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Textos com Etiquetas ‘Corpus Christi’

O que um católico autêntico faz na Solenidade de Corpus Christi? Descubra aqui:

4, junho, 2015 8 comentários
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Corpus Christi - Nesta Solenidade tão importante, veneremos a presença real de Deus, agradeçamos por este inefável favor de Nosso Senhor e reparemos os terríveis ultrajes que Ele sofre diariamente.

Consideremos os elevados fins a nossa Mãe a Santa Igreja teve em mira pela instituição da festa do Santíssimo Sacramento com oitava solene.

Com todo esse esplendor de missas, procissões e outros exercícios piedosos ela quer tributar a seu divino Esposo um tríplice preito, de veneração de gratidão e de reparação.

Um preito de veneração para compensar-lhe de algum modo o estado de aniquilamento e humilhação a que se quis sujeitar e ainda se sujeita continuamente para ficar conosco sobre
os altares;

Onde, na palavra de São Bernardo, esconde a sua divindade, esconde também a sua humanidade, só deixando ver as aparências de pão para assim patentear a ternura do amor que nos tem.

Quis a Igreja também tributar a Jesus Cristo um preito de gratidão, por um dom tão grande, no qual fez o supremo esforço de seu amor para com os homens.

– “O Esposo”, diz São Pedro Alcantara, “para consolar a sua Esposa durante a sua longa ausência, quis dar-lhe uma companhia; e instituiu este Sacramento, no qual reside em pessoa: era a melhor prova que lhe podia dar do seu amor”.

Justo pois era que a Igreja excitasse os fieis, seus filhos, por uma solenidade especial agradecerem a Jesus sua amorosa presença e venerarem com afetos de gratidão.

Finalmente, com a festa de hoje, a Igreja quer tributar a Jesus um preito de reparação, a fim de o desagravar de tantas ofensas que ele recebe continuamente neste divino Sacramento. A Igreja vê que a maior parte dos homens recusa adorá-lo e reconhecê-lo pelo que é neste adorável mistério.

Sabe que mais de uma vez estes mesmos homens chegaram a calcar aos pés as hóstias consagradas, a lançarem-nas ao lodo, à água, ou às chamas.

O que mais aflige é ver que também a maior parte dos que creem na Eucaristia, em vez de repararem tantos ultrajes por testemunhos de respeito e piedade, vem aumentar a dor de Jesus pelas suas irreverências nas Igrejas, ou deixam-no só sobre o altar, desprovido por vezes de lâmpada e dos ornamentos mais indispensáveis. Oh! Que negra ingratidão!

Meu irmão…

Procura informar-te ao espírito da Igreja e tributa a Jesus o tríplice preito de veneração, de gratidão e de reparação, de gratidão e de reparação, assistindo com fé as missas e outros exercícios piedosos, aproximando-te da santa comunhão e visitando-o nestes dias com mais frequência.

Senhor, meu Jesus Cristo, que por amor dos homens ficais noite e dia no Sacramento do altar, onde, cheio todo de misericórdia e bondade, chamais e acolheis todos os que Vós vêm visitar: eu creio que estais presente
neste Sacramento.

Desde o abismo de meu nada, Vos adoro, e graças vos dou por todos os benefícios que me tendes feito; especialmente por que Vos destes a mim neste Sacramento, me concedestes por advogada vossa Mãe, a Santíssima Virgem Maria, e me chamastes a Vos visitar nesta Igreja.

Saúdo hoje o Vosso Coração amantíssimo, e quero saudá-lo por três fins: 1º em reconhecimento deste grande dom; 2º em reparação de todos os ultrajes que dos vossos inimigos tendes recebido neste Sacramento;

3º na intenção de Vos adorar, por esta visita, em todos os lugares do mundo,  onde sois menos reverenciado e mais abandonado neste Sacramento.

Amo-Vos, meu Jesus, de todo o meu coração. Pesa-me de ter, no passado, desagradado tantas vezes vossa bondade infinita. Proponho, com o socorro de vossa graça, não Vos ofender mais
no futuro.

E nesta hora, miserável como sou, me consagro todo a Vós; eu vos dou e sacrifico minha vontade, meus afetos, meus desejos, e todos os meus interesses. Doravante, fazei de mim, e de tudo o que é meu, o que for do vosso agrado.

Somente peço e quero o vosso santo amor, a perseverança final e a graça de cumprir perfeitamente a vossa vontade. –

Recomendo-Vos as almas do purgatório, principalmente as mais devotas do Santíssimo Sacramento e de Maria Santíssima. Recomendo-Vos também todos os pobres pecadores.

