Voltar à página inicial

Minha Oferta ao Sagrado Coração de Jesus

Facebook Youtube Instagram

Arquivo

Textos com Etiquetas ‘Sábado de Aleluia’

Nosso Senhor já morreu na Cruz! Qual reflexão devemos fazer no Sábado de Aleluia? Veja aqui.

31, março, 2018 Sem comentários
Nosso Senhor sendo depositado no sepulcro.

Nosso Senhor sendo depositado no sepulcro.


.
“Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição (Circ 73).

.
N
o dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos.

É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.

A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade.

É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado.

Depois de seu último grito da cruz “por que me abandonaste?”, agora ele cala no sepulcro. Descansa: “consummantum est”, “tudo está consumado”.

.
Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O assombro é eloquente. “Fulget crucis mysterium”, “resplandece o mistério da Cruz”.

.
O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: “nós o experimentávamos… “, diziam os discípulos de Emaús.

É um dia de meditação e silêncio. Algo parecido à cena que nos descreve o livro de Jó, quando os amigos que foram visitá-lo, ao ver o seu estado, ficaram mudos, atônitos frente à sua imensa dor:

“Sentaram-se no chão ao lado dele, sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento” (Jó. 2, 13).

Ou seja, não é um dia vazio em que “não acontece nada”. Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta:

.
Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa.

.
Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal.

.
Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade.

.
São três aspectos-não tanto momentos cronológicos- de um mesmo e único mistério, o mesmo da Páscoa de Jesus: morto, sepultado, ressuscitado:

“…se despojou de sua posição e tomou a condição de escravo…se rebaixou até se submeter inclusive à morte, quer dizer, conhecesse o estado de morte;

O estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que Ele expirou na cruz e o momento em que ressuscitou.

.
Este estado de Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida à mansão dos mortos.

.
É o mistério do Sábado Santo em que Cristo depositado na tumba manifesta o grande repouso sabático de Deus depois de realizar a salvação dos homens, que estabelece na paz o universo inteiro”.

.
.
Fonte: bit.ly/1R1CAnY

.
.
.
*  *  *

.
botao-oferta-aascj

Nosso Senhor já morreu na Cruz – quais são as considerações para o Sábado de Aleluia?

15, abril, 2017 Sem comentários
Nosso Senhor Crucificado

Nosso Senhor Crucificado

.
Da crucifixão e morte de Jesus.

Eis aí o Calvário, feito teatro do amor divino, onde um Deus morre por nós num mar de dores.

Tendo Jesus aí chegado, arrancam-lhe do corpo, com violência, as vestes pegadas às suas carnes dilaceradas e o lançam sobre a cruz.

O Cordeiro divino se estende sobre esse leito de morte;

Apresenta suas mãos aos carrascos e oferece ao eterno Pai o sacrifício de sua vida pela salvação dos homens. Eles o pregam e alçam-no na cruz.


Contempla, minha alma, o teu Senhor suspenso por aqueles três duros cravos e pendente daquele madeiro no qual não encontra sossego nem repouso.


Ora se apoia sobre as mãos, ora sobre os pés, mas redobra a dor na parte em que se apoia.

Ah, meu Jesus, como é amarga a morte a que vos sujeitais!

Eu vejo escrito sobre a cruz: Jesus Nazareno, rei dos judeus.

Afora esse título de escárnio, que sinal existe de vossa realeza?

Ah, esse trono de dores, essas mãos encravadas, essa cabeça traspassada, essas carnes dilaceradas, bem proclamam rei de amor.

Chego-me enternecido para beijar esses pés chagados.

Abraço essa cruz, na qual como vítima de amor quisestes morrer sacrificado por mim.


Ah, meu Jesus, que seria de mim, se não tivésseis satisfeito por mim a justiça divina? Agradeço-vos e amo-vos.


Muitos poucos o amarão…


Estando alçado na cruz, Jesus não encontra quem o console.

Dos que o circundam, uns blasfemam e outros escarnecem dizendo: “Se és o Filho de Deus, desce da cruz”.

“Salvou a outros e não pode salvar a si mesmo”(Mt 27,40-42).


Nem sequer aqueles mesmos que são seus companheiros de suplício lhe demonstram compaixão, unindo-se um deles aos demais para imprecá-lo:

“É um dos ladrões que estavam suspensos blasfemava-o” (Lc 23,39).


Maria estava, é verdade, aos pés da cruz, assistindo com amor o Filho agonizante:

A vista, porém, dessa mãe dolorosa ainda mais afligia a Jesus, vendo a pena que ela sofria por seu amor.

Assim o Redentor, não encontrando conforto aqui na terra, se volta para o eterno Pai no céu.

O Pai, porém, vendo-o coberto com todos os pecados dos homens, pelos quais devia satisfazer, disse-lhe:

Não, Filho, eu não posso consolar-te: é preciso que até eu te abandone aos sofrimentos e te deixe morrer sem alívio.

Foi então que Jesus exclamou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”(Mt 27,46).


Ah, meu Jesus, como vos vejo cheio de dores e tristezas.

Oh! tendes razão, pensando que tanto sofrestes para ser amado pelos homens e que mui poucos vos amarão.


Ó belas chamas de amor, vós que consumistes a vida de um Deus;

Consumi também em mim todos os afetos terrenos e fazei que eu arda somente por esse Senhor que quis sacrificar sua vida por meu amor sobre um patíbulo infame.

Mas vós, ó Senhor, como pudestes morrer por mim, prevendo as injúrias que eu vos faria?

Vingai-vos agora de mim, mas vingai-vos de maneira que me seja proveitosa:


Concedei-me uma tão grande dor, que me faça sempre chorar os desgostos que vos dei.


Vinde, flagelos, espinhos, cravos e cruz, que tanto atormentastes o meu Senhor, vinde ferir-me o coração e recordai-me sempre o amor que ele me consagrou.

Salvai-me, ó meu Jesus, salvai-me, concedendo-me a graça de vos amar, pois em amar-vos consiste a minha salvação.


“Meu Deus, a que estado vos reduziu o amor para comigo”


O Redentor, prestes a expirar, diz ainda com voz moribunda: “Tudo está consumado” (Jo 19,30);

Como se dissesse: Ó homens, tudo está acabado, realizada está a vossa redenção.


Amai-me, pois, desde que não posso fazer mais coisa alguma para conquistar o vosso amor.


Minha alma, olha para teu Jesus agonizante:

Contempla aqueles olhos obscurecidos, a face pálida, o coração que bate ainda, mas vagarosamente, o corpo que já se abandona à morte;

Contempla aquela bela alma que já está para abandonar seu sagrado corpo.

O céu se obscurece, a terra treme, abrem-se os sepulcros, testemunhando a morte do fator
do mundo.

Jesus, afinal, tendo recomendado a seu Pai a sua bendita alma, expira pela violência das dores e entrega o espírito nas mãos de seu Pai bendito;

Depois de ter dado do coração aflito um grande suspiro e inclinado a cabeça em sinal da oferta que renovava nesse momento de sua vida por nossa salvação.

Aproxima-te, minha alma, daquela cruz.

Abraça os pés de teu Senhor morto e pensa que ele morreu pelo amor que te consagrou.

Ah, meu Deus, a que estado vos reduziu o amor para comigo.


E quem mais do que eu gozou dos frutos de vossa morte?
Fazei-me compreender quão grande foi o amor de um Deus ter morrido por mim, para que de hoje em diante eu não ame a ninguém mais fora de vós.


Eu vos amo, ó sumo bem, ó verdadeiro amante de minha alma: eu a entrego nas vossas mãos.

Pelos merecimentos de vossa morte, fazei que eu morra a todos os amores terrenos, para que eu ame exclusivamente a vós, que unicamente mereceis todo o amor.

Maria, minha esperança, rogai a Jesus por mim.

.
Fonte: “Reflexões sobre a Paixão de Jesus Cristo, expostas às almas devotas” de S. Afonso de Ligório.

.
.

*   *   *

.

Inscreva todos os seus pedidos direto no livro de Missas.

Clique na imagem abaixo e veja como é fácil, você poderá pedir por todas as graças e bênçãos que precisar.

.
.
botao_05.
.

GRÁTIS.
Coloque seu e-mail abaixo e receba orações, conselhos católicos e Mensagens de fé

Pesquisar no site

Veja o que acabamos de publicar

  • Como ser um bom católico – Dica 15: Quando toda consolação desaparece – Parte 3 Leia Mais +
  • Hoje é dia de Santa Luzia: Reze esta oração para a Protetora dos Olhos Leia Mais +
Topo ↑

Inclua agora seu nome na Missa de Súplicas ao Coração de Jesus.
Ligue grátis de qualquer lugar do Brasil:

0800 774 7557

Política de Privacidade