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REVELAÇÃO a Santa Gertrudes: veja como o Sagrado Coração de Nosso Senhor revelou o amor que tem à Humanidade.

20, junho, 2017 Sem comentários
Ícone do Sagrado Coração de Jesus.

Ícone do Sagrado Coração de Jesus.

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Santa Gertrudes via um dia as suas companheiras se apressarem em ir à Igreja, para assistir um sermão, enquanto a doença a retinha na cela:


Ah! Meu caríssimo Senhor, diz ela gemendo, como eu iria prazerosamente ao sermão se não estivesse doente!

Queres, minha dileta, respondeu Nosso Senhor, queres que eu próprio pregue para ti?

Com muito gosto”, replicou Gertrudes.

Então Jesus inclinou a alma de Gertrudes para o seu Coração, e ela logo discerniu neste duas pulsações dulcíssimas de ouvir:

Uma destas pulsações, diz Jesus, opera a salvação dos pecadores; a segunda, a santificação dos justos.

“A primeira fala sem trégua a meu Pai, a fim de lhe aplacar a justiça e atrair a misericórdia.

Por essa mesma pulsação falo a todos os Santos, desculpando junto a eles os pecadores, com o zelo e indulgência de um bom irmão, induzindo-os a intercederem por eles.

Essa mesma pulsação é o incessante apelo que dirijo misericordiosamente ao próprio pecador;

Com o indizível desejo de vê-lo regressar a mim, que não me canso de esperá-lo”.

“Pela segunda pulsação digo continuamente a meu Pai quanto me felicito de ter dado meu sangue para resgatar tantos justos, no coração dos quais fruo tantas alegrias.

Convido a corte celeste a admirar comigo a vida dessas almas perfeitas e a dar graças a Deus por todos os bens que Ele já lhes deu ou lhes prepara.

Enfim, esta pulsação do meu Coração é a conversa habitual e familiar que tenho com os justos;

Já para lhes testemunhar deliciosamente o meu amor, já para repreendê-los em suas faltas e fazê-los progredir de dia em dia, de hora em hora”.

“Nenhuma ocupação exterior, nenhuma distração da vista e do ouvido, interrompe as pulsações do coração do homem;

Assim o governo providencial do universo não será capaz, até o fim dos séculos;

De deter, de interromper, de moderar, sequer por um instante, estas duas pulsações do meu Coração”.


Na quinta-feira santa…


Jesus fez compartilhar ao coração de Gertrudes as angústias que o seu divino Coração experimentou ao aproximar-se  a sua Paixão.

Parecia à santa que Jesus passava todo aquele dia na prostração e nos sofrimentos da agonia, porque sabia de antemão tudo o que devia aturar.

Por isso, como ele era Filho de uma terna Virgem e mais delicado ainda que sua Mãe, assustava-se e tremia a todo momento, apresentando já as convulsões e a palidez de um moribundo.

À Gertrudes, partilhando-lhes as angustias, sentia tal compaixão dele que, se tivesse o poder de mil corações;

Te-lo-ia consumido todo naquele dia em compadecer-se de amigo tão caro e tão amável.


Sentia também no seu coração  violentas pulsações, provocadas pelo desejo e pelo amor;

Que correspondiam  às pulsações do Coração de Jesus;

De sorte que estava prestes a desmaiar sob a violência delas.

Ora, o Senhor lhe disse:

“O amor que me animava no tempo da minha Paixão;

Quando eu suportava no meu Coração todas essas angustias;

Sinto-o hoje no seu coração, que tantas vezes se tem comovido e penetrado de compaixão pelas minhas dores, pela salvação dos meus eleitos.

Assim, dou-te em troca desta compaixão que testemunhaste durante aquele dia, todo o preço da minha sagrada Paixão;

Pelo bem de tua alma, e quero que recebas também, para distribuí-lo à toda a Igreja;

Esse mesmo fruto da minha Paixão em todos os lugares onde se adora hoje em dia o lenho da Cruz”.

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Fonte: retirado do livro “Amor, paz e alegria: mês do Sagrado Coração de Jesus segundo Santa Gertrudes” do Rev. Pe. André Prevot.

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Antes que a Quaresma acabe, leia: reflexão sobre a Oração de Jesus no Horto das Oliveiras

1, abril, 2017 2 comentários
Nosso Senhor no Horto

Nosso Senhor no Horto

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Finda que foi a ação de graças depois da Ceia,


Jesus sai do Cenáculo com seus discípulos, entra no horto do Gethsêmani e se põe em oração.

Mas, ai! No mesmo instante assaltam-no grande temor, grande aborrecimento e grande tristeza.

Com o coração oprimido pela dor, o nosso Redentor diz que sua alma bendita está triste até a morte.

Jesus quis que então lhe fossem presentes aos olhos toda a funesta cena dos tormentos e opróbrios, que lhe estavam preparados.

Na Paixão estes tormentos infligiram-no um após o outro;

Mas ali no horto vieram cruciá-lo todos juntos, as bofetadas, os escarros, os açoutes, os espinhos, os cravos e os vitupérios, que depois deveria sofrer.


Submisso, aceita-os todos; mas, aceitando-os treme, agoniza e ora.


Mas, meu Jesus, quem vos constrange a sofrer tantas penas? Contrange-me, responde, o amor que tenho aos homens.

– Ah! Que assombro devia causar no céu o ver a força feita fraqueza!

A alegria do Paraíso mudada em tristeza! Um Deus aflito! E para quê?

Para a salvação dos homens, suas criaturas!


Naquele horto foi oferecido o primeiro sacrifício:

Jesus foi a vítima, o amor o sacerdote, e o ardor do seu afeto para com os homens foi o fogo sagrado que consumiu o sacrifício.


Pai meu, se é possível, passa de mim esse cálice”.

Assim, ora Jesus: Meu Pai, se é possível, isentai-me de beber este cálice tão amargoso.

Mas Jesus ora assim, não tanto para ficar isento, como para nos fazer compreender a pena que padece e aceita por nosso amor.


Ora assim também para nos ensinar que nas tribulações nos é permitido pedir a Deus que nos livre;

Mas ao mesmo tempo devemo-nos conformar em tudo com a vontade divina, e dizer o que Ele disse:

Todavia não seja como eu quero, mas sim como tu”.


Sim, meu Senhor, por vosso amor abraço todas as cruzes que me queirais enviar.

Vós, embora inocente, padecestes tanto por meu amor;

E eu, pecador como sou, depois de haver tantas vezes merecido o inferno, me recusarei a sofrer para vos agradar, e obter de Vós o perdão e a vossa graça?

Seja feita não a minha vontade, mas, sim, sempre a vossa!


A maior dor de Cristo


Durante a sua oração Jesus prostrou-se com a face em terra, porquanto;

Vendo-se coberto com a vestidura sórdida de todos os nossos pecados, parece que se envergonhava de levantar os olhos ao céu.

– Ó meu amado Redentor, não me animaria a vos pedir perdão de tantas injúrias que Vos fiz, se as vossas penas e os vossos merecimentos não me dessem confiança.

Eterno Pai:

Ponde os olhos no rosto de vosso Cristo”;

Olhai, não para minhas iniquidades, mas olhai para este vosso Filho dileto, que treme, que agoniza e sua sangue afim de obter para mim o vosso perdão.


Vede-o e tende piedade de mim.


Que! Jesus meu, não há nesse jardim para Vos supliciar nem algozes, nem açoites, nem espinhos, nem cravos; que é então que faz correr o vosso sangue?

Ah! Compreendo agora:

Não foi a previsão dos vossos tormentos próximos a causa de vossa aflição, pois espontaneamente Vos oferecestes a sofrê-las.


Foi a vista de meus pecados; eles foram o cruel lagar que fez correr o sangue de vossas sagradas veias.


De sorte que não vos foram desumanos os algozes, nem cruéis os açoites, os espinhos, a cruz;

Desumanos e cruéis vos foram, ó meu dulcíssimo Salvador, os meus pecados, que tanto Vos afligiram no horto.


Se eu menos houvera pecado, menos houvéreis Vós padecido.

Eis então, ó meu Jesus, como eu correspondi ao amor que vos trouxe a morrer por mim:

Não fiz mais que ajuntar novas penas a tantas outras que tivestes que sofrer.


Ó meu amado Senhor, pesa-me de Vos ter ofendido; sinto dor, mas não o bastante; quisera conceber uma dor capaz de me tirar a vida.

Ah! Pela cruel agonia que sofrestes no horto, dai-me uma parte do horror que tivestes de meus pecados.


Se outrora Vos afligi por minha ingratidão, fazei que vos agrade daqui em diante por meu amor.


Ó Maria, ó Mãe de dores, recomendai-me a vosso Filho aflito e triste por meu amor.

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Fonte: Do livro “Meditações para todos os dias do ano” de S. Afonso de Ligório.

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Faça esta reflexão: Jesus é preso, ligado e conduzido a Jerusalém

29, março, 2015 4 comentários

O Redentor, sabendo que Judas se aproximava,

Acompanhado dos judeus e dos soldados, levanta-se, banhado ainda no suor da agonia mortal. Com o rosto pálido, mas com o coração todo abrasado em amor, vai-lhes ao encontro para lhes entregar nas mãos, e vendo-os chegados perto, diz: “A quem buscais?”.

Afigura-te, minha alma, que neste momento Jesus te pergunta também: Dize-me, a quem buscais? Ah, meu Senhor, a quem poderei buscar senão a Vós, que descestes do Céu à Terra para me buscar e não me ver perdido?

Eles prenderam Jesus e o ligaram”. Ó céus, um Deus ligado! Que diríamos, se víssemos um rei preso e ligado pelos seus servos? E que dizemos agora vendo um Deus entregue às mãos
da gentalha?

Ó cordas bem-aventuradas! Vós que ligastes o meu Redentor, Ah! Ligai-me a Ele, mas ligai-me de tal modo que nunca mais me possa separar de seu amor.

– Considera, minha alma, como um lhe liga as mãos, outro o injuria, mais outro o empurra, e o Cordeiro inocente se deixa ligar e empurrar quanto quiserem. Não procura fugir das mãos deles, não chama por auxílio, não se queixa de tantas injúrias, nem mesmo pergunta porque é
tratado assim.

Eis, pois, realizada a profecia de Isaías: “Foi oferecido, porque ele mesmo quis, e não abriu a sua boca; ele será levado como uma ovelha ao matadouro”.

Mas onde é que se acham seus discípulos? Que fazem? Já não podendo livrá-lo das mãos de seus inimigos, ao menos que o tivessem acompanhado para defenderem a inocência de Jesus perante os juízes, ou sequer para o consolarem com a sua presença!

Mas não; o Evangelho diz: “Então os seus discípulos ,desamparando-o, fugiram todos”. Qual não devia se a tristeza de Jesus, vendo que até os seus discípulos queridos fugiam e
o desamparavam
?

Mas, ó céus, então o Senhor viu ao mesmo tempo todas aquelas almas que, sendo por ele mais favorecidas, haviam de abandoná-lo depois e de lhe virar as costas.

Antes tratado como Messias, agora como criminoso…

Ligado como um malfeitor, o nosso Salvador entra em Jerusalém , onde poucos dias antes fora aclamado com tantas honras e louvores.

Passa a deshoras pelas ruas, entre lanternas e tochas, e tão grande é o alarido e tumulto, que todos deviam pensar que se levava qualquer grande criminoso.

A gente chega à janela e pergunta: Quem é que foi preso? E responderam-lhe: Jesus, o nazareno, que foi desmascarado como sendo um sedutor, um impostor, um falso profeta e réu de morte.

– Quais não deviam ser então em todo o povo os sentimentos de desprezo e indignação, quando viram Jesus Cristo, acolhido primeiro como o Messias, preso por ordem dos juízes,
como impostor!

Ah! Como se trocou então a veneração em ódio, como se arrependeu cada um de  o ter honrado, envergonhando-se de ter honrado um malfeitor, como se fosse o Messias!

– Eis, pois, a que estado se reduziu o Filho de Deus, para nos mostrar o nada das honras e dos aplausos do mundo!

E como é que eu, apesar de ver um Deus tão humilhado e injuriado por meu amor, como é que eu hei de viver tão amante dos bens fugazes da terra, ambicionar as honras, as dignidades, as preeminências, e não sofrer o mínimo de desprezo? Ai de mim, pecador e soberbo!

Donde, ó meu Senhor, me pode vir tamanho orgulho, depois que mereci tantas vezes o inferno? Meu Jesus, suplico-Vos pelos merecimentos dos desprezos que sofrestes, dai-me a graça de Vos imitar.

Proponho com o vosso auxílio reprimir de hoje em diante todo o ressentimento e receber com paciência, alegria e contentamento todas as humilhações, todas as injúrias e todas as afrontas que me possam ser feitas.

Proponho, além disto, para vos agradar, fazer todo o bem possível a quem me despreza; ao menos falarei sempre bem dele e rogarei por ele.

Vós, ó meu Senhor, pelas dores de Maria Santíssima, fortalecei estes meus propósitos e dai-me a graça de Vos ser fiel.

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Fonte: retirado do livro “Meditações para todos os dias do ano” de Santo Afonso de Ligório.

Para a Quaresma: leia esta importantíssima reflexão sobre a Crucifixão de Nosso Senhor (Parte III)

10, março, 2015 6 comentários

Rev. Pe. Adolphe Tanquerey

Continuação do post: Para a Quaresma: leia esta importantíssima reflexão sobre a Crucifixão de Nosso Senhor (Parte II)

Crucificado por volta do meio dia, Jesus expirou por volta das três horas da tarde.

“Imediatamente, o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, em duas partes; a terra tremeu, os rochedos se fenderam, os túmulos se abriram, e muitos corpos de santos ressuscitaram” (Mt 27, 51 – 52).

Ao pé da cruz, o centurião, vendo a terra tremer sob seu pés, exclama: “Verdadeiramente este homem era um justo, era o Filho de Deus!” (Mt 27, 54; Lc 23, 47).

Para que o seu corpo e o dos dois outros supliciados não ficassem na cruz durante a Páscoa, os judeus pediram a Pilatos que mandassem quebrar as pernas dos condenados, a fim de que morressem por asfixia e pudessem ser retirados mais cedo. Foi o que fizeram com os dois ladrões.

Quando chegaram a Jesus, porém, este havia acabado de expirar; para assegurar-se de que estava morto, um dos soldados perfurou-lhe o lado direito com a lança. São João que estava aos pés da cruz, viu correr de seu peito sangue e água (Jo 19, 34).

Os Padres da Igreja assim explicam esse mistério: a água representava o batismo, e o sangue, a Eucaristia, esses dois grandes sacramentos dos quais o primeiro nos faz nascer para a vida da graça, e o segundo, depois de a ter alimentado, serve de viático ao cristão em sua passagem do tempo à eternidade.

Recolhamo-nos um momento diante do Salvador na cruz, antes que seu corpo seja depositado no sepulcro. A santa Liturgia nos convida a contemplar esse grande amor por nós que transparece em toda a sua fisionomia, e que nos convida a amá-lo por nossa vez.

Sua cabeça, ainda coroada de espinhos, inclina-se para nós para perdoar nossas faltas e nos dar o beijo de paz e de reconciliação.

Suas mãos, que por nossos pecados, cravamos na cruz, estão à nossa espera para nos apertar contra o nosso peito.

Seu coração, que nossas ingratidões tantas vezes transpassaram, está aberto para nos convidar a buscar nele uma faísca desse fogo divino que não cessa de consumi-lo; por toda a sua atitude, ele nos diz: “Meu filho, dá-me teu coração!”.

Iremos nos recusar-lho, esse pobre coração que tantas vezes se prendeu a afeições humanas, e que, ao invés de nela encontrar as consolações desejadas, foi por elas machucado e talvez manchado?

Recusaremos nosso coração àquele que sofreu e morreu por nós?

Digamos, antes, com um piedoso autor da Idade Média, um dos discípulos de São Bernardo:

“Eu te saúdo, Salvador do mundo, eu te saúdo, amado Jesus… Beijo com amor os pregos de teus pés, as feridas cruéis e as marcas dolorosas… Faz com que se gravem em meu coração as tuas rubras chagas e tuas feridas tão profundas… Manso Jesus, bom Deus, eu clamo a ti, eu, tão pecador. Mostra-te misericordioso para comigo, e, embora eu seja indigno, não me afaste de teus pés sagrados”.

“Do alto dessa cruz, olha para mim aqui embaixo, ó meu bem amado! Atraí-me para ti, dize-me claramente: eu te curo, eu te perdoo”.

“Eis que, em meu amor por ti, eu te abraço corando… tu sabes por quê…”

“Que minhas ações não te ofendam; sujo e doente como estou, gostaria que teu sangue, que corre por toda parte, me lavasse e me curasse, deixando-me sem mancha.”

“Do fundo do meu coração eu clamo a ti, manso Coração, pois te amo; inclina-te para o meu coração, para que ele possa unir-se a ti, coração a coração”.

É assim que podemos tentar responder ao amor de Jesus por nós.

Ele nos ensina que devemos reparar os nossos pecados

Mas não nos esqueçamos de que se, com sua agonia, ele nos ensina a detestar nossos pecados, e, com sua condenação, a confessá-los humildemente, com sua imolação ele nos mostra como devemos expiá-los e repará-los.

Ao percorrer a via dolorosa que ele nos traçou, não receemos carregar com valentia a nossa cruz, essa cruz de cada dia que ele coloca em nossos ombros para associar-nos à sua expiação.

Estendamo-nos amorosamente sobre essa cruz, ao lado dele, e deixemo-nos crucificar no cumprimento do nosso dever, ao invés de buscar o prazer em todas as suas formas.

Que o amor nos pregue à cruz como nela pregou nosso Salvador, o amor por Aquele que nos amou até a morte e morte de cruz; amor por nossos irmãos, mesmo aqueles que nos ofenderam e feriram, repetindo a oração do Salvador:

“Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem”; amor constante e generoso, que não recue diante dos sacrifícios necessários para a Glória de Deus e a salvação das almas.

Sofrendo assim com Jesus e por amor a ele, teremos parte nos frutos de sua redenção e em sua glória.

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Fonte: retirado do livro “A Divinização do Sofrimento” do Rev. Pe. Adolphe Tanquerey.

Para a Quaresma: leia esta importantíssima reflexão sobre a Crucifixão de Nosso Senhor (Parte II)

8, março, 2015 5 comentários

Rev. Pe. Adolphe Tanquerey

Continuação do post: Para a Quaresma: leia esta importantíssima reflexão sobre a Crucifixão de Nosso Senhor (Parte I)

Entretanto, as trevas foram estendendo e envolvendo, como uma mortalha, a cidade de Jerusalém, a Judeia, o mundo inteiro (Mt 27, 45).

Jesus quis permitir que as trevas invadissem também a sua santa alma; e, para que tudo fosse consumado, sofreu sobre a cruz uma nova agonia.

