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Textos com Etiquetas ‘Paixão de Nosso Senhor’

Você tem meditado a Paixão de Nosso Senhor? Ao menos na Quaresma…?

27, março, 2017 Sem comentários
Crucifixão de Nosso Senhor

Nosso Senhor Crucifixado.

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Não é sem razão que Abraão desejou ansiosamente ver o dia do Senhor;


E
que, tendo tido a ventura de vê-lo por uma revelação divina;

Ainda que em espírito somente, se alegrou em seu coração, como atesta o Evangelho.

Sim, porque o tempo que se seguiu à vinda de Jesus Cristo, já não é mais tempo de temor.

Na Lei Antiga, antes da Encarnação do Verbo, podia o homem, por assim dizer, duvidar se Deus o amava.

Depois de o havermos visto, porém, morrendo por nós;

Exangue e vilipendiado sobre um patíbulo infame, já não podemos duvidar que Ele nos ame com toda a ternura.

– Quem poderá jamais compreender, que excesso de amor levou o Filho de Deus a pagar a pena dos nossos pecados?

E, todavia, isso é um ponto de fé: “Ele nos amou e lavou-nos em seu sangue”.

Ó misericórdia infinita! Ó amor infinito de Deus!


Mas porque é que tantos cristãos olham com indiferença para Jesus Cristo crucificado?


Que na Semana Santa assistem à comemoração da morte de Jesus;

Mas sem algum sentimento de ternura e gratidão, como se não se comemorasse um fato verdadeiro, ou não lhes dissesse respeito?

Não sabem, ou não creem, porventura, o que os santos Evangelhos dizem acerca da Paixão de Jesus Cristo?

Com certeza o creem, mas não refletem.

Entretanto, é impossível que uma alma crente, que medita nas dores e ignomínias que Jesus Cristo padeceu por nosso amor;

Não se abrase de amor para com Ele e não tome uma forte resolução de tornar-se santa, afim de não se mostrar ingrata para com um Deus tão amante.

A caridade de Cristo nos constrange”.


É essencial meditar a Paixão de Nosso Senhor


Meu irmão, se queres sempre crescer em amor para com Deus e progredir na perfeição;

Medita amiúde na Paixão de Jesus Cristo, conforme o conselho que te dá São Boaventura:


Quotidie mediteris Domini passionem.


Especialmente nestes dias que precedem a comemoração da sua morte dolorosíssima, guiado pelos Sagrados Evangelhos;

Contempla com os olhos cristãos tudo o que o Salvador sofreu nos principais teatros do seu padecimento;


Isto é, no Horto das Oliveiras, na cidade de Jerusalém e no monte Calvário.


Para que tires desta meditação o fruto mais abundante possível;

Representa-te os frutos de Jesus Cristo tão vivamente, que te parece veres diante dos olhos o Redentor tão maltratado;

E sentires em ti mesmo as chagas que nele abriram as pontas dos espinhos e dos cravos, a amargura do vinagre e fel, pejo das ignomínias e desprezos:


Senti em vós o que Jesus Cristo sentiu”.


Ao passo que assim meditas, repete muitas vezes com o Apóstolo:

Tudo isso o Senhor tem feito é padecido por mim, para me mostrar o seu amor e ganhar o meu:

Ele me amou e se entregou a mim”. E não o amarei?


Sim, amo-Vos; Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas;

E porque Vos amo, pesa-me de Vos haver ofendido, e proponho antes morrer do que Vos tornar a ofender.


“Vós, ó Senhor onipotente, lançai sobre mim um olhar benigno, para que por Vossa proteção seja regido no corpo e defendido na alma”.


Doce Coração de Maria, sede minha salvação.

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Fonte: do livro “Meditações para todos os dias do ano” de S. Afonso de Ligório.

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Uma das reflexões mais importantes da Semana Santa… Veja aqui:

1, abril, 2015 Sem comentários

As iniqüidades do mundo inteiro, como rios transbordados, precipitaram-se no mar do
Meu coração.

O ideal do Amor, enfim, contente, repleto de venturas, satisfeito, eis a Agonia no Jardim: o primeiro, o maior e o mais misterioso dos episódios da Paixão.

