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Textos com Etiquetas ‘Sexta-feira da Paixão’

Sexta-feira Santa, o dia da morte de Cristo. Veja o que todos devem refletir no dia de hoje.

30, março, 2018 Sem comentários
Nosso Senhor Jesus Cristo sendo Crucificado.

Nosso Senhor Jesus Cristo sendo Crucificado.


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Da condenação de Jesus e subida ao Calvário.

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P
ilatos, com medo de perder as boas graças de César, depois de haver declarado tantas vezes a inocência de Jesus, condenou-o finalmente a morrer crucificado.

Ó meu inocentíssimo Salvador, que delito cometestes para serdes condenado à morte? pergunta S. Bernardo, e responde:

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O vosso pecado é o vosso amor. O vosso pecado é o grande amor que nos tendes, é ele que mais do que Pilatos vos condena à morte.

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Lê-se a iníqua sentença. Jesus a escuta e todo resignado a aceita, submetendo-se à vontade do eterno Padre, que o quer ver morto e morto na cruz por nossos pecados:

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“Humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte de cruz” (Fl 2,8).

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Ah, meu Jesus, vós aceitastes inteiramente inocente a morte por meu amor; eu, pecador, por vosso amor, aceito a morte quando e como vos aprouver.

Lida a sentença, precipitam-se com fúria sobre o inocente cordeiro, impõem-lhe novamente suas vestes e apresentam-lhe a cruz feita com duas toscas traves.

Jesus não espera que lha imponham, ele mesmo a abraça, beija-a e coloca-a sobre seus feridos ombros, dizendo:

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“Vem, minha querida cruz, há trinta anos que eu te busco; quero morrer por ti por amor de minhas ovelhas”.

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Ah, meu Jesus, que podíeis fazer ainda para obrigar-me a vos amar? Se um criado meu se tivesse oferecido unicamente a morrer por mim, teria conquistado todo o meu amor.

Como, pois, pude eu viver tanto tempo sem vos amar, sabendo que vós, meu sumo e único senhor, morrestes por mim? Eu vos amo, ó sumo bem, e, porque vos amo, arrependo-me de vos ter ofendido.

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Nosso Senhor após ser flagelado.

Contempla o Salvador que vai morrer por ti

Os condenados deixam o tribunal e se dirigem para o lugar do suplício: entre eles se acha também o rei do céu com a cruz às costas:

“E carregando sua cruz se encaminhou para o lugar que se chama Calvário” (Jo 19,17).

Saí também vós do paraíso, ó serafins, e vinde acompanhar o vosso Senhor que sobre o Calvário para ser crucificado.

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Ó espetáculo! Um Deus que vai ser crucificado pelos homens! Minha alma,contempla o teu Salvador que vai morrer por ti.

Vê como está com a cabeça curvada, com os olhos trêmulos, todo coberto de feridas, escorrendo sangue com aquele feixe de espinhos na cabeça e aquele pesado madeiro sobre os ombros.

Ó Deus, com que dificuldade caminha ele, parecendo que vai expirar a cada passo que dá. Ó Cordeiro de Deus, aonde ides? Vou morrer por ti.

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Quando me vires morto, recorda-te do amor que te mostrei e ama-me.

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Ah, meu Redentor, como pude viver até agora esquecido do vosso amor? Ó pecados meus, vós haveis amargurado o coração de meu Senhor, esse coração que tanto me amou.

Ó meu Jesus, arrependo-me da injustiça que vos fiz, agradeço-vos a paciência que tendes tido comigo e vos amo: amo-vos com toda a minha alma e só a vós eu quero amar.

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Recordai-me sempre do amor que me consagrastes, para que eu nunca mais deixe de vos amar.

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“…tome a sua cruz todos os dias, e siga-me”.

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Jesus Cristo sobe o Calvário e nos convida a segui-lo.

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Sim, meu Senhor, vós, inocente, ides adiante com a vossa cruz; pois bem, caminhai, que eu não vos abandonarei.

Enviai-me a cruz que quiserdes, que eu a abraço e com ela quero acompanhar-vos até à morte.

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Quero morrer juntamente convosco, como vós morrestes por mim.

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Vós me mandais que eu vos ame e eu nada mais desejo senão amar-vos.

Meu Jesus, vós sois e sempre haveis de ser meu único amor. Ajudai-me a vos permanecer fiel. Maria, minha esperança, rogai a Deus por mim. 

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Fonte: Do livro “Reflexões sobre a Paixão de Jesus Cristo, expostas às almas devotas” de Santo Afonso de Ligório.

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A Sexta-feira Santa

29, março, 2013 3 comentários
A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário.
 