Enfim, amadíssimo Salvador meu, uno os meus afetos aos afetos do vosso Coração amantíssimo, e assim unidos, ofereço-os a vosso Eterno Pai, pedindo-lhe em vosso nome que por vosso amor se digne de os aceitar e atender.

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Fonte: retirado do livro “Meditações para todos os dias e festas do ano” de Santo Afonso de Ligório.

O SANTÍSSIMO SACRAMENTO DA EUCARISTIA E A SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI

18, junho, 2014 6 comentários
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• A instituição da Eucaristia na Santa Ceia: o sacramento por excelência, o maior milagre de Jesus Cristo, o maior tesouro que Ele nos deixou, que é sua presença contínua nesta Terra.
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• Corpus Christi, a festa para honrar e adorar o Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo na Eucaristia.
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São Pio X com os paramentos e a tiara papais

Em seu glorioso Pontificado, o Papa São Pio X (1903 a 1914) impulsionou extraordinariamente a piedade eucarística. Ele recomendou a comunhão frequente quando declarou que:
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“todos os fieis têm liberdade de receber a sagrada comunhão com frequência e até diariamente, como é desejo de Jesus Cristo e de Sua Igreja; e que, portanto, não se deve negá-la a ninguém, que se aproxime da Sagrada Mesa em estado de graça e com reta e devota intenção”.
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O Sumo Pontífice também incentivou a primeira comunhão concedida às crianças, para isso bastando que elas “soubessem distinguir entre o ‘Pão Eucarístico’ e o ‘pão material ordinário’”.
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E que, quanto à doutrina, exigir-se-ia apenas que elas tivessem “certo conhecimento dos rudimentos da fé”. Incentivando a comunhão frequente e a aproximação das crianças à mesa da comunhão, São Pio X concorreu eficazmente para que as ideias modernistas e jansenistas não se expandissem nos ambientes católicos de então.
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Com efeito, a heresia jansenista — alegando um falso respeito e negando a misericórdia infinita de Deus — enfraquecia a devoção ao Santíssimo Sacramento.
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Esse Santo Papa, que passou para a História como o “Pontífice da Eucaristia”, sintetiza o mais excelso de todos os sacramentos — que, como sabemos, são sete:
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1) Batismo – 2) Confirmação – 3) Eucaristia – 4) Penitência – 5) Extrema-Unção – 6) Ordem 7) Matrimônio.
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Com essas eloquentes palavras: “A devoção à Eucaristia é a mais nobre de todas as devoções, porque tem o próprio Deus por objeto; é a mais salutar porque nos dá o próprio autor da graça; é a mais suave, pois suave é o Senhor. Se os anjos pudessem sentir inveja, nos invejariam porque podemos comungar”.
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EUCARISTIA: A MAIOR MANIFESTAÇÃO DO AMOR DIVINO
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Conforme Santo Tomás de Aquino, “todos os sacramentos estão ordenados para a Eucaristia como para o seu fim”.
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O Doutor Angélico ainda afirmou que a dádiva do Divino Sacramento é “uma graça de heroísmo na luta, e que seu efeito próprio é não só o de amortecer em nós o fogo das paixões, como o de tornar-nos invencíveis contra todas as potências infernais”.
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Ele defendeu a tese de ser o Santíssimo Sacramento o maior dos milagres operados por Nosso Senhor Jesus Cristo, o sacramento por excelência, a maravilha das maravilhas, o “Maximum miraculum Christi”.
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Nesse mesmo sentido, Santo Agostinho, de modo muito inspirado, assim se manifestou sobre esse milagre divino: “Que Deus, como ser infinitamente sábio e infinitamente poderoso, não poderia e nem saberia dar-nos mais precioso mimo do que o da Eucaristia; visto que, neste dom, se nos dava a Si mesmo”.
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Impossível maior manifestação de amor de Deus pelos homens, segundo o Apóstolo São João. “Tendo Jesus amado aos seus, que estavam no mundo, amou-os até ao extremo” (Jo 13,1).

Veja como receber o Escudo do Sagrado Coração de Jesus clicando na imagem

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O SOBRENATURAL ALIMENTO PARA NOSSAS ALMAS
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Não seria, portanto, ingratidão para com Nosso Senhor Jesus Cristo desprezar essa tão excelsa manifestação do amor divino, se recusássemos esse “alimento espiritual” que Ele misericordiosamente nos concedeu? Claro que sim.
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Ademais, seria desprezar uma graça que aumenta nossa união com Deus, que nos propicia uma prelibação da visão beatifica; uma dádiva que nutre nossas almas, fortifica nossas virtudes, conserva e aumenta em nós a vida da graça (a vida sobrenatural); que nos dá forças para vencer as tentações, dominando nossