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O que é o Santíssimo Sacramento?

21, abril, 2017 Sem comentários
Custódia expondo o Santíssimo para Adoração pública.

Custódia expondo o Santíssimo para Adoração pública.

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Nas discussões religiosas, mais do que nas outras, é indispensável entender bem e, por consequência, saber bem claramente o que se fala.


Como vamos falar do Santíssimo Sacramento, para estabelecer claramente a realidade da presença de Nosso Senhor na Eucaristia;

Comecemos por expor algumas palavras o que ensina a Igreja Católica sobre este grande mistério.

Antes de tudo, devemos evitar mal-entendidos.

A fé nos mostra que Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem;

Querendo habitar em meio à sua Igreja até o fim do mundo e provar constantemente a fé de seus fieis;

Instituiu o sacramento da Eucaristia, na Quinta-feira Santa, no Cenáculo, na cidade de Jerusalém, algumas horas antes de começar sua dolorosa Paixão.

Ele tomou o pão ázimo (isto é, sem fermento), abençoou-o e, por sua onipotência, transformou-o na própria substância de seu corpo;

Depois tomou um cálice, que encheu de vinho, abençoou-o e consagrou-o na substância do Seu Sangue divino;


De tal maneira que os apóstolos, ao receber o que Jesus lhes apresentou, receberam não pão e vinho;

Mas o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, o próprio Jesus Cristo, oculto sob as aparências do pão e do vinho.


A fé nos mostra que na hóstia consagrada o Corpo do Salvador é vivo, todo inteiro, unido ao Seu Sangue, à sua alma e à Sua divindade;

O mesmo se dá em cada partícula da Santa Hóstia:

Jesus Cristo está realmente, substancialmente e corporalmente presente, como na Hóstia inteira.

Quando o sacerdote toma a Hóstia, ele não parte o Corpo do Senhor;

Mas somente o sinal sensível, a aparência do pão, que vela este Corpo divino e que o torna presente no altar.

No cálice, Jesus Cristo está igualmente presente todo inteiro.

Seu Sangue adorável está aqui, cheio de vida, unido ao Seu Corpo, à Sua alma e à Sua divindade.


Jesus Cristo está presente em cada gota de vinho consagrado, como em cada partícula da Santa Hóstia.


A Eucaristia é, pois, um Sacramento (isto é, um sinal exterior);

Que contém realmente e substancialmente Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus feito homem sob as espécies do Pão e do Vinho.

O Sacramento da Eucaristia torna presente no meio de nós, ainda que velado a nosso olhar;

Nosso Divino Salvador, como seu Corpo, seu Sangue, sua alma e sua divindade.


Como é o mais augusto, o mais santo de todos os sacramentos, é chamado o Santíssimo Sacramento, o Sacramento por excelência.


Graça por excelência


Dá-se a ele também o nome de Eucaristia; esta palavra vem do grego e significa a graça por excelência.

O Santíssimo Sacramento é, pois, o bom Deus; é Jesus Cristo que está aqui, corporalmente presente em meio aos cristãos.

Como outrora em Belém, em Nazaré, em Jerusalém, o Filho eterno de Deus, estava por sua humanidade, realmente presente no meio dos homens;

Assim, pelo Santíssimo Sacramento, Ele continua a habitar realmente no meio de Deus.


Não o vemos, mas Ele está igualmente presente, como um homem está realmente presente numa habitação;

Mesmo estando escondido atrás de uma cortina.


O véu que na Eucaristia, nos oculta Jesus Cristo são as espécies sacramentais, isto é, as aparências do pão e do vinho.

Em Jerusalém, o véu que ocultava aos judeus a divindade do Salvador era a sua humanidade.


Os judeus deviam crer na divindade, que eles não viam, e que, no entanto, estava realmente presente:

Nós devemos crer igualmente naquilo que não vemos, isto é;

Na divindade e na humanidade de Jesus Cristo, ambas presentes sob o véu da Hóstia consagrada.


A Igreja nos ensina ainda que os sacerdotes, e somente eles, recebem de Deus, por meio do Sacramento da Ordem, o poder de consagrar;

Isto é, de mudar o pão e o vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo.