A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João comtemplamos o mistério do crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a comtemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto.

A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia.

Jesus é Rei.

O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte.

É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.

A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus.

E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.

Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.

A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus.

Maria comtempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe.

São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.

O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um últmo, estupendo gesto litúrgico.

Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação.

O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.

(fonte: ACI Digital)

Via Sacra: Jesus cai pela terceira vez

22, abril, 2011 3 comentários

Nosso Senhor Jesus Cristo cai pela terceira vez.
Medite enquanto assiste o vídeo abaixo sobre a Paixão de Cristo.

Pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.

Semana Santa em Sevilha

3, abril, 2010 Sem comentários

A capital da Andaluzia, na Espanha, é famosa por suas celebrações na Semana Santa. Milhares de penitentes desfilam pelas ruas, portando em procissão pesados andores com imagens que lembram os diversos momentos da Paixão de Nosso Senhor. Nesse artigo, algo do sabor do evento.

O doce perfume das laranjeiras em flor, que paira em toda a cidade, surpreende quem pela primeira vez visita Sevilha.

Em certas esquinas, durante a Semana Santa, esse perfume se mistura com nuvens de incenso que se elevam dos cortejos, e também com o cheiro da cera quente derramada pelos milhares de velas dos andores, carregados por penitentes que desfilam.

Apesar de um ditado afirmar que em Sevilha o ano inteiro é como se fosse Semana Santa, essa sensação olfativa é única e acompanha quem caminha pelas ruas ao longo desses dias.

Na Semana Santa não somente se respira, mas se toca, se contempla, sente-se vibração, reza-se, chora-se, canta-se.

A poesia está presente em todos os ambientes: nos floridos pátios internos das casas, muitas vezes visíveis da rua através de lindas grades de ferro forjado; nas capelinhas onde estão expostas as insígnias das confrarias; nos andores processionais ricamente adornados, com suas imagens reproduzindo os diversos momentos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Peculiar forma de sacralização da vida temporal

Foi para praticar um ato público de fé, em reação aos erros do protestantismo, que a partir do século XVI as confrarias saíram às ruas com seus pesados andores, levando em procissão suas imagens para proclamar publicamente sua fé.

Assim, representavam aos olhos de todos uma lição palpável de como se deve cultuar a Paixão de Nosso Senhor e as dores de Nossa Senhora, co-redentora. É de se considerar que tais manifestações são por vezes mais eloqüentes e eficazes do que mil sermões.

Por isso, o penitente que desfila durante longas horas carregando uma enorme vela acesa, revestido de uma túnica e do capuz pontiagudo que o torna anônimo, recebe o nome de “nazareno”: ele participa por sua penitência da Paixão de nosso Redentor, procurando tornar-se assim um outro Cristo.

No Domingo de Ramos, a primeira confraria que sai em procissão leva um andor representando a entrada triunfal de Nosso Senhor em Jerusalém.

As confrarias — são mais de 50 que desfilam só na Semana Santa sevilhana — organizam as procissões e cuidam da conservação de suas imagens, verdadeiras obras de arte barroca.

Ademais, promovem através desses atos de piedade e de cultura católica um autêntico acontecimento na sociedade moderna, através do sustento e desenvolvimento da religiosidade popular e também mediante suas obras assistenciais e caritativas de grande porte.

A parte cultural inclui ainda a conservação de seus arquivos e de sua história, a organização de conferências e reuniões periódicas, bem como semanas de estudo sobre “fé e cultura”.

Todas essas atividades têm no centro o gosto pelo belo e constituem uma forma particular de sacralização da vida temporal.

A cidade sai em grandiosas procissões

Ao lado, detalhe de um andor em prata lavrada, Nossa Senhora com São João, caminhando pelas ruas da cidade ainda nos primeiros momentos da tarde, o visitante cruza com os penitentes já revestidos da túnica e com o capuz posto, que se dirigem para a igreja de onde deve sair a procissão de sua confraria.

Como são cerca de sete ou oito confrarias, com milhares de penitentes a cada dia, o movimento é contínuo.

Causa rara impressão estar esperando a abertura do semáforo para atravessar uma rua, tendo ao lado dois ou três desses personagens que parecem saídos de uma outra época. Alguns vestidos inteiramente de negro, com cilício de corda por cima da túnica; outros de branco, ou com o capuz e o escapulário de distintas cores.

Bom número deles caminham descalços, outros apenas com uma simples sandália. Vão caminhar assim durante horas.

Diante da igreja de onde sairá o cortejo, com as fanfarras que devem acompanhá-lo, o público se aglomera. Na hora marcada, a porta se abre de par em par e aparece primeiro a cruz de guia, abrindo alas para um impressionante cortejo de austeridade e de fé.