O primeiro, porque na ordem do tempo, de modo exterior e visível, ele a começa; o maior, porque ele reitera todas as imolações do Homem-Deus, desde o primeiro vagido do Presépio até ao derradeiro gemido do Calvário;

O mais misterioso, não só porque ele antecipa todos os sofrimentos corporais da vítima, mas também porque, onde os olhos da carne não vêem mais que uma luta, um combate, uma agonia, os olhos iluminados da fé contemplam a suprema ventura do Amor.

Eu vos disse anteriormente que, obra de Deus, a Cruz é a obra prima da alegria.

Obra de Deus neste sentido: conquanto os opróbrios, as ignomínias, os sofrimentos todos de Jesus Cristo fossem resultado da perversidade judaica, verdadeiros pecados do povo deicida, o Filho de Deus ab-oeterno aceitou-os, ab-oeterno resolveu tirar da iniqüidade a Sua glória, convertendo em instrumentos de Seu triunfo as humilhações da Sua Paixão.

Foi voluntariamente que Jesus Cristo Se sacrificou: oblatus est quia
ipse voluit
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Sob este ponto de vista, portanto, a Cruz é obra de Deus, e obra prima da Alegria, porque Deus é uma imensa alegria, que se comunica a todas as Suas criações, e, pois comunicou-Se também à humanidade santa do Verbo, perfeitamente feliz e bem-aventurado em todos os instantes da Sua existência terrestre.

A Agonia no Jardim não foi por isso, apesar de todos os sofrimentos, menor que a suprema ventura do Amor. O Amor! Ele é a seiva do universo; a energia atrativa de toda a criação; circula no ramo, vive na flor, no pássaro, no inseto; produz e perpetua a vida.

Diz um antigo hino grego: “O Eterno disse ao Amor: que tudo se organize; e tudo se organizou!” Se no mundo físico o amor é o pólo da criação; no mundo moral é a alma do gozo, a vida
da alegria.

Sem dúvida, na sua verdade e pureza, o amor é raro, como é raro o gênio, raro o heroísmo, rara a formosura, raro tudo que se aproxima da perfeição. Ainda assim, na vida ele é para nós o tipo supremo da felicidade.

Falando do espírito das trevas, dizia a maior contemplativa do nosso tempo, Teresa de Jesus: “desgraçado! ele não ama!” Eis como que o sinete da desgraça: – não amar. Não há no céu, nem na terra, diz o livro da Imitação, coisa mais doce, mais forte, mais sublime, mais ampla, mais deliciosa, mais completa nem melhor que o Amor.

Esse amor de que nos fala o sublime poema monástico nasceu de Deus e não pode, como o mesmo poema acrescenta, descansar senão em Deus, elevando-se acima de todas
as criaturas.

Não obstante, quaisquer que sejam as vicissitudes e imperfeições da humanidade, são muitas na terra as venturas do amor satisfeito: impossível seria o enumerá-las. Vede: gozar, possuir uma alma, mesmo na ordem da natureza; mas é sublime! O que será possuí-la na ordem
sacramental, divina?!

Perguntai-o a ardente felicidade do coração juvenil, recebendo junto ao altar, das próprias mãos de Deus, um coração que para todo o sempre se engasta no seu!

Apertar em seus braços, revestido de sua carne, palpitante de seu sangue, o primeiro fruto de suas entranhas: que ventura! Perguntai-o a mãe fascinada pelos encantos do seu recém-nascido.

Imortalizar na ciência, na arte, na poesia ou na religião – uma idéia que aprendeu a verdade, um pensamento que atingiu o belo, uma inspiração que traduziu o amor, uma palavra que revelou Deus: que inefável ventura! Perguntai-o ao sábio, ao artista, ao poeta, ao apóstolo.

Libertar uma raça, regenerar um povo, reconstruir uma pátria: que ventura tão grande! Perguntai-o ao filósofo, ao estadista, ao guerreiro.

Pois bem: a alegria de todas as almas humanas, o prazer de todos os corações satisfeitos, a delícia de todos os amores: amor maternal, amor conjugal, amor fraternal, amor da pátria ou da humanidade; todas as venturas do gozo mais requintado:

– o das lágrimas que os Santos derramaram nos seus delíquios, o da pureza que as virgens sentiram no seu corpo imaculado, o do sangue que os mártires derramaram em testemunho
da verdade,

– todas as venturas do coração humano reunidas são infinitamente menores que a ventura de Nosso Senhor na Agonia do Jardim.

É aqui, na verdade,

Que Ele exteriormente, com inflamada caridade e intrépido valor, dá começo à Sua Paixão.

É aqui que a parte inferior da Sua natureza parece inválida por indizível tristeza; e os açoites, os opróbrios, as bofetadas, as zombarias, as blasfêmias, a morte de Cruz – tudo isso que Lhe iam dar os Judeus com tanta vivacidade o penetra que Ele já suporta todos esses males, e geme, e treme, e perde as cores e as forças, e como que se Lhes esgota a vida.

Ei-lO prostrado, com a face em terra, em agonia! Trinta e três anos passaram sobre a Sua cabeça. É agora um homem em toda a força da idade.

Muitas vezes mostrou-Se fatigado. Fatigado quando, junto ao poço de Jacob, pedia a Samaritana um pouco dessa água, que Ele próprio criou. Fatigado quando, nos dias do Seu penoso ministério público, refugiava-Se entre os rochedos.

Nunca, porém, tão fatigado como agora em que uma santa impaciência O domina: a de não poder esperar algumas horas o Seu desejado sacrifício. Dentro de poucas horas, Ele será batido, flagelado, coberto de ignomínias, crucificado; o Seu sangue será derramado como água.

Ele, portanto, crucifica-Se a Si próprio, num martírio mais misterioso que o do Calvário. Antecipa a Sua Paixão. Reveste-Se de todos os pecados tão numerosos, variados e enormes de todos os homens.

Cobre-Se deste medonho vestuário que O inflama e queima como uma túnica de fogo. Treme, todo penetrado do mais horrível dos terrores.

Todos os crimes do espírito; todos os crimes do coração; todos os crimes dos sentidos; todas as loucuras do mundo; todas as orgias da humanidade; o orgulho de todas as inteligências; a luxúria de todas as imaginações; todas as aberrações da ciência; todas as profanações da arte; todos os adultérios da poesia; todos os sacrilégios, a ambição dos despostas;

A tirania dos governos; os atentados da política; as iniqüidades da justiça; os abusos da filosofia; as violações da Moral; todos os escândalos do mundo; as abominações de Sodoma e Gomorra; as prostituições de Babilônia; as bachanais da Grécia; a ambição, a loucura, as crueldades de Roma; a idolatria de todos os povos pagãos;

As perversidades da nação judaica; as iniqüidades de todos os povos modernos; as perfídias de todas as monarquias; as mentiras de todas as repúblicas; a hipocrisia das democracias; as imposturas da liberdade;

– todo este peso enorme oprime a cabeça de Jesus Cristo na Agonia do Jardim, enche de confusão a Sua alma e de amarguras o Seu coração!

É assim, desfigurado, que a Justiça Eterna O contempla, como Holocausto vivo que se Lhe oferece pelos crimes de todas as pátrias, também da nossa:

– de todos os pecados privados de públicos do Brasil, das iniqüidades de seus magistrados, do ateísmo político de seus estadistas, das apostasias de seus governos, do paganismo das suas escolas, da irreligião prática de seus lares, da impiedade dos seus parlamentares;

Do ceticismo de seus jornais, da ignorância religiosa dos seus mestres, da apatia e dos sacrilégios dos seus padres, do seu repúdio oficial da fé católica; de todas as loucuras do espírito revolucionário que invadiu as plagas de Santa Cruz e não deixou entre a monarquia e a república solução de continuidade!…

Onde?

Me perguntareis agora, numa agonia tão grande que não há, para exprimi-la, nas línguas humanas, termos nem frases; onde ver a ventura de Jesus Cristo?!

Por todos os poros de Sua carne desfiam gotas de sangue que inundam a Sua fronte, banham as Suas faces, molham os Seus cabelos, cobrem os Seus olhos, enchem a Sua boca, maculam as Suas barbas, tingem o Seu vestuário, e avermelham mesmo as oliveiras do Jardim!

Que agonia dolorosa e profunda! Que sofrimento inaudito! Pois bem: onde os olhos da carne vêem a fraqueza, os olhos da razão, iluminada pela fé, vêem
a força.

Esta luta, diz S. Ambrósio, não é a luta de Jesus Cristo no temor da Sua Paixão; mas no desejo inflamado de no-la aplicar. É a luta entre dois atributos de Sua própria natureza divina: a justiça e a misericórdia.

A Justiça, que representa o Pai, parece dizer inflexível a Jesus Cristo: “Separa a tua causa da dos pecadores; deixa-Me derramar a Minha cólera sobre a posteridade proscrita de um pai culpado”.

Mas a Misericórdia, que representa o Filho, parece responder ao Pai: “Não, nunca! Eu não deixarei de combater, de sofrer, de chorar até que os pecadores sejam postos no Meu lugar, sejam perdoados em Mim. Eu aceito sobre os Meus ombros o peso das suas faltas; Eu incorporo-os todos;

Eu me revisto do opróbrio de todos os pecados; Eia, corram todos eles; entrem como torrentes transbordadas, no mar do Meu coração. Como todos os rios se precipitam no mar, as iniqüidades no mundo inteiro precipitem-se sobre a Minha alma; e, assim como o mar absorve todas as águas, que o Meu coração afogue todos os pecados.”

E a justiça emudece! A misericórdia triunfa! Oh! suprema ventura do Amor.

Era isto o que Ele desejava desde o presépio. A Sua agonia não é, portanto, dizem os padres da Igreja, uma luta entre o espírito e a carne, entre a vontade divina e a vontade humana. Não é uma repugnância pelo sofrimento: é uma santa impaciência do amor.

Qual de vós se pudésseis, para verdes a pessoa que amais, não transformareis em olhos todos os membros de vosso corpo?!

Dois olhos também não bastaram a Jesus Cristo, diz um ilustre doutor, para chorar a desventura possível dos que Ele ama: transformou em olhos todos os poros do Seu corpo, pelos quais, transformadas em sangue, correram as
Suas lágrimas!

Mas, se é assim que Jesus Cristo nos ama, ao ponto de se revestir dos nossos pecados, como Seus próprios; sofrer as humilhações deles; experimentar o desgosto e o terror que eles inspiram e a contrição correspondente à sua enormidade; que loucura não é a nossa se desprezamos
tamanho amor?!

Ele tomou a responsabilidade da pena; mas não a malícia
da falta.

Tomou a superfície, a aparência, mas não a natureza, a substância do pecado, que não perverteu a Sua vontade, nem maculou a Sua inocência. É preciso, portanto, que nos associemos às Suas lágrimas e às Suas dores; que demos a nossa o suplemento da Sua contrição.

Se a simples aparência do pecado tornou-Lhe tão severa a justiça do Pai, que severidade não merece em nós a realidade do pecado?! Se, portanto, desde mistério não tiramos como ensino o ódio do pecado, e o desejo de repará-lo pelos méritos de Jesus Cristo, de nenhum proveito nos pode ser a Sua mediação.

Esta foi a mais heróica que o Amor nos podia dar. Para resgatar o mundo, Deus não precisava derramar o Seu sangue; podia fazê-lo por uma infinidade de meios que não alcança a nossa imaginação.

Entretanto, a efusão de Seu sangue pareceu-Lhe o meio mais condigno da Misericórdia, e o mais capaz também de enternecer os nossos corações.

Ainda mais: uma vez decretado que a redenção se fizesse pelo sangue, uma gota, sem dúvida, do sangue divino bastava, pelo seu mérito infinito, para remir este e todos os mundos possíveis. Que digo eu?! Uma gota de sangue?! Bastava uma lágrima, um suspiro, um gemido, uma simples súplica de Jesus Cristo.

Entretanto, derrama-o com prodigalidade, em diversas e abundantes efusões: na Circuncisão, que foi como que a impaciência do precioso Sangue; na Agonia, que foi a antecipação da Paixão; na Flagelação, que foi o sangue de Deus dado em espetáculo à cidade e ao povo;

Na Coroação de espinhos, que foi o tributo pago pela cabeça divina aos pensamentos inefáveis da salvação; no Caminho do Calvário, que foi os esposais do Precioso Sangue com a Cruz; no Calvário, que foi o Seu consorcio;

Na abertura do Sagrado Coração, que foi o testemunho póstumo do amor de Jesus Cristo, derramando Seu sangue ainda depois de morto Ora, como diz brilhante teólogo, não há superfluidade, nem ornamentos vãos nas obras de Deus.

