente que os outros homens todas as torturas físicas e morais que lhe foram infligidas.

Além disso, como as suas dores íntimas vinham de todos os pecados de todo o gênero humano, que Ele carregou sobre si diante de Seu Pai, não poderemos jamais compreender a
sua intensidade;

Para tanto, seria preciso ter consciência, não somente do número de da gravidade desses pecados, mas também e sobretudo da grandeza de Seu amor por Deus ultrajado por tantos crimes, e da grandeza de Seu amor pelos homens.

Essa intensidade foi agravada por não ter sido suavizada, em certos momentos, por nenhuma consideração da razão superior, nem por uma distração: desejando beber até o fim o cálice da amargura, Jesus não permitiu que a sua razão temperasse sua tristeza mortal por nenhum pensamento consolador ou digressivo.

Foi a dor pura, sem mistura. Ele quis até mesmo vivenciar aquele sentimento de abandono e de completo desamparo que o fez dizer na Cruz: “Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonastes?”.

Digo a certos momentos, porque aprouve à bondade divina proporcionar-lhe algumas consolações, enviando-lhe, ao longo da Via Dolorosa e no Calvário, algumas almas compassivas que suavizaram um pouco a angústia de Sua alma.

E podemos dizer também que Ele tinha presente que, ao longo, dos tempos, milhões de almas iriam compadecer-se de seus sofrimentos, e essa visão antecipada consolava o Seu coração.

Mas Ele previa também a ingratidão, a indiferença, o ódio de milhões de outras pessoas que continuariam a insultá-lo, a blasfemar, a tornar inútil para muitos o fruto de sua redenção. E essa previsão agravava ainda mais as angústias de Sua Paixão.

Acrescentemos ainda que não foi somente no final de sua vida que Ele precisou suportar todas essas dores; desde Sua entrada no mundo Ele as viu delinear-se claramente diante de si, e na realidade a sua vida inteira foi um longo Martírio…

*   *   *

Fonte: “A Divinização do Sofrimento” do Rev. Pe. Adolphe Tanquerey

Ao pé da Cruz: conheça o sofrimento que Nossa Senhora venceu

17, setembro, 2014 6 comentários

Stabat autem iuxta crucem Iesu mater eius – “Estava ao pé da cruz de Jesus, sua Mãe” (Io. 19, 25).

Do martírio de Maria sobre o Calvário, não é necessário dizer outra coisa senão o que diz São João: contempla-a vizinha à cruz à vista de Jesus moribundo, e depois, vê se há dor semelhante a sua dor.

O que mais atormentou a nossa Mãe dolorosa, foi o ver que ela mesma com sua presença aumentava as aflições do Filho e que para grande parte dos homens o sangue divino seria causa de maior condenação.

Se Jesus e Maria, apesar de inocentes, sofreram tanto por nosso amor, a nós, que merecemos mil infernos, não desagrade sofrer alguma coisa por amor deles e em satisfação por nossos pecados.

“E depois vê se há dor semelhante…”

Admiremos uma nova espécie de martírio; uma Mãe condenada a ver morrer diante de seus olhos, no meio de bárbaros tormentos, um Filho inocente e amado com todo o afeto.

Estava ao pé da cruz (de Jesus) sua Mãe. Como se São João dissesse: Não é necessário dizer outra coisa do martírio de Maria: contempla-a vizinha à cruz, à vista do Filho moribundo, e depois vê se há dor semelhante à sua dor.

Mas para que servia, ó Senhora, lhe diz São Boaventura, ires ao Calvário? Devia reter-vos o pejo, pois que o opróbrio de Jesus foi também o vosso, sendo vós sua mãe.

Ao menos devia reter-vos o horror de tal delito, como ver um Deus crucificado pelas suas mesmas criaturas. Mas responde o mesmo Santo: Non considerabat cor tuum horrorem, sed dolorem. 

Ah! O vosso Coração não pensava no seu próprio sofrimento, mas na dor e na morte do amado Filho, e por isso, quisestes vós mesma assistir-Lhe, ao menos para Lhe mostrar a vossa compaixão.

Oh Deus! Que espetáculo doloroso era ver o Filho agonizante sobre a cruz e, ao pé da cruz, ver agonizar a Mãe, que sofria no coração todas as penas que o Filho padecia no corpo!

