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O que devemos refletir na Sexta-Feira Santa, dia da Morte de Cristo? Santo Afonso Ligório nos diz

19, abril, 2019 3 comentários
Nosso Senhor Jesus Cristo sendo Crucificado.

Nosso Senhor Jesus Cristo sendo Crucificado.


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Pilatos, com medo de perder as boas graças de César, depois de ter declarado tantas vezes a inocência de Jesus, condenou-o finalmente a morrer crucificado.

“Ó meu inocentíssimo Salvador, que delito cometestes para serdes condenado à morte?” pergunta S. Bernardo, e responde:
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“O vosso pecado é o vosso amor.
O vosso pecado é o grande amor que nos tendes, é ele que mais do que Pilatos vos condena à morte.”

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Lê-se a iníqua sentença. Jesus a escuta e todo resignado a aceita, submetendo-se à vontade do eterno Padre, que o quer ver morto na cruz por nossos pecados:
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“Humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte de cruz” (Fl 2,8).

Ah, meu Jesus, vós aceitastes inteiramente inocente a morte por meu amor; eu, pecador, por vosso amor, aceito a morte quando e como vos aprouver.

Lida a sentença, precipitam-se com fúria sobre o inocente cordeiro, impõem-lhe novamente suas vestes e apresentam-lhe a cruz feita com duas toscas traves.

Jesus não espera que lha imponham, Ele mesmo a abraça, beija-a e coloca-a sobre Seus feridos ombros, dizendo:

“Vem, minha querida cruz, há trinta anos que eu te busco; quero morrer por ti por amor de minhas ovelhas”.

Ah, meu Jesus, que podíeis fazer ainda para obrigar-me a vos amar? Se um criado meu se tivesse oferecido unicamente a morrer por mim, teria conquistado todo o meu amor.

Como, pois, pude eu viver tanto tempo sem vos amar, sabendo que vós, meu sumo e único senhor, morrestes por mim?

Eu vos amo, ó sumo bem, e, porque vos amo, arrependo-me de vos ter ofendido.

Contempla o Salvador que vai morrer por ti

Nosso Senhor após ser flagelado.

 

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Os condenados deixam o tribunal e se dirigem para o lugar do suplício: entre eles se acha também o rei do céu com a cruz às costas:

“E carregando sua cruz se encaminhou para o lugar que se chama Calvário (Jo 19,17).

Saí também vós do paraíso, ó serafins, e vinde acompanhar o vosso Senhor que sobre o Calvário para ser crucificado.

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Ó espetáculo! Um Deus que vai ser crucificado pelos homens! Minha alma,contempla o teu Salvador que vai morrer por ti.

Vê como está com a cabeça curvada, com os olhos trêmulos, todo coberto de feridas, escorrendo sangue com aquele feixe de espinhos na cabeça e aquele pesado madeiro sobre os ombros.

Ó Deus, com que dificuldade caminha ele, parecendo que vai expirar a cada passo que dá. Ó Cordeiro de Deus, aonde ides? Vou morrer por ti.

Quando me vires morto, recorda-te do amor que te mostrei e ama-me.

Ah, meu Redentor, como pude viver até agora esquecido do vosso amor?

Ó pecados meus, vós haveis amargurado o coração de meu Senhor, esse coração que tanto me amou.

Ó meu Jesus, arrependo-me da injustiça que vos fiz, agradeço-vos a paciência que tendes tido comigo e vos amo: amo-vos com toda a minha alma e só a vós eu quero amar.

Recordai-me sempre do amor que me consagrastes, para que eu nunca mais deixe de vos amar. 

“…tome a sua cruz todos os dias, e siga-me”. Jesus Cristo sobe o Calvário e nos convida a segui-lo.

Sim, meu Senhor, vós, inocente, ides adiante com a vossa cruz; pois bem, caminhai, que eu não vos abandonarei.

Enviai-me a cruz que quiserdes, que eu a abraço e com ela quero acompanhar-vos até à morte.

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Quero morrer juntamente convosco, como vós morrestes por mim.

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Vós me mandais que eu vos ame e eu nada mais desejo senão amar-vos.

Meu Jesus, vós sois e sempre haveis de ser meu único amor. Ajudai-me a vos permanecer fiel. Maria, minha esperança, rogai a Deus por mim. 