Eles o Fazem em uma cerimônia religiosa augustíssima que se chama Santa Missa;

À qual todos os cristãos estão obrigados a assistir ao menos todos os domingos e em certas festas, sob pena de pecado mortal.

No meio da Missa, no momento solene que se chama consagração ou elevação;

O sacerdote, como outrora Jesus Cristo no Cenáculo, transforma o pão e o vinho no Corpo e o Sangue no Filho de Deus.

Esta mudança milagrosa se chama transubstanciação, isto é;

Transformação da substância do pão e do vinho na substância do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor.


O sacerdote e os cristãos que estão preparados comungam, isto é, recebem o próprio Cristo, a fim de permanecer mais fieis e de ama-lo mais.


Após a Santa Missa, o Santíssimo Sacramento é respeitosamente conservado sob a espécie do pão e guardado no sacrário no meio do altar.

É assim em nossas Igrejas, mesmo em meio aos mais pobres vilarejos, nosso grande Deus habita noite e dia no meio de nós.

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Fonte: “A Presença Real e os Milagres Eucarísticos” – Mons. de Ségur

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“Espero alcançar o perdão de minhas culpas, por vossa infinita misericórdia.” A importância da Confissão. Veja!

24, março, 2017 Sem comentários
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São Pio atendendo Confissão

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Em seu entusiasmo por todas as manifestações de perfeição da Igreja Católica;


D
o dogma até o formato de uma pia de água benta;

Da forma da mitra episcopal até as diferentes tonalidades do toque dos sinos;

Plínio Corrêa de Oliveira discorria com frequência sobre o esplendor do espírito católico manifestado no Sacramento da Confissão.

Sua alma inteiramente contrarrevolucionária se voltava antes de tudo a expurgar o Mal e;

Em seguida, à contemplação do Bem:


“Expurgado o mal, o bem retorna naturalmente: combatida a doença, o organismo viceja”.


Assim se referia ele ao mau espírito protestante, que não quer ver a bondade materna da Santa Igreja, refletida no Sacramento da Penitência ou da Confissão.

Sem dúvida é bom — indispensável mesmo — ir aos manuais de Apologética aprender a sã doutrina a fim de desfazer os argumentos protestantes contra esse Sacramento.

Mas Dr. Plínio transmitia seu entusiasmo discorrendo não apenas sobre os princípios da fé atinentes à Confissão;

Mas principalmente como o fiel guiado pelo espírito de Fé considera esse Sacramento.


Muitos têm fé.

Nem todos têm espírito de fé.


Este espírito é uma excelência da virtude da fé que interpreta os fatos da vida corrente e o acontecer quotidiano à luz dos princípios da fé.

Em razão do espírito de fé, o fiel desejoso de recolhimento estranha os batuques e o violão tocados em certas Missas;

Pois o impedem de elevar seu pensamento à quietude celeste.


Difícil para ele, por exemplo, concentrar-se na moderna catedral de Brasília, pois sua arquitetura não tem sacralidade.


Poucos comentaristas sacros ressaltam este ponto, entretanto indispensável ao homem de hoje para adquirir o sentimento das perfeições da Igreja e assim amá-la.

Um recinto do Tribunal de Deus

No caso da confissão, como sentir a prodigiosa harmonia entre a verdade do sacramento ensinada e o modo de operar da Igreja?

Como Ela, imaculada, considera a mácula do pecado humano?

Que atitude toma?

Como trata a alma confundida e machucada pelo erro moral, e que vem pedir perdão?

Essa alma tornou-se sua filha pelo Batismo.


Mas não cumpriu os preceitos que deveria e por isso pede perdão pelo pecado cometido.


Vem pedir misericórdia, sim, mas onde?

Sob o peso de seu pecado, ela se dirige ao confessionário.

Este é o recinto do Tribunal de Deus.

O pecador aproxima-se porque confia na comiseração divina.

E se aproxima para ser julgado.

Ele teme e deseja se esconder como Caim após o assassinato de Abel, pois seus pecados levaram Deus a lhe dizer:


“Afasta-te de Mim”.