– Eis aqui como a mesma Bem-aventurada Virgem revelou a Santa Brígida o estado lastimoso do seu Filho moribundo, conforme ela o presenciou:

“Estava meu amado Jesus na cruz, todo aflito e agonizante; os olhos estavam encovados e meio fechados e amortecidos; os lábios pendentes e a boca aberta; as faces descarnadas, pegadas aos dentes e alongadas; afilado o nariz, triste o rosto; a cabeça pendia-lhe sobre o peito; os cabelos estavam negros de sangue, o ventre unido aos rins; os braços e as pernas inteiriçadas e todo o resto do corpo coalhado de chagas e de sangue.”

Ó pobre de meu Jesus! Ó martírio cruel para o coração de uma mãe!

O que mais afligia Nossa Senhora

Quem se achasse então sobre o Calvário, diz São João Crisóstomo, teria visto dois altares, nos quais se consumavam dois grandes sacrifícios: um no corpo de Jesus, outro no coração de Maria.

Mas melhor me parece, com São Boaventura, considerar ali um só altar, isto é, só a cruz do Filho, no qual, juntamente com a vítima do Cordeiro divino, é sacrificada também a Mãe.

Por isso o Santo pergunta-lhe assim: O Domina, ubi stas? – “Ó Maria, onde estais?” Junto à cruz? Ah! Mais exatamente direi que estais na mesma cruz, a sacrificar-vos, crucificada juntamente com Jesus.

O que mais afligia a nossa Mãe dolorosa, era o ver que ela mesma, com a sua presença, aumentava as aflições do Filho, porquanto, como diz o mesmo santo Doutor, a mesma pena que enchia o Coração de Maria, transbordava para amargurar o Coração de Jesus; e Jesus padecia mais pela compaixão da Mãe, do que pelas suas próprias dores.

Acresce que, lembrando-se Maria da profecia de Simeão, já desde então previu que os padecimentos de Jesus Cristo seriam, pela culpa dos homens, inúteis para grande parte deles, e ainda mais, causa de maior condenação: Ecce positus est hic in ruinam et resurrectionem multorum (1) – “Eis que este é posto para ruína e ressurreição de muitos”.

Roguemos à nossa divina Mãe, pelos merecimentos desta sua dor, que nos obtenha verdadeira dor dos nossos pecados e verdadeira emenda de vida, zelo fervoroso pela salvação das almas e uma terna compaixão dos sofrimentos de Jesus Cristo e pelas suas próprias dores.

Se Jesus e Maria, apesar de tão inocentes, quiseram sofrer alguma coisa por amor deles. Por isso digamos com São Boaventura:

Ó Maria, se no passado vos ofendi, vingai-vos agora ferindo-me o coração; se vos servi fielmente, também outra recompensa não vos peço, senão que me firais. Demais indecoroso seria para mim ficar ileso, ao passo que Vos vejo repletos de dores, a vós e a meu Senhor Jesus Cristo.” Poenas mecum divide – “Reparti comigo as penas”. (*I 244.)

———-
1. Luc. 2, 34.

(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III: Desde a Décima Segunda Semana depois de Pentecostes até o fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p. 74-76.)

Fonte: vashonorabile.blogspot

O mau exemplo também é um pecado? Leia aqui e descubra

21, agosto, 2014 3 comentários

O Filho de Deus baixou do céu à terra por amor das almas, levou durante trinta e três anos uma vida de privações, e de trabalhos, e afinal chegou a derramar por elas o seu preciosíssimo sangue.

Julgai, por estas razões, quão amargo é o desgosto que os escandalosos causam a Jesus Cristo; por lhe roubarem e mesmo matarem tantas filhas tão diletas.

Para não amargurarmos mais esse Coração amabilíssimo, guardemo-nos de dar mau exemplo ao nosso próximo, ainda que seja em coisas leves.

Umas das coisas que mais afligiram o Coração de Jesus, durante a sua vida terrestre, e que haviam de afligi-lo ainda no céu, se ali houvesse tristeza, é o pecado de escândalo (aquele que se comete quando estimula o próximo no pecado, levando-o à queda).

Para compreender isso, devemos considerar quão cara é a Deus cada alma de nossos próximos.

Criou-as ele à sua imagem e semelhança (Gen 1, 26), e amando-as desde a eternidade, criou-as para que fossem rainhas no paraíso, onde há de torná-las participantes de sua própria felicidade e dar-se-lhes a si mesmo em galardão: Ego ero merces tua magna nimis (Gen 15, 1) ― «Eu serei o teu galardão infinitamente grande».