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Retirado do Livro: “Reflexões sobre a Paixão de Jesus Cristo, expostas às almas devotas” de Santo Afonso de Ligório..


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Reflexão sobre a Sagrada Escritura: O pecado original e a redenção.

10, junho, 2017 Sem comentários
Sagrada Escritura

Sagrada Escritura

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Outro ponto essencial da doutrina católica deturpado pelos mestres do novo cristianismo é o pecado original.


Uma noção falsa sobre esse dogma de nossa Fé falseia o conceito de Redenção;

Verdade igualmente fundamental em toda a economia da salvação misericordiosamente estabelecida por Deus Nosso Senhor.

Por isso, vamos aqui recordar o que todos sabeis, caríssimos filhos.


O pecado original é o pecado com que todos fomos concebidos;


Com exceção da Virgem Maria, dele isenta pelo especial privilégio da Conceição Imaculada;

E de Nosso Senhor Jesus Cristo, cuja concepção virginal o punha fora de lei do pecado, pecado aliás que vinha Ele destruir no mundo.

O pecado original consiste na ausência da graça santificante, ausência que nos faz inimigos de Deus, incapazes de entrar no Céu.


Nós nascemos com esse pecado porque pertencemos à família de Adão, à progênie do primeiro homem.


Adão foi criado por Deus com a graça divina e ainda adornado de outros dons também gratuitos;

Que  tornavam sua natureza de uma excelência superior à que de direito lhe seria devida.

Essa graça santificante e esses dons preternaturais, Adão, segundo os desígnios de Deus, os transmitiria à posteridade, se obedecesse a um  mandato divino.

Mas, ele desobedeceu, e como castigo desse pecado perdeu a graça santificante e os demais dons que enalteciam sua natureza.


Tornou-se inimigo de Deus, incapaz de entrar na vida eterna do Paraíso;


E essa situação do primeiro chefe da família humana tornou-se a situação de toda a sua família;

De toda a sua progênie, excetuadas as duas Pessoas que acima lembramos.

Deus, no entanto, na sua infinita bondade, não quis que essa situação permanecesse irreparável.

Enviou um Redentor, capaz de dar-Lhe uma reparação condigna, mesmo acima do que exigiria a justiça.


Esse Redentor é Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, por obra do Espírito Santo, e nascido da Virgem Maria.


Foi Ele, nosso Salvador, que com sua ignominiosa morte de Cruz;

Na qual consumou a obediência ao Pai Celeste, reparando a desobediência do primeiro homem;

Nos remiu, nos resgatou do cativeiro do demônio, nos restituiu a graça santificante;


Tornou-nos novamente capazes da amizade divina, da vida eterna do Paraíso no seio de Deus.


Tudo isso se encontra sintetizado na frase de São Paulo aos romanos:

“Como pelo pecado de um só a condenação se estendeu a todos os homens;

Assim também por um só ato de justiça recebem todos os homens a justificação que dá a vida.

Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores;

Assim pela obediência de um só todos se tornarão justos” (Rom. 5, 18-19).


E para que não houvesse dúvida sobre o sentido das palavras de São Paulo, e sobre a verdade revelada;


O Concílio Tridentino explanou, contra os erros dos protestantes, em um Decreto de sua Sessão V, toda a doutrina católica sobre o pecado original.


Esse decreto consta de uma introdução, cinco cânones e uma consideração final sobre a condição especial de Maria Santíssima nesta matéria.

Nos cânones, o Sacrossanto Concílio ensina que Adão, primeiro homem, pessoal e livremente transgrediu um preceito divino;

E com essa transgressão perdeu a santidade e a justiça em que tinha sido constituído;


E incorreu na ira e indignação de Deus, ficando sujeito à morte e ao cativeiro de demônio (cânon 1);


Que a prevaricação de Adão prejudicou não só a ele, mas a toda a sua descendência;

A qual, por isso mesmo, perdeu a santidade e a justiça recebidas de Deus no seu progenitor;


E mais ainda, que Adão transmite à sua posteridade não somente a morte mas o mesmo pecado que é a morte da alma (cânon 2).


O cânon 3 declara que o pecado original se transmite pela geração e não por imitação, como queriam os protestantes;

E que se apaga não por forças naturais, mas pelos merecimentos de Jesus Cristo que a Igreja aplica;


Quer às crianças como aos adultos, no Sacramento do Batismo;


Os cânones 4 e 5 afirmam que as crianças recém-nascidas devem ser batizadas para que nelas se apague o reato do pecado original;


Porquanto o Batismo apaga a própria culpa e não apenas a risca ou faz com que não seja imputada ao fiel.


Como vedes, caríssimos filhos, é a mesma doutrina que aprendestes nos vossos primeiros anos de infância, ou nas aulas de catecismo ou dos lábios de vossas mães.


Também compreendeis que se trata de ponto essencial.


É o dogma do pecado original que nos faz como que sentir as profundezas do amor com que Deus Nosso Senhor nos amou.

Ele que dá a compreensão do que dizemos com inefável esperança na Santa Missa:


“Deus qui humanam substantiam mirabiliter condidisti et mirabilius reformastis”.


Pois realmente, se há um ato maravilhoso da onipotência divina ao criar os seres do nada;

De longe o supera em maravilha a caridade com a qual Deus vem ao homem pecador para transformá-lo de inimigo em filho adotivo;

Em membro de sua família, conviva de sua mesa!


Destruí o dogma do pecado original, e esvaziareis as alegrias com que a Igreja canta o “Exsultet” na vigília da Ressurreição.


Tudo isso, amados filhos, é verdade, e antigo como a Igreja, e não precisamos gastar tempo para vos convencer.

Não obstante, os mestres do novo cristianismo tentam anular a base de todas essas consolações com seu conceito novo do pecado original.

Para eles, o pecado original não é a desobediência voluntária de Adão, que acarretou para cada um dos seus descendentes a ausência da graça e o estado de pecado.

O trecho de São Paulo aos romanos seria um  “gênero literário”, ou seja, uma maneira de expressar um pensamento diverso daquele que as palavras literalmente exprimem.


O pecado original que nos contamina não seria o pecado de Adão, primeiro homem;
Mas o pecado do homem em geral, o pecado do mundo, o pecado da humanidade tomada como um todo!


Cremos que não é preciso insistir mais para se ver como tal doutrina interpreta arbitrariamente a Sagrada Escritura;

Não faz o menor caso do Magistério infalível;

Anula o caráter moral que há na Redenção;

E prepara uma concepção gnóstica do Cristianismo.

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Fonte: fratresinunum.com

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Nosso Senhor já morreu na Cruz – quais são as considerações para o Sábado de Aleluia?

15, abril, 2017 Sem comentários
Nosso Senhor Crucificado

Nosso Senhor Crucificado

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Da crucifixão e morte de Jesus.

Eis aí o Calvário, feito teatro do amor divino, onde um Deus morre por nós num mar de dores.

Tendo Jesus aí chegado, arrancam-lhe do corpo, com violência, as vestes pegadas às suas carnes dilaceradas e o lançam sobre a cruz.

O Cordeiro divino se estende sobre esse leito de morte;

Apresenta suas mãos aos carrascos e oferece ao eterno Pai o sacrifício de sua vida pela salvação dos homens. Eles o pregam e alçam-no na cruz.


Contempla, minha alma, o teu Senhor suspenso por aqueles três duros cravos e pendente daquele madeiro no qual não encontra sossego nem repouso.


Ora se apoia sobre as mãos, ora sobre os pés, mas redobra a dor na parte em que se apoia.

Ah, meu Jesus, como é amarga a morte a que vos sujeitais!

Eu vejo escrito sobre a cruz: Jesus Nazareno, rei dos judeus.

Afora esse título de escárnio, que sinal existe de vossa realeza?

Ah, esse trono de dores, essas mãos encravadas, essa cabeça traspassada, essas carnes dilaceradas, bem proclamam rei de amor.

Chego-me enternecido para beijar esses pés chagados.

Abraço essa cruz, na qual como vítima de amor quisestes morrer sacrificado por mim.


Ah, meu Jesus, que seria de mim, se não tivésseis satisfeito por mim a justiça divina? Agradeço-vos e amo-vos.