Se Ele, portanto, derramou o Seu sangue com tanta prodigalidade, é que a nossa condição o exigia, e neste sentido o Precioso Sangue, tão necessário à onipotência divina para salvar o mundo, o era, entretanto, a Sua misericórdia, e a nossa miséria, tão enorme que foi preciso o Precioso Sangue, como um oceano transbordado, alagasse o mundo e viesse até as nossas almas por esses sagrados canais que se chamam os sacramentos:

O Batismo, que não é senão o precioso Sangue dando a uma gota d’agua o poder de operar uma revolução espiritual maior que todas as criações do mundo material;

A Penitência, que não é senão a aplicação autêntica do Precioso Sangue sobre a cabeça do pecador arrependido; o Matrimônio, que não é senão a figura do casamento do precioso Sangue com a Igreja; a Confirmação, que não é senão o vigor do precioso Sangue comunicado pelo
Espírito Santo;

A Extrema-Unção, que não é senão o Precioso Sangue dando ao óleo o poder de fortificar o moribundo; a Ordem, que não é senão o coração terrestre, o vaso que guarda o precioso sangue; a Eucaristia, que não é senão a ubiqüidade do Precioso Sangue, multiplicado em milhares de hóstias e milhares de cálices!

E que seria o mundo sem o sangue de Jesus Cristo?

O mundo seria insuportável, a vida sem esperança, as desgraças sem consolação.

Quaisquer que sejam as pretensões da ciência; qualquer que seja a presunção do espírito moderno; é o sangue de Jesus Cristo que detém suspensa sobre o mundo a cólera divina; que permite ainda a humanidade, no meio de tantos erros, calamidades e tristezas, algumas felicidades no seu exílio.

Vinde; vinde vós todos, espíritos modernos, inchados da vossa filantropia, que pretendeis dar aos homens testemunhos ainda não vistos de fraternidade, sempre prometida, nunca realizada pelas vossas ciências, pelas vossas filosofias, pelas vossas políticas; vinde ver, vinde aprender na Agonia do Jardim como se ama a humanidade.

E vós também, falsos profetas, Messias impostores do século XIX, XX e XXI, que prometeis aos povos novas religiões, e os quereis convencer de que eles devem esperar maiores e melhores provas de amor de Deus; vinde ver na Agonia do Jardim se o amor de Jesus Cristo pode ser excedido!

Vinde vós todos, também, espíritos modernos, que na tragédia, no drama, no romance, na música, na pintura ou escultura, tendes alimentado a ardente ambição de ver realizado na terra o ideal
do Amor;

Vinde – vinde vê-lO realizado na Agonia do Jardim! Tudo o que a imaginação pode conceber; tudo o que o coração pode desejar; tudo o que a alma humana pode sonhar – ei-lo realizado! Todas as ciências, todas as literaturas, todas as artes não podem traduzir um ideal igual.

A Agonia no Jardim é a última palavra do amor. É o sacrifício completo, não imposto por uma força exterior, pelas prevaricações da justiça, pela crueldade dos judeus, pela brutalidade dos carrascos, mas pela própria vontade da vítima. É a vitima sacrificada pelo gládio inflamado do Seu próprio amor.

Jesus Cristo tinha dito que o Seu sacrifício seria voluntário: voluntarie sacrificabo tibi. Pois bem; o que no Calvário, diz um padre, poderia parecer resultado de vontade exterior, no Jardim mostra-se como o resultado da própria vontade de Jesus Cristo.

Ali, nem tormentos, nem golpes, nem feridas. A traição de Judas, a injustiça de Pilatos, a crueldade dos carrascos não têm parte no sacrifício.

Nenhum delito desonra tão grande sacramento; nenhuma infâmia macula uma oferenda tão pura; nenhuma boca escarnece tão divina imolação. O amor é a Sua própria vitima, o Seu próprio altar, o Seu próprio pontífice.

E o sacrifício de Jesus Cristo é completo; porque Sua vontade é o instrumento que Lhe abre as veias, Sua santidade é o altar onde corre o sangue, e o amor é o pontífice que O oferece ao Pai! 

*   *   *

Fonte: retirado do livro “A Paixão” do Rev. Pe. Júlio Maria de Lombaerde.

Maria é a Rainha dos Mártires… Veja o porquê:

15, março, 2015 9 comentários

Maria Santíssima ao pé da Cruz

Se Maria Santíssima soube cantar, e com seu
cântico inspirado,

Encher de tons alegres as naves do templo imenso deste mundo, não foi porque lhe tivesse sido poupado o sofrimento.

Não; depois de Nosso Senhor Jesus Cristo, foi Ela que do sofrimento recebeu maior quinhão. De modo que a Igreja lhe chama em sua linguagem exata “Rainha dos Mártires”. E com quanta razão! – Quem ama quer dar provas de seu amor. E quanto maior for o amor, maior será a prova.

Por isso afirmou Nosso Senhor Jesus Cristo que não há maior caridade do que dar a vida por quem se ama… As almas mesquinhas não amam. Porque amar é dar uma parcela de si mesmo. Ou dar-se todo inteiro. E disso elas são incapazes.

As almas grandes, porém, amam. Porque sentem necessidade de se sacrificar. Dividem-se. Dão-se aos pedaços. E, sendo intenso o amor, é completo o holocausto.

É, assim, a história do martírio. A história de Cristo, o mártir divino. A história de Maria Santíssima, Rainha dos Mártires, cuja vida é um sacrifício perene, marcado pelos sete grandes sacrifícios que fizeram, por assim dizer, Maria ser martirizada sete vezes.

Oh! Quanto sofreu a alma gloriosa da Santíssima Virgem! Pequenina ainda, já uma espada lhe transpassa a alma, pela separação completa de seus queridos e santos pais.

Maiorzinha, pela separação do templo, onde tanta paz gozara. Muito jovem ainda é já aceita, pelo seu Fiat, todas as responsabilidades e todas as dores que os Livros Santos prometiam à Mãe do Messias.

E quanto sofre com a dúvida de seu santo esposo! E na viagem forçada para Belém, onde o desprezo e o pouco caso dos seus a provaram rudemente; e, depois, no abandono da gruta, na penúria em que vê nascer o seu divino Filho. No templo, é a linguagem cruel do velho Simeão, profetizando coisas tristes…

E vem a perseguição desumana de Herodes, que a leva para o exílio, onde vê ídolos e pecados. Depois, três dias à procura de seu Menino Deus, com que dor! E lá no remanso de Nazaré sofre também, e como!

E quando Ela fica só, depois da morte de São José e da despedida de seu Filho, que começava a peregrinação apostólica, ouve, é verdade, de seus milagres e de seus sucessos, mas ouve, também, do ódio e das ameaças que O acompanham.

E isso, até a grande realidade: o Filho traído, preso, maltratado, esbofeteado, cuspido, flagelado, julgado e condenado pelo povo…

…É o momento mais maravilhoso da Paixão

Ela deixa a sua solidão; e eis o encontro mais dramático entre uma mãe e seu filho que jamais se deu nesse mundo!

Depois, lá do alto do Calvário, é o que todos os grandes pintores procuraram, em vão, reproduzir: a sagração do amor heroico de uma Mãe que é Mártir duas vezes! E nasce assim o admirável “Stabat Mater” do Bem-aventurado Frei Jacopone.

Eis – medita o grande Bispo húngaro Proháskha – até onde a guiou, por alegrias e sofrimentos, o Divino Espírito Santo! Maria Santíssima – continua o mesmo santo Bispo – é o momento mais maravilhoso da Paixão”.

E como se não bastasse ter galgado, assim, ao ápice do martírio, segue-se a descida da cruz, a sepultura, após a qual, a soledade dolorosa…

São Boaventura, contemplando a alma da Virgem, se lamentava: “eis que as chagas espalhadas pelo corpo divino de Jesus, eu as vejo todas reunidas na vossa alma, ó Maria!”.

O mesmo dizia o grande judeu convertido Pe. Ratisbonne: “Toda a Paixão de Cristo se reproduziu na alma de Maria, como em um espelho.

Ó sofrimento! Eis o grande problema da vida humana. Mas que, para nós, cristãos, é problema resolvido. Amemo-lo, portanto. Soframos voluntariamente, para não nos assemelharmos aos brutos que sofrem forçados.

O sofrimento nos purifica e nos aproxima de Deus. “Quem entende o que é amor deve entender o que é sofrimento”, dizia Proháskha. Por isso, Santa Teresa exclamava: “Ou sofrer, ou morrer”.

E São João da Cruz: “Só um desejo eu tenho, Senhor: sofrer e ser desprezado por amor de Vós!”. E o Patriarca seráfico: “Quem me dera, ó Jesus, sofrer o que Vós sofrestes”. E nós?!

Rainha dos Mártires, Virgem dolorosíssima, alcançai-nos a graça de permanecer, sempre, convosco, ao pé da Cruz. Fazei que, inebriados pelo Sangue de Cristo, amemos o sofrimento e experimentemos, assim, toda a sua força purificadora e santificadora. Assim seja.