Depois, o que não tem feito, o que não tem padecido o Verbo incarnado por amor dessas almas, para remi-las da escravidão do demônio, na qual caíram pelo pecado?

Chegou a nada menos do que a dar por elas o seu sangue e a sua vida.

Se, em vez de uma só morte, seu Pai lhe tivera exigido mil; se, em vez de ficar três horas na cruz, tivera de ficar nela até o dia do juízo; se afinal tivera de sofrer para salvação de cada um , o que padeceu para salvação de todos os homens juntos, Jesus Cristo não teria hesitado em fazer tanto. Tão grande é o amor que ele tem às almas.

Julgai por aí, quão amargo desgosto causam ao Coração de Jesus os escandalosos, que lhe fazem perder tantas almas, roubam-lhe e assassinam tantas filhas tão diletas.

Diz São Bernardo, que a perseguição que o Senhor sofre da parte daqueles pérfidos algozes, é mais cruel do que a que sofreu da parte dos que o crucificaram.

Tendo os filhos de Jacob vendido a José, apresentaram ao pai a túnica deste tingida no sangue de um cabrito, dizendo-lhe: Vide utrum tunica filii tui sit (Gen 37, 32)  «Vê se é ou não a túnica do teu filho».

Do mesmo modo nos podemos figurar que, quando uma pessoa peca, induzida ao pecado por um escandaloso, os demônios apresentam a Deus o vestido daquela pessoa, tingida do sangue de Jesus Cristo, isto é, a graça perdida por aquela alma escandalizada.

Se Deus pudesse chorar, choraria então mais amargamente do que Jacob, dizendo: Fera pessima devoravit eum (Gen 37, 33) ― «Uma fera péssima a devorou».

Afim de não afligirmos mais o Coração de Jesus, guardemo-nos, especialmente nestes dias, de darmos ao próximo qualquer escândalo ou mau exemplo, não somente em coisas graves, senão também nas leves.

Abstenhamo-nos sobretudo e sempre de toda palavra que possa ofender a bela virtude, lembrando-nos que uma palavra indecente, muito embora dita de gracejo, pode ser causa de mil pecados.

Se no passado tivemos a desgraça de dar, de qualquer modo, ao próximo ocasião de pecado, saibamos que o Coração aflito de Jesus exige de nós uma rigorosa satisfação, reparando ao menos pelo bom exemplo o mal que fizemos.

Meu amabilíssimo Jesus, eu também sou um daqueles desgraçados cujo mau exemplo encheu de amargura o vosso divino Coração. Ah Senhor! como pudestes sofrer tanto por mim, prevendo as injúrias que Vos havia de fazer?

Mas já que me suportastes até este momento, e quereis a minha salvação, dai-me uma grande dor de meus pecados, uma dor que iguale à minha ingratidão.

Senhor, odeio e detesto sumamente os desgostos que Vos causei. Se no passado desprezei a vossa graça, agora estimo-a mais do que todos os reinos da terra.

Amo-Vos,  Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas, e de todo o meu coração. Não quero mais viver senão para Vos amar e fazer que os outros também Vos amem.

Vós mesmo abrasai-me cada vez mais em vosso amor, lembrando-me sempre, quanto fizestes e padecestes por mim.

A mesma graça, peço a vós, ó Maria! Suplico-vos que m’a alcanceis, pela dor que o vosso divino Filho sentiu e que vós mesma sentistes pela previsão dos escândalos do mundo. 

Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Primeiro: Desde o primeiro Domingo do Advento até Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 257-259.

Fonte: osegredodorosario.blogspot

Você sabe por que Cristo sofreu tanto? Sua Santíssima Mãe responde

3, agosto, 2014 2 comentários

Considera o Meu divino Filho, Jesus, no Jardim das Oliveiras. Dirigindo a Seu Pai uma oração muito fervorosa, entra numa agonia mortal. Cai de face contra a terra. De todas as partes do Seu sagrado corpo corre um suor de sangue tão abundante que banha todo o solo em torno d’Ele. Prodígio estranho e inaudito até então.

Qual foi a causa ó Minha filha?

A cruel catástrofe da Sua Paixão, que neste momento se Lhe apresentou completa ao Seu espírito;

…as bofetadas, os desprezos, as injúrias, que os ímpios Lhe deviam fazer sofrer; os açoites, os espinhos, os pregos e a cruz que se Lhe preparava, a lança que devia abrir-Lhe o lado, a traição de Judas, a renegação de Pedro, o abandono dos discípulos e dos apóstolos, o assassino que se Lhe devia preferir.