O pecador que insultou a Deus com seu pecado, que apedrejou Nosso Senhor Jesus Cristo afrontando-O, transgredindo Seus Mandamentos;

Vai encontrar-se com o sacerdote para lhe relatar no confessionário o que fez contra Deus.


O sacerdote, que assume o lugar de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Vítima ultrajada, o espera.

Nele, entretanto, está o perdão e a misericórdia.


Ao julgar, ele deseja perdoar e salvar.

Deus que perdoa por meio do confessor

Como a Igreja recebe o penitente?

De início, Ela envolve seu ato de penitência numa penumbra sacral, doce, suave, acolhedora e elevada:

O confessionário.

Móvel do sagrado, móvel dentro do qual não se propaga nunca o segredo inviolável;


Nem mesmo ao Papa pode o sacerdote romper tal segredo.


A alta dignidade do Sacramento consiste em que o pecador, humilhando-se, confessa, com o firme propósito de não mais pecar.

O sacerdote ouve e julga, absolve e impõe uma penitência (que poderá ser algumas orações que o penitente deve fazer, preferencialmente, logo após ter-se confessado).

Ao absolver, o padre não faz senão emprestar seus lábios a Deus, pois só Ele pode de fato perdoar os pecados cometidos.

É o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo que fala através da laringe do sacerdote.

Ele próprio instituiu o Sacramento da Confissão quando afirmou aos Apóstolos:


“‘Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós’.

‘Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes:’

‘Recebei o Espírito Santo.

Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados;

àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos’” (Jo 20, 21-23).


Assim, conferindo aos Apóstolos e a seus sucessores o poder de perdoar os pecados;


E aos fiéis arrependidos de seus pecados o preceito de confessá-los para alcançar o perdão.


Se o sacerdote não pronunciar a fórmula da absolvição (segue mais abaixo), Nosso Senhor Jesus Cristo deixa de falar.

Entretanto, o sacerdote pode não absolver, segundo a gravidade do pecado, convidando o pecador a recorrer ao bispo em certas circunstâncias.


A gravidade da confissão levou a Igreja a conceber os confessionários com formas da mais alta dignidade, habitualmente de madeira.


Por toda a Cristandade se veem confessionários com figuras esculpidas.

Um auge da clemência Divina

Santos, alegorias, cenas da Sagrada Escritura, convidam ao arrependimento e ao pedido de perdão.

Em um confessionário se vê São Pedro chamando o fiel.


Pecador arrependido, São Pedro foi confirmado no papado.


Em outro, o amor ao dinheiro afasta o penitente.
Ou a ira.

Santo Agostinho, pecador na juventude, arrependeu-se, santificou-se, tornando-se Doutor da Igreja.

Geralmente o pecador teme confessar-se. É incongruência sua.


Ele sabe que pecou na presença de Deus.


O Criador onipresente viu seu ato condenável.

No entanto, o pecador treme ao ter de declará-lo ao Ministro de Deus, descrevendo circunstâncias e agravantes para que a confissão seja bem feita.

A Santa Madre Igreja lhe diz:


“Meu filho, tu não tiveste medo de fazer uma ação vergonhosa perante Deus;

E tens agora a contradição de não desejar que o sacerdote, Ministro desse mesmo Deus, conheça esta ação?

Não tiveste vergonha que Deus a visse e agora tu te envergonhas diante dos homens?

Mas Deus misericordioso te quer bem.

Para te tornar fácil o reconhecimento de teus pecados, de modo paternal;

Ele instituiu a confissão.

Todos os santos que viveram antes da Redenção não puderam sequer imaginar, nem em sonho, que a clemência divina pudesse chegar a esse ponto de misericórdia.

Vem. O juízo, o conselho, o perdão e a reconciliação te esperam”.


A inviolabilidade do segredo de confissão

A graça da contrição toca o coração e o pecador cai em si, por uma ação própria ao Sacramento, e diz:

“Dói-me, Senhor, ter feito essa ação má. Ela Vos ofendeu. Peço-vos perdão e dor por meus pecados”.