*   *   *

Fonte: retirado do livro “A Alma gloriosa de Maria” do Frei Henrique G. Trindade OFM.

Para a Quaresma: leia esta importantíssima reflexão sobre a Crucifixão de Nosso Senhor (Parte I)

6, março, 2015 4 comentários

Rev. Pe. Adolphe Tanquerey

Jesus chega enfim ao Calvário…

Completamente esgotado, e do alto desta colina contempla a cidade culpada que acaba de rejeitá-lo, como também, além de seus muros, o mundo inteiro pelo qual ele vai morrer.

Os soldados o despojam de suas vestes, renovando assim todas as dores da flagelação: suas feridas se reabrem e seu sangue corre, para expiar a nossa falta de modéstia e nossa sensualidade.

Será que pensas nisso, ó cristão impenitente, que te permite tão facilmente tantas liberdades pecaminosas? Não vês o que elas custaram a teu Salvador?

És tu, que por falta de pudor renovas as suas dores. E, para agradar aos demais, para satisfazer tua vaidade e tua sensualidade, não te envergonhas do que fazes!

Contempla Jesus, a santidade mesma, escuta suas censuras, detesta teus pecados e promete expiá-los, tornando-te de agora em diante mais modesto e mais puro.

De resto, isso não é senão prelúdio das torturas que ele irá suportar até o fim, para expiar
nossos pecados.

Pois eis a crucificação que começa com os seus horrores. Como mansa vítima, Jesus estende suas mãos e seus pés sobre a árvore da cruz: grossos cravos penetram em seus membros já tão sensíveis, sob os golpes repetidos do martelo que os faz penetrar à força através dos músculos, dos nervos, das veias.

Suplício terrível que, ao prolongar-se, agrava ainda mais as dores do crucificado, alargando as perfurações dos pés e das mãos!

E mais ainda no caso de Jesus, cuja cabeça, ainda coroada de espinhos, não podia apoiar-se sobre a cruz sem renovar tantas dores atrozes!

E no entanto o Salvador, longe de maldizer seus algozes, reza por sua conversão: “Meu Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem” (Lc 23, 34). Pois era o seu amor por nós que o pregava à cruz, muito mais do que os pregos cravados pelos soldados.

Assim, as dores mais agudas lhe vinham do ódio insaciável dos príncipes dos sacerdotes e dos membros do Sinédrio. Os criminosos geralmente recebem, em meio aos seus suplícios, algumas marcas de piedade e de respeito.

Não foi assim com Jesus: encarniçados em sua perda, seus inimigos passavam e repassavam diante de sua cruz, insultando a vítima: “Se ele é o filho de Deus, que desça agora da cruz, e nós creremos nele… Salvou os outros, e não pode salvar a si mesmo!… Ele confiou em Deus: que Deus o livre agora, se é que o ama, já que ele se diz Filho de Deus!” (Mt 27, 41-43).

Jesus teria podido descer da cruz para confundi-los. Mas seu amor por seu Pai, cuja vontade quer executar até o fim, e seu amor pelas almas que quer salvar a qualquer preço, o retêm na cruz; e ele repete em seu coração: “Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem!”.

Essa oração iria ter um primeiro resultado: os dois ladrões crucificados ao lado de Jesus tinham começado por fazer eco aos insultos, e tinham gritado do alto de suas cruzes: “Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós!”.

Mas logo um deles, profundamente emocionado pela mansa resignação do divino Crucificado e por suas tocantes orações, volta-se para ele e, com confiança, dirige-lhe este pedido: “Senhor, lembra-te de mim quando estiveres em teu reino”. 

E o Salvador, embora não pudesse fazer um único movimento sem aumentar seus sofrimentos, volta-se por sua vez para o bom ladrão e responde-lhe: “Em verdade te digo, hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23, 42 – 43).

Palavra tocante, que bem nos mostra o quanto Jesus está sempre pronto a perdoar os pecadores arrependidos, desde que tenham confiança nele e desejem sinceramente reparar suas faltas!

A Mãe de todos os cristãos

Entretanto, a natureza quis chorar a agonia e a morte de seu autor. Em pleno dia (era cerca de meio dia), uma névoa sombria se eleva do solo e envolve a cruz como um véu fúnebre.