O ódio e o furor que iam desenvolver contra Ele os homens a quem esperava salvar e remir: tudo concorria a assaltá-lO com tanta força, que O teve reduzido a uma agonia mortal.

Deixando a Sua humanidade gozar as consolações que manava para ela da sua união pessoal com a divindade, teria podido impedir para Si todo sofrimento.

Mas então a maldade dos homens e a raiva do inferno não mais teriam sobre ela poder algum. Ora, o sacrifício deste Cordeiro sem mancha era necessário para abrandar a justiça de Deus irritado contra o homem pecador.

Deixando a Sua humanidade sentir todas dores, esta Vítima divina foi tão aterrada por um acervo de males tão espantoso, que desfaleceu dele.

Teria querido distanciar dos Seus lábios um cálice tão amargo. Mas a vontade de Seu Pai e o amor do homem que devia remir, triunfaram n’Ele toda a repugnância e submeteu-Se dirigindo a Seu Pai estas humildes palavras “Que a Vossa vontade seja feita e não a Minha”.

Assim, Aquele que devia pelo tempo adiante conceder aos mártires tão prodigiosas consolações para aliviar seus sofrimentos, obrou prodígios para aumentar os Seus.

Que dizes tu agora, Minha filha, imitas esta resignação, tu que não podes sofrer a menor dor? Confunda-te a tua extrema repugnância em sofrer enquanto tanto o mereces por causa dos teus pecados.

A agonia de Jesus, nosso pecado e nossa vergonha

Mas esta agonia, ó Minha filha, nada era a par da angústia opressiva em que O lançaram os teus pecados.

Neste momento todas as iniqüidades passadas e futuras, que a Sua presciência divina Lhe tornava presentes, pesaram sobre Ele com tanto peso e força que, oprimido sob esse peso, suou um suor de sangue e água, e a Sua alma foi contristada até se sentir morrer.

Pensa, ó Minha filha, na confusão que sentirias se te visses de súbito coberta em público das manchas e infâmias de outrem, e compreenderás qual foi a confusão do Meu divino Filho.

Ele que conhecia perfeitamente toda a torpeza do pecado, que, como Deus de santidade, como santidade por essência, tinha por eles um horror-infinito, comparecer coberto de pecados em presença dos anjos e do Seu divino Pai!

Quem pode conceber o horror e a vergonha que o Seu coração devia sentir!

Mas demais conhecia Ele a maldade infinita do pecado e concebeu dela uma dor proporcionada para compensar a ofensa feita à majestade infinita de Deus.

A dor dos pecados compreendida no momento por Meu divino Filho, excede, pois muito o arrependimento que têm se tido todos os penitentes, e os Seus sofrimentos ultrapassaram dum modo indizível todos os sofrimentos padecidos pelos mártires nos seus suplícios.

Calcula agora Minha filha, se podes, o imenso peso de dores, tormentos e angústias que Ele suportou. Oh! que grande parte têm tido as tuas impiedades nesta dolorosa agonia.

Enquanto uma compaixão natural leva a aliviar as dores dos que sofrem, tu não te tens aplicado até ao presente senão aumentar as de Jesus por teus contínuos pecados.

Sejam-te eles confusão e vergonha, ó Minha filha, e chora a Seus pés tua crueldade.

A Ingratidão que O crucifica diariamente…

Estes amargos sofrimentos teriam sido mitigados pela previsão da sua utilidade para homens reconhecidos.

Mas Ele previa, sabia claramente que o Seu sangue correria sem fruto para uma infinidade de pessoas, que não serviria mais que selar a sua eterna condenação, que a sua maldade transformaria em remédio divino em veneno mortal.

Quem pode exprimir, ó Minha filha, quem pode imaginar a dor que este conhecimento Lhe ajuntou a todos os outros sofrimentos?

Ingratidão humana, como tu és monstruosa! Um Deus feito homem, que morre pelos homens Seus inimigos, a fim de conciliá-los com Deus; que paga pelo derramamento do Seu sangue um preço infinito, capaz de remi-los completamente, e que se vê desprezado, calcado aos pés por homens que persistem em serem Seus inimigos para sempre, ah!

Eis aí, sobretudo, Minha filha, o que Lhe deu a beber a amargura: eis aí o que Lhe roubou toda a força e vigor, e que o faz cair por terra nessa inexprimível agonia, o que O fez lamentar-se assim: a Minha alma está triste até á morte.

