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Dez maneiras de falar com Deus – VIII

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Unindo suas intenções às Santas Missas que a ASC manda rezar semanalmente em todas as sextas-feiras de cada mês, aumentará a eficácia de sua meditação e de suas orações. 

O Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos dos sacerdotes seus ministros sobre os altares.

 Unir-se, com a Igreja, ao Sacrifício da Missa, e unir a nossa oração, em pensamento e intenção, com a oração oficial e incessante da Igreja, conduz nossos corações com segurança para Deus.

 As duas ações, a de nossas almas e a da Igreja, são como duas forças que se combinam e que, num mesmo impulso, são levadas para Deus.

Como se faz a meditação.

Coloco-me diante de Nosso Senhor que me ensina uma verdade ou uma virtude. Estimulo em mim – pela razão, pela fé, e com todo o meu coração – a sede de harmonizar a minha alma com esse ideal. Deploro tudo quanto, em mim, lhe for contrário. Decido combater os obstáculos, persuadido de que nada conseguirei sozinho e que tudo poderei obter pela oração.

 No momento da meditação.

Esforço-me por trazer ao espírito uma cena muito expressiva, que substitua as minhas preocupações e distrações. Cena capaz de me empolgar e de me colocar na presença de Deus, que no seu amor infinito, quer ser o meu interlocutor. Imediatamente depois, impõe-se um ato de adoração profunda. Humilho-me, profundamente, diante de Deus, faço um ato sincero de contrição, e uma oração humilde e confiante para que Deus abençoe esta meditação.

 A meditação é o braseiro que revigora a guarda do coração.

Mediante a fidelidade a esta meditação, todos os exercícios de piedade serão vivificados. A alma irá, aos poucos, adquirindo a vigilância e o espírito de oração, isto é, o hábito de recorrer, continuamente, a Deus.

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8ª Maneira: Aplicação do espírito a Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. Saudar Nosso Senhor, com todo o respeito que a presença real exige, unir-se a Ele e a todas as suas divinas operações na eucaristia, onde, como Vítima, não cessa de adorar, louvar e amar o Pai, em nome de todos os homens. Pensar no seu recolhimento, vida oculta, obediência, humilde, etc. – Excitar o desejo dessas virtudes.

Oferecer Jesus Cristo ao Pai Eterno, como única vítima digna d’Ele, e pela qual podemos render-lhe homenagem, reconhecer os seus benefícios, satisfazer a sua justiça e obter misericórdia. Oferecer-se a si mesmo para lhe sacrificar o ser, vida, empregos.

Apresentar-lhe um ato de virtude que se proponha fazer, uma mortificação a praticar, pelos mesmos fins pelos quais Nosso Senhor se imola no Santíssimo Sacramento. – Fazer esta oblação com um desejo ardente de aumentar, tanto quanto se for capaz, a glória que Ele presta a seu Pai neste augusto mistério. Terminar fazendo a comunhão espiritual. Tornar frequentes estas visitas, porque a nossa felicidade nesta vida depende da nossa união a Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.

Fonte: A alma de Todo o Apostolado – Parte V – Jean-Baptiste Chautard

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