Atrás, entre os primeiros grupos de penitentes fazendo fila dupla, vem o senatus –– um emblema com as iniciais “SPQR”, símbolo da Roma antiga –– para lembrar que foi debaixo do poder do império romano que morreu Jesus, e que naqueles dias Sevilha (então chamada Hispalis), já era uma cidade importante e fortificada, cujas muralhas tinham sido levantadas séculos antes por Júlio César.

Várias centenas de penitentes continuam saindo da igreja, cada grupo com o seu zelador e com diversas insígnias, gonfalões e bandeiras — a da Santa Sé, bem como o estandarte da confraria — com frases inscritas como esta: “In cruce est vita, salus et ressurectio nostra” (Na Cruz está a nossa vida, salvação e ressurreição).

O livro que contém as regras da confraria, ricamente decorado com fechos de prata, é levado solenemente por uma guarda de honra.

Segue-se o pesado andor de Cristo, de madeira preciosa esculpida ou recoberto de ouro, com candelabros barrocos e flores, sobre o qual está representado algum dos momentos da Paixão: Nosso Senhor carregando a Cruz; o beijo de Judas; o Divino Corpo sendo levado ao túmulo; ou várias estações da Via Crucis.

O andor é carregado ao ombro por 40 portadores denominados costaleros, escondidos debaixo do andor coberto até o chão com pesados veludos, ocultos aos olhos dos observadores. Cada um carrega um peso de 50 ou 60 quilos sobre os ombros.

Antigamente os carregadores do porto faziam esse trabalho, que era remunerado. Mas desde o fim dos anos setenta, após a desaparição da profissão dos estivadores substituídos por máquinas, são membros voluntários da confraria que desempenham essa função.

Um pano dobrado cobre-lhes a cabeça, servindo para aliviar o peso sobre as vértebras do pescoço, onde se apóia a pesada trave do andor.

Adiante, o capataz vestido de negro, com ordens breves e rápidas, dirige o pesado andor enquanto os portadores caminham às cegas.

Uma segunda equipe aguarda, com o pano já dobrado sobre a cabeça, pronta para substituir regularmente os companheiros.

A fanfarra toca marchas fúnebres, os tambores com fortes golpes fazem vibrar os peitos, os clarins lançam lamentações que rasgam os ares.

O andor avança lentamente, acima das cabeças do público compacto, gira pouco a pouco no sentido da rua, e depois avança com passo mais rápido, no meio do estrugir dos aplausos comovidos.

Em honra da Virgem co-redentora da humanidade

Sai agora da igreja outra bandeira muito especial –– o Sinpecado, que leva a inscrição “Sine labe concepta”, em honra da Virgem Imaculada –– lembrando a verdade de que Nossa Senhora foi concebida sem pecado original e o voto de defendê-la, feito pelas confrarias séculos antes da proclamação do dogma pelo Papa Pio IX.

Essa pequena bandeira anuncia a saída do Pálio da Virgem, que já aparece no umbral da porta.

O andor de Nossa Senhora, de prata trabalhada, é coberto por um pálio.

A devoção filial para com a Virgem co-redentora excogitou essa maravilha que é o andor com um pálio, de surpreendente harmonia, além da grande beleza das imagens de Nossa Senhora, que sempre acompanham nas procissões o andor de Jesus Cristo.

É ao mesmo tempo um altar, um trono, uma poesia de filigrana, de luzes e de flores, e um “berço para embalar sua dor”, pois com a beleza do pálio os sevilhanos querem consolar as dores de Maria Santíssima e acompanhá-la em todos os instantes da Paixão.

Tocando a cauda de seu manto de Rainha, pequeno grupo de anônimos devotos que fizeram alguma promessa seguem durante horas, sem jamais se afastar do andor.

Os balcões das casas estão enfeitados com ricos tecidos, e todos os habitantes com suas melhores vestes. As crianças, ajudadas por alguns parentes, lançam uma chuva de pétalas de flores sobre o andor e depois sobre o pálio.

De repente, um canto solitário se faz ouvir. Modulado até quase perder o fôlego, é ao mesmo tempo oração e lamentação: a “saeta”, que sai de um peito como uma flecha lançada em direção à Virgem.

É como o fruto de uma grande angústia que aperta o coração e sobe à garganta, até romper em vivo e palpitante soluço. Por isso, um verso diz: “Nasceu a primeira saeta ao pé da Cruz / E se envolveu num suspiro da Mãe de Jesus”.

Fonte: Blog Catolicismo

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