E assim se restitui naquela alma a imagem de seu Deus.

A acolhedora beleza do confessionário reflete essa misericórdia.

E também essa gravidade.

Ela convida o penitente a confiar no sacerdote para limpar sua consciência e ascender à perfeição.

No interior do confessionário flui a sujeira espiritual e o lodo moral, aquilo que de pior existe entre os homens: o pecado em suas inúmeras formas e gravidade.


No entanto, a Igreja, através da austera beleza do confessionário e da elevação das circunstâncias nas quais a confissão se dá;


Pensa sobretudo no perdão ali conferido e na luz da perfeição ali vislumbrada. Aquele móvel sagrado indica essa perfeição.

O segredo penitencial atesta a grandeza da Igreja.

No universo católico, milhões de fiéis se confessam a todo momento a sacerdotes desconhecidos.

E nada transpira do que é dito naquele escrínio, no qual o pecado e a santidade se tocam.


Poder-se-ia imaginar um padre que escrevesse um livro intitulado:


Experiências no interior do meu confessionário.

Ele narraria fatos ouvidos, dramas de consciência, planos ardilosos de personalidades conhecidas, roubos e enganos etc.

Interesses de toda a ordem estão envolvidos naquilo que um padre poderia delatar.

Entretanto, nada é revelado.

O sacerdote pode até mesmo ser um mau padre, mas ele nunca revela o que ouviu.


Ele se cala.


Todo católico sabe que um crime confessado, tornando-se conhecido, poderia levá-lo à cadeia.

Entretanto, ele não hesita em se confessar.

Aguilhoado pela consciência, entra numa igreja ao acaso, pede confissão e relata seu ato criminoso a um sacerdote que pode ser um desconhecido.

Ele o faz com toda a tranquilidade, sabendo ser o segredo inviolável.

Sacerdotes foram martirizados ao longo da História por não violarem esse segredo.

No confessionário, atmosfera sobrenatural

Com acentos de saudade, Plínio Corrêa de Oliveira falava da São Paulinho de sua juventude de militante católico.

Pela manhã de certos dias de semana, ainda cedo, ao entrar numa igreja do centro da cidade, já se formavam filas junto aos confessionários.


Um confessor aguardava os primeiros clarões do dia.


Senhoras com véus ou mantilhas, homens que madrugavam para se confessar antes do trabalho, atitude recolhida, penitencial, verdadeiramente compungida.

Até as crianças se confessavam, pois todo pecado é sério, até mesmo o dos pequeninos.

O silêncio e a humildade se conjugavam, dando à igreja uma atmosfera sobrenatural.

Todos — por assim dizer — se recolhiam.

Ninguém tomava conhecimento da existência do outro, mesmo estando lado a lado, pois só tinham olhos para o tribunal augusto da Penitência;

No qual o padre dizia incessantemente as palavras reconfortantes para cada alma:


“Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”.
Amém! Vai em paz.”


E o penitente saía em paz do confessionário. (No quadro ao lado, uma fórmula tradicional do “Ato de Contrição” que o penitente pode rezar logo após ter confessado seus pecados).

Confessionário, alegria e paz de alma

Certa vez, numa fria manhã de inverno, no denso silêncio da recolhida penumbra de uma antiga e imensa basílica constantiniana de Roma;

Aromatizada pelo incenso esvaecido das Matinas, alguns poucos rezavam.

De repente, ouve-se o ruído das portas que se abrem abruptamente.

São portas basculantes, necessárias à proteção contra o frio europeu.

Uma adolescente entra esbaforida.

Nervosamente, procura algo com o olhar.


Seus olhos inquietos se fixam num confessionário encimado por uma tênue luz vermelha — acesa para indicar a presença de um sacerdote à disposição.


O confessionário, de antiga data, abrigava naquele instante um velho franciscano, reconhecidamente bom confessor.

Ao ajoelhar-se a moça, o móvel range sob o seu peso.

E seu ranger ecoa pela basílica.

Um murmúrio, um sussurro e, em seguida, o silêncio retorna àquelas abóbadas seculares.

Voltados para as suas orações, todos tinham se esquecido da nervosa penitente, quando o confessionário volta a ranger. Ela sai.


Parecia outra pessoa.


Calma e pausadamente, dirige-se aos bancos para rezar — seria o cumprimento da penitência?

Rezando, ela representava a imagem da penitente em paz.

Paz da alma que sai lavada do sacramento da Confissão.


A alma que se sente expurgada.


Em sua fisionomia havia algo de Natal e de Páscoa docemente superpostos.

Quem não passou por isso em sua própria vida? Aquela purificação é maravilhosa.

É a misericórdia que se difunde de modo especial porque Deus faz tudo com sabedoria e santidade infinitas.

A alegria do pecador-penitente é verdadeira alegria.


Ele sente que volta à amizade com seu Deus.

É o filho extraviado que retorna à casa paterna.


Alegria parecida com a leveza de certos passarinhos ao alçarem voo.

Tem-se a impressão de que a lei da gravidade deixou de existir e de que os céus inteiros não bastam para satisfazer a vontade de voar.

Assim é a alegria de certas almas depois de se confessarem.

É árdua a batalha pela virtude

Como ela pecou? Não se sabe, exceto o confessor.

Mas foram tantos os pecadores que narraram a história de suas almas, que se pode, em linha geral, conjeturar.

Sem dúvida ela trazia certa candura em seu modo de ser.

Não se diria haver culpa naquela alma.

Que gênero de pecado a afligia? Como ela caiu?

O Dr. Plínio figurava essa queda mais ou menos com as seguintes palavras:


“Jovem ainda, com certeza ela não previra a dureza da batalha pela virtude.

Essa luta é árdua para todos, sobretudo num mundo tão descristianizado como o nosso.

Com certeza ela vivia posta na perspectiva da normalidade — tudo em sua vida poderia parecer tão normal.

Por que achar que tudo não correria bem?

Quantas vezes, em relação ao mal, somos otimistas como criança sem experiência!

Tudo são promessas e esperanças. A virtude é fácil.

De repente, diante de nossos passos, baixando de nuvens azuladas, ou saindo do fundo do caminho de todos os dias;

Surgindo numa alameda de árvores sombrias, levanta-se um miasma com o odor dos pântanos.

Em meio àquele sopro fétido, um fantasma ruge, sugerindo a transgressão. É a tentação”.


“‘Peque!’ [tenta o demônio]. Então o abismo se abre de repente sob os pés incautos.

Há pouco caminhava pensando que tudo daria certo.

Agora era arrastada pela atração do abismo.

E sacudido pelo horror, nessa hora de confusão, no estertor da tentação, o inocente às vezes é levado a fazer uma oração parecida com a de Nosso Senhor Jesus Cristo no alto da cruz:


‘Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?’.”


Relação entre confissão, culinária e civilização

Teria sido esse comportamento comum e incauto que levou aquela jovem ao pecado?

A alegria com que ela deixou o confessionário era angélica.

Considerando todas as almas que ao longo da História assim se rejubilaram uma vez aliviadas do pecado;

Penso na tese do livro Gastronomia francesa, de J-R Pitte, Reitor durante cinco anos da Universidade Paris (Sorbonne);

E um dos mais conhecidos pesquisadores franceses da cultura ocidental.

Segundo ele, os países que mais desenvolveram a arte culinária — e, sem dúvida;


A França ocupa o primeiro lugar entre todos — foram os países católicos, em razão da Confissão.


Por ser a mesa o local onde a caridade cristã é exercida quotidiana e intensamente durante algum momento, a boa cozinha representa importante papel social.

Os países protestantes têm, de modo geral, uma culinária pouco variada e sem requinte.

A razão está em que seus habitantes, após pecarem, não sabem como obter o perdão.

Podem até pedi-lo, mas como saber se Deus de fato perdoou?


Todos os homens pecam e sua consciência pede reparação.


Os protestantes são levados então a tentar oferecer a Deus um sacrifício reparador, e o primeiro que lhes ocorre, por ser imediato, consiste na renúncia a alimentos saborosos.

E, portanto, à sua elaboração.

Comendo mal, eles pensam reparar seu pecado.

De onde a indigência de sabores entre protestantes.

O filme “A festa de Babette”, muitas vezes premiado, ilustra simbolicamente essa realidade.

♦ ATO DE CONTRIÇÃO ♦

 “Senhor meu, Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, por Vos ter ofendido; pesa-me também por ter perdido o Céu e merecido o inferno; e proponho firmemente, ajudado com o auxílio de vossa divina graça, emendar-me e nunca mais tornar a Vos ofender; e espero alcançar o perdão de minhas culpas, por vossa infinita misericórdia. Amém.”

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Fonte: adf.org.br

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Deveres Matrimoniais: como Deus quer que seu Matrimônio seja

10, março, 2017 Sem comentários

Retrato de uma Família – Joseph Marcellin Combette

Transcrito da “Maternidade Cristã” – Pe. Humberto Gaspardo

Felizmente, vivemos em tempos em que a moral católica e a ação do governo, no que se refere aos deveres matrimoniais, estão de acordo.

Às famílias mais numerosas, com toda a justiça recebem um determinado auxílio, e as artes diabólicas encaminhadas a impedir a procriação da prole são castigadas pelo bom senso e pelas leis canônicas.

Fala-se publicamente desta matéria e se fazem notar as vantagens que do ponto de vista social e político podem-se obter. Falemos nós também, considerando-o, porém, sob o ponto de vista religioso e moral.

Comecemos com uma pergunta: é lícito o ato conjugal?

Desde que o matrimônio é um Sacramento de vivos, é necessário recebê-lo em estado de graça, todas as ações dos cônjuges que se referem à consecução de seu fim primário, ou seja a procriação da prole, são lícitas, e muito lícitas. Deus disse: – “Crescei e  multiplicai-os e enchei a terra”.

Mas, notai bem, todas estas ações são lícitas no estado matrimonial e unicamente ordenadas ao fim para o qual foi estabelecido por Deus o matrimônio. O fogo sob a palha, pode queimar a casa, mas sob caldeira fá-la ferver e desta maneira serve para cozer o  alimento para a família.

Do mesmo modo os atos matrimoniais feitos fora do matrimônio, ou também no matrimônio, mas contra seu fim primário, são a ruína da humanidade.

Assim, pois, qualquer ato contra esta lei do matrimônio instituída por Deus, é um gravíssimo delito, pois que o  mesmo é matar uma criatura de dez anos como uma de dez horas e por isso um dia a maldição de Deus cairá sobre os cônjuges que transformam maliciosamente as fontes de vida numa cisterna envenenada que deixa perder-se a água.

Ai deles! Cometem um gravíssimo pecado que transtorna as leis da natureza e impede que Deus Pai continue a obra da criação, que Deus Filho, realize a obra da Redenção e que Deus Espírito Santo opere a santificação das almas.

Mas isto não quer dizer que os esposos não possam viver juntos como irmãos, preferindo à fecundidade a fragrância  divina da virgindade: com efeito, segundo o exemplo de Maria e José, muitíssimos cônjuges mantiveram-se virgens à sombra do matrimônio, como se pode comprovar com a História Eclesiástica.

Nos formosos tempos da fé, muitos esposos viviam como irmãos e irmãs durante a Quaresma, nos dias de jejum, e nas festas mais solenes, de modo que pouco a pouco esse costume transformou-se em lei.

De qualquer modo, a procriação da prole é sempre o fim do matrimônio.

A vida hoje em dia, – diz-se – é difícil, e como se há de obter a sustentação da família?

– Respondo: Quando se ouviu dizer que alguém ficou na miséria por ter tido uma família muito numerosa? Lançai um olhar ao passado, e vereis se é verdade, o que diziam os nossos avós: Inocência – Providência!

Onde quer que nasça uma criança haverá sempre o necessário alimento para ela. Em algumas famílias não há felicidade porque faltam muitos dos que deveriam existir e não existem.

E antes de tudo, é a mesma lei natural que no-la ensina. Com efeito, assim como em nosso corpo a multiplicidade dos membros não diminui a força do poder da alma, a qual tem sobre os membros um domínio tanto mais perfeito quanto mais completa é a integridade dos membros, o mesmo sucede com a família.

Quanto maior é o número dos filhos, tanto mais, parece que se acende neles um espírito de energia mais vivo e mais forte.

Um instinto natural os faz sentir, que, podendo esperar pouco da casa, é preciso que providenciem por si mesmos. Pois bem, sentimento semelhante, pode fazer milagres.

Ao contrário, quando o filho é único, torna-se então um acumulador de soberba e de todos os demais vícios.

Não é raro o caso de um filho único, que em pouco tempo dissipou a herança de um pai avarento, depois de lhe ter acarretado a morte com tantos desgostos.

É certíssimo: o que faz prosperar a família não é a abundância de riquezas e o número limitado de filhos, mas a bênção de Deus. Mas a bênção de Deus não pode descer sobre a casa em que  se espezinham as leis da natureza.

Os pais que têm um pouco de fé sabem que os filhos mais que a eles pertencem a Deus. Não foi Deus quem estabeleceu as leis da geração? Não é Ele que a todo momento intervém diretamente por meio da criação da alma de cada um dos filhos? 

Pois, bem, aquele Deus que não deixa faltar alimento nem mesmo aos pássaros do céu, poderá por acaso abandonar a criatura mais nobre, saída de suas mãos na criação do mundo visível?

Outra dificuldade: E quando o médico disse: “Basta  de filhos, de outra sorte a saúde da mãe corre perigos”. A esse respeito disse-me uma mãe: “Isso me disse o  médico depois do terceiro filho, já tenho cinco e estou melhor ainda do que antes”.

Neste caso, é preciso ter-se muito em conta a MORALIDADE DO MÉDICO. Além disso, devemos observar que para isso há remédios: suspensão do exercício dos direitos matrimoniais, por um tempo determinado, de mútuo acordo; observação de determinados dias de menor probabilidade; coisas que estão dentro do limite do honesto.

E se um dos cônjuges obstina-se em se fazer de surdo, fica sempre de pé, antes de tudo, a Divina Providência, que nunca abandona quem nela confia.

Nenhuma destas ou de outras razões, mesmo as mais graves, se existem, serão suficientes para autorizar a violação das leis da natureza, com o fim de se evitar um prejuízo material. Concluamos dizendo que unicamente a religião pode proporcionar a força necessária para se observarem os deveres do matrimônio.

Fonte: osegredodorosario.blogspot

São João Bosco ensina a importância da Confissão

16, fevereiro, 2017 2 comentários
São João Bosco

São João Bosco

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Não se calcula quanto Dom Bosco insistiu durante toda a sua vida em recomendar a Confissão!

Para ele era esse o grande meio educativo. 

Nas breves alocuções que fazia após as orações da noite voltava sempre sobre este argumento.

Nas paredes dos pórticos do Oratório, fizera pintar em caracteres cubitais várias máximas da Sagrada Escritura para que se gravassem bem no espírito dos alunos.

Pois bem, três delas se referiam ao sacramento da penitência.

Huysmans, este grande escritor católico que tão bem compreendeu a alma do Santo;

Nô-lo descreveu neste ofício incessante de confessor misericordioso.

O quadro é esplêndido:


“Confessava na Igreja, ao ar livre, no canto de um quarto;

E até se conserva alembrança desse padre admirável a confessar num campo alugado;

Depois de todos os proprietários de imóveis, um após o outro, terem-no despedido.


Sentava-se numa pequena elevação do terreno e, a pouca distância;

Os meninos em círculo, de joelhos, se recolhiam e se preparavam para confessar suas faltas ainda não perdoadas ou as esquecidas.

O Santo, trazendo no semblante a bonomia de um velho vigário da roça, puxava para perto de si o penitente que tinha terminado o exame de consciência;

E, tomando-o pelo pescoço, envolvia-o com o braço esquerdo e fazia o pequeno penitente apoiar a cabeça a seu coração.


Não era mais o juiz.

Era o pai que ajudava os filhos, na confissão tantas vezes penosa das faltas mais pequeninas.”


Mais que tudo isso, quando se tratava de que ele não conhecia ou que percebia que estavam inquietos, perturbados nas suas relações com Deus;

Sabia no seu zelo industriar-se para conseguir que manifestassem o seu desejo de uma confissão geral.

E depois de receber a confissão de um passado inteiro, então ficava tranquilo a respeito da alma que lho havia confiado:


Tinha certeza de podê-la conservar, guiar e conquistar para o Bem.

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Fonte: Blog O Segredo do Rosário

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Um sacerdote é muito mais do que você imagina… Veja aqui a grandeza de um Padre: (Parte II)

11, janeiro, 2016 Sem comentários

"O sacerdote é o amor do Coração de Jesus". - São João Vianney

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São João Vianney

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Continuação do post: Um sacerdote é muito mais do que você imagina… Veja aqui a grandeza de um Padre: (Parte I)

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Depois de Deus, o sacerdote é tudo!… Deixai uma paróquia vinte anos sem padre, adorarão ali os animais.

Se o missionário e eu fôssemos embora, vós diríeis: “Que fazer nesta igreja? não há mais missa; Nosso Senhor não está mais nela, tanto vale rezar em casa…”

Quando se quer destruir a religião, começa-se por corromper os padres, porque onde quer que não haja mais padre, não há mais sacrifício, e onde não há mais sacrifício, não há mais religião.

Quando o sino vos chama à Igreja, se vos perguntassem: “Onde ides?” Poderíeis responder: “Vou alimentar minha alma”.

Se vos perguntassem, mostrando-vos o tabernáculo: “Que é essa porta dourada? — É a copa: é o “guarda-comida” de minha alma.

— Quem é que tem a chave dele, quem faz as provisões, quem apronta o festim, quem serve à mesa? — É o padre. — E a comida? — É o precioso Corpo de Nosso Senhor…” Ó meu Deus, meu Deus, como nos amastes!…

Vede o poder do padre! A língua do padre, de um pedaço de pão faz um Deus! É mais do que criar o mundo.

Alguém dizia: “Santa Filomena obedece então ao Cura d’Ars?” Certo, ela bem pode obedecer-lhe, já que Deus lhe obedece.

Se eu encontrasse um padre e um anjo, cumprimentaria o padre antes de cortejar o anjo. Este é o amigo de Deus, mas o padre faz as vezes de Deus… Santa Teresa beijava o lugar por onde um padre havia passado…

Quando virdes um padre, deveis dizer: “Eis aquele que me tornou filho de Deus e me abriu o Céu pelo santo batismo, aquele que me purificou depois do meu pecado, que dá a comida a minha alma…”

À vista de um campanário, podeis dizer: “Que há ali? — O Corpo de Nosso Senhor. — E por que está Ele ali? — Porque um padre passou por ali e disse missa”.

Que alegria tinham os apóstolos depois da ressurreição de Nosso Senhor, por verem o Mestre que tanto haviam amado!

O padre deve ter a mesma alegria vendo Nosso Senhor que ele segura nas mãos…

Em Loreto, na Itália, dá-se grande valor aos objetos que foram tocados pela SS. Virgem e pelo Menino Jesus.

Mas os dedos do padre, que tocaram a Carne adorável de Jesus Cristo, que mergulharam no cálice onde esteve o Seu Sangue, no cibório onde esteve o Seu Corpo, não são porventura mais preciosos?…

O sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Nota:

A estes dizeres do Abbé Monnin, pode-se acrescentar um trecho extraído do livro “A Alma de Todo Apostolado”, do abade Jean-Baptiste Chautard:

“Os bons costumes e a salvação dos povos dependem dos bons pastores. Se, à frente de uma paróquia, estiver um bom padre, depressa se verá florescer a devoção, os sacramentos serão frequentados, a oração praticada. Daí padre, tal paróquia”…

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Fonte: retirado do livro “Espírito do Cura D’Ars” de Abbé A. Monnin.

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