Muitos poucos o amarão…


Estando alçado na cruz, Jesus não encontra quem o console.

Dos que o circundam, uns blasfemam e outros escarnecem dizendo: “Se és o Filho de Deus, desce da cruz”.

“Salvou a outros e não pode salvar a si mesmo”(Mt 27,40-42).


Nem sequer aqueles mesmos que são seus companheiros de suplício lhe demonstram compaixão, unindo-se um deles aos demais para imprecá-lo:

“É um dos ladrões que estavam suspensos blasfemava-o” (Lc 23,39).


Maria estava, é verdade, aos pés da cruz, assistindo com amor o Filho agonizante:

A vista, porém, dessa mãe dolorosa ainda mais afligia a Jesus, vendo a pena que ela sofria por seu amor.

Assim o Redentor, não encontrando conforto aqui na terra, se volta para o eterno Pai no céu.

O Pai, porém, vendo-o coberto com todos os pecados dos homens, pelos quais devia satisfazer, disse-lhe:

Não, Filho, eu não posso consolar-te: é preciso que até eu te abandone aos sofrimentos e te deixe morrer sem alívio.

Foi então que Jesus exclamou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”(Mt 27,46).


Ah, meu Jesus, como vos vejo cheio de dores e tristezas.

Oh! tendes razão, pensando que tanto sofrestes para ser amado pelos homens e que mui poucos vos amarão.


Ó belas chamas de amor, vós que consumistes a vida de um Deus;

Consumi também em mim todos os afetos terrenos e fazei que eu arda somente por esse Senhor que quis sacrificar sua vida por meu amor sobre um patíbulo infame.

Mas vós, ó Senhor, como pudestes morrer por mim, prevendo as injúrias que eu vos faria?

Vingai-vos agora de mim, mas vingai-vos de maneira que me seja proveitosa:


Concedei-me uma tão grande dor, que me faça sempre chorar os desgostos que vos dei.


Vinde, flagelos, espinhos, cravos e cruz, que tanto atormentastes o meu Senhor, vinde ferir-me o coração e recordai-me sempre o amor que ele me consagrou.

Salvai-me, ó meu Jesus, salvai-me, concedendo-me a graça de vos amar, pois em amar-vos consiste a minha salvação.


“Meu Deus, a que estado vos reduziu o amor para comigo”


O Redentor, prestes a expirar, diz ainda com voz moribunda: “Tudo está consumado” (Jo 19,30);

Como se dissesse: Ó homens, tudo está acabado, realizada está a vossa redenção.


Amai-me, pois, desde que não posso fazer mais coisa alguma para conquistar o vosso amor.


Minha alma, olha para teu Jesus agonizante:

Contempla aqueles olhos obscurecidos, a face pálida, o coração que bate ainda, mas vagarosamente, o corpo que já se abandona à morte;

Contempla aquela bela alma que já está para abandonar seu sagrado corpo.

O céu se obscurece, a terra treme, abrem-se os sepulcros, testemunhando a morte do fator
do mundo.

Jesus, afinal, tendo recomendado a seu Pai a sua bendita alma, expira pela violência das dores e entrega o espírito nas mãos de seu Pai bendito;

Depois de ter dado do coração aflito um grande suspiro e inclinado a cabeça em sinal da oferta que renovava nesse momento de sua vida por nossa salvação.

Aproxima-te, minha alma, daquela cruz.

Abraça os pés de teu Senhor morto e pensa que ele morreu pelo amor que te consagrou.

Ah, meu Deus, a que estado vos reduziu o amor para comigo.


E quem mais do que eu gozou dos frutos de vossa morte?
Fazei-me compreender quão grande foi o amor de um Deus ter morrido por mim, para que de hoje em diante eu não ame a ninguém mais fora de vós.


Eu vos amo, ó sumo bem, ó verdadeiro amante de minha alma: eu a entrego nas vossas mãos.

Pelos merecimentos de vossa morte, fazei que eu morra a todos os amores terrenos, para que eu ame exclusivamente a vós, que unicamente mereceis todo o amor.

Maria, minha esperança, rogai a Jesus por mim.

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Fonte: “Reflexões sobre a Paixão de Jesus Cristo, expostas às almas devotas” de S. Afonso de Ligório.

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