Teve necessidade da Sua onipotência para não expirar.

Uma mãe que, depois de cruéis dores, dá ao mundo um belo menino cheio de vida anima-se e olvida todos os seus sofrimentos passados com a consolação que lhe faz sentir o nascimento desse filho.

Mas que horrível dor, se, depois de ter sofrido tanto, apenas dá á luz uma criança morta!

Esta comparação não pode dar-te uma fraca idéia das angústias experimentadas pelo Meu divino Filho, que previa a morte, não duma alma, mas de milhões delas, que fazem por morrer eternamente.

Minha filha, que previu Ele a teu respeito? Tens mitigado os Seus sofrimentos? Tens diminuído as suas penas fazendo-Lhe prever o teu arrependimento e a tua salvação eterna, ou tens-los aumentado sem medida, fazendo-Lhe prever a tua obstinação e condenação eterna?

E a filha espiritual de Maria responde

Afetos. Ó Mãe compassiva, o meu coração comove-se de piedade quando penso acerca dos sofrimentos de meu Redentor agonizante no Jardim das Oliveiras. Mas estorce-se de dor quando medito que os meus pecados foram a causa disso.

Não posso deixar de me voltar para Ele e dizer-Lhe: – Ó meu Salvador agonizante, eis diante de Vós a mais indigna criatura, que até ao presente não tem feito mais que derramar o mais amargo fel no cálice da Vossa dolorosa Paixão.

Por minha resistência às Vossas graças, por minhas traições e ingratidões, cujas Vós bem tínheis previsto, quanto não tenho aumentado o peso cruel dos Vossos sofrimentos?

Ó Salvador amorosíssimo, já que tanto tendes feito por uma ingrata que Vos não orava, e aumentava a Vossa cólera fazendo-Vos antever os crimes que devia cometer, escutai agora as súplicas que Vos dirige com um coração traspassado pela dor, e os olhos banhados pelas amargas lágrimas do arrependimento.

Perdoai-me todas as iniqüidades pelos merecimentos da Vossa agonia e desse sangue que derramastes para a minha redenção.

Senhor, até ao presente não tenho sido senão muito cega e insensata. Mudarei de vida e de proceder para não mais afligir o Vosso amor, farei penitência dos meus erros passados.

Ó boa e terna Mãe que me assistis e instruis com tanta caridade, juntai às minhas lágrimas a Vossa intercessão e serei seguramente atendida.

(Maria falando ao coração das donzelas pelo Abade A.Bayle, 1917)

Fonte: osegredodorosario.blogspot

Para pedir a redenção de seus pecados, coloque seu nome nas intenções da Santa Missa; clique na imagem e descubra como

Como aprender a perdoar, a ser humilde, a caridade e a bondade

8, março, 2014 8 comentários

“Começou, depois, a ensinar-lhes que o Filho do Homem tinha de sofrer muito”

Jesus bendito, que me ensinaram os homens que Vós não me tenhas ensinado na Vossa cruz? Ontem vi claramente que só aprendemos acorrendo a Vós e só Vos nos dás forças nas provas e tentações; que somente ao pé da vossa cruz, vendo-Vos pregado a ela, aprendemos o perdão, a  humildade, a caridade, a bondade.

Não Vos esqueçais de mim, Senhor; olha para mim, prostrado na vossa frente, e concede-me o que Vos peço. Depois, que venham os desprezos, que venham as humilhações […], que me importa! Convosco a meu lado tudo posso. A lição prodigiosa, admirável, inexprimível que me dás com a vossa cruz dá-me forças para tudo.

Cuspiram-Vos, insultaram-Vos, flagelaram-Vos, pregaram-Vos a uma cruz e, sendo Vós Deus, perdoastes, calastes-Vos humildemente e oferecestes-Vos a Vós próprio. Que posso dizer da vossa Paixão? É melhor não dizer nada e que, no fundo do meu coração, medite no que o homem nunca poderá chegar a compreender; que me contente com amar profundamente, apaixonadamente, o mistério da vossa Paixão. […]

Que doce é a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! Que doce é sofrer perdoando! […] Como não ficar louco? Ele mostra-me o seu coração aberto aos homens e por eles desprezado. Onde já se viu e quem alguma vez sonhou suportar tamanha dor? Como vivemos bem no Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo!

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 Fonte: Evangelho Quotidiano

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