Depois de a ter vivenciado longamente, um grito de angústia escapa de seus lábios e mais ainda de seu coração: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?” (Mt 27, 46). Palavras misteriosas, mas que muito nos dizem sobre as angustias do Salvador!

Carregado com o peso de nossas iniquidades, de todos os crimes cometidos ou que ainda seriam cometidos sobre a terra, desde o assassinato de Abel até os últimos pecados que precederão o julgamento, tornado para nós e por nós “maldição, execração”, segundo a enérgica expressão de São Paulo (Gl 3, 13), parece-lhe que Deus o abandona, que se retira dele para entregá-lo
à justiça.

Que angústia dilacerante para Aquele que , sendo a santidade em pessoa, tem horror infinito
ao pecado!

Ele entrevê também os milhões de pessoas, membros de seu corpo místico, que não tirarão proveito dos frutos da redenção, e, diante desta visão, queixa-se dolorosamente: “Meu Deus, por que me abandonais?”.

A sede de Almas

E talvez seja isto que explique este novo brado desolador: “Tenho sede” (Jo 19, 28 – 29).

Sem dúvida, a sede era uma das mais pavorosas torturas da crucifixão; mas o Salvador sobretudo tinha sede de almas: por elas ele sofrera tanto, desde o primeiro instante de sua encarnação!

Ele desejaria salvar todas, santificar todas, apresentar todas elas a seu Pai; e essa sede de almas era para ele muito mais cruciante do que aquela que ressecava a sua língua.

Almas cristãs que contemplais Jesus na cruz, não esqueçais este grito de angústia! O Salvador vos ama tanto que não quer renunciar a vós: se maior desejo, sua sede insaciável é de vos santificar, de vos tornar puras, nobres santas, dignas dele.

E, para isso, espera somente a vossa cooperação; ele mereceu para vós todas as graças que vos são necessárias para atingir um alto grau de santificação.

Iremos nós, por nossas resistências, nossas covardias e inconstâncias, frustrar suas esperanças e tornar inúteis, ao menos em parte, as torturas que ele suportou por amor a nós?

Ele tem sede do nosso amor, do nosso coração. Iremos nós regatear com ele, não respondendo senão com parcimônia ao seu desejo ardente de ser amado por nós?

Pensai nisto: do alto da cruz, o Redentor tudo previu, as nossas covardias, as nossas ingratidões, e isso feriu profundamente o seu coração amoroso.

Mas ele viu também os atos de compaixão, de reconhecimento e de amor, e essa visão o reconfortou; ela temperou essa sede ardente que ele tinha de vossa santificação, e suavizou singularmente os seus últimos momentos. Para o Salvador, com efeito, uma doce consolação sucede à angústia.

Ele vê, ele abarca com o olhar as legiões de mártires, de virgens, de apóstolos, de pais e mães de família, de almas generosas de todas as condições, que, atraídas pela cruz, oferecem-se como vítimas para completar em seu corpo e em sua alma em seu corpo e em sua alma a Paixão que ele sofreu como cabeça do corpo místico.

Essa visão lhe mostra que, para muitos, ao menos, seus sofrimentos não
foram inúteis.

Ele se rejubila com isso, e do fundo do seu coração brotam as palavras: “Tudo está consumado!” (Jo 19, 30); sim, tudo, minha Paixão, minha vida, minha obra; meu Pai foi glorificado, e as almas que desejarem serão salvas.

Esse foi o seu adeus à terra. Voltando-se então para o Céu, ele lança um grande grito: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lc 23, 46). Palavra de confiança e de abandono, palavra de amor filial, que muitos discípulos irão repetir antes de deixar esta terra para lançar-se nos braços do Pai celeste.

(Continua…)

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Fonte: retirado do livro “A Divinização do Sofrimento” do Rev. Pe. Adolphe Tanquerey.

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