O medo se apodera da multidão e a afugenta: logo já não há mais ninguém ao pé da cruz. É então que um pequeno grupo de amigos pode se aproximar: Maria, a mãe de Jesus, sua irmã, a esposa de Cléofas, Madalena, a pecadora, e João, o discípulo amado.

Com que amor o Salvador abaixa o olhar sobre esses amigos que lhe vêm dizer um último adeus, e sobretudo sobre sua mãe, cujo coração amoroso está transpassado pela espada de dor predita por Simeão!

Não querendo deixá-la sozinha no mundo, ele a confia ao discípulo amado, dizendo: “Eis o teu filho!” E a João: “Eis a tua mãe!” Desde esse momento, o discípulo recebeu Maria em sua casa, e a considerou como sua mãe (Jo 19, 26 – 27).

Mas João representa aqui, todos os discípulos do Salvador, todos os cristãos
do futuro.

Eles também gostarão de ter Maria como Mãe , e de compadecer-se de suas dores e consolá-la por sua afeição filial, sofrendo com ela e por suas intenções.

(Continua…)

*   *   *

Fonte: retirado do livro “A Divinização do Sofrimento” do Rev. Pe. Adolphe Tanquerey.

Na cruz não falta nenhum exemplo de virtude!

12, novembro, 2014 2 comentários

São Tomás de Aquino - Botticelli

Das Conferências de Santo Tomás de Aquino 
(Colatio 6 super Credo in Deum – século XIII) 

Que necessidade havia para que o Filho de Deus sofresse por nós?

Uma necessidade grande e, por assim dizer, dupla: para ser remédio contra o pecado e para exemplo do que devemos praticar.

Foi em primeiro lugar um remédio, porque na paixão de Cristo encontramos remédio contra todos os males que nos sobrevêm por causa dos nossos pecados.

Mas não é menor a utilidade em relação ao exemplo. Na verdade, a paixão de Cristo é suficiente para orientar nossa vida inteira. Quem quiser viver na perfeição, nada mais tema fazer do que desprezar aquilo que Cristo desprezou na cruz e desejar o que ele desejou.

Na cruz, pois, não falta nenhum exemplo de virtude.

Se procuras um exemplo de caridade: Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos (Jo 15,13). Assim fez Cristo na cruz.

E se ele deu sua vida por nós, não devemos considerar penoso qualquer mal que tenhamos de sofrer por causa dele.

Se procuras um exemplo de paciência, encontras na cruz o mais excelente! Podemos reconhecer uma grande paciência em duas circunstâncias: quando alguém suporta com serenidade grandes sofrimentos, ou quando pode evitar os sofrimentos e não os evita.

Ora, Cristo suportou na cruz grandes sofrimentos, e com grande serenidade, porque atormentado, não ameaçava (1Pd 2,23); foi levado como ovelha ao matadouro e não abriu a boca (cf. Is 53,7; At 8,32).

É grande, portanto, a paciência de Cristo na cruz. Corramos com paciência ao combate que nos é proposto, com os olhos fixos em Jesus, que em nós começa e completa a obra da fé. Em vista da alegria que lhe foi proposta, suportou a cruz, não se importando com a infâmia (cf. Hb 12,1-2).

Se procuras um exemplo de humildade, contempla o crucificado: Deus quis ser julgado sob Pôncio Pilatos e morrer.

Se procuras um exemplo de obediência, segue aquele que se fez obediente ao Pai até à morte: Como pela desobediência de um só homem, isto é, de Adão, a humanidade toda foi estabelecida numa condição de pecado, assim também pela obediência de um só, toda a humanidade passará para uma situação de justiça (Rm 5,19).

Se procuras um exemplo de desprezo pelas coisas da terra, segue aquele que é Rei dos reis e Senhor dos senhores, no qual estão encerrados todos os tesouros da sabedoria e da ciência (Cl 2,3), e que na cruz está despojado de suas vestes, escarnecido, cuspido, espancado, coroado de espinhos e, por fim, tendo vinagre e fel como bebida para matar a sede.

Não te preocupes com as vestes e riquezas, porque repartiram entre si as minhas vestes (Jo 19,24); nem com honras, porque fui ultrajado e flagelado; nem com a dignidade, porque tecendo uma coroa de espinhos, puseram-na em minha cabeça (cf. Mc 15,17); nem com os prazeres, porque em minha sede ofereceram-me vinagre (Sl 68,22).

Fonte: defensoresdasagradacruz.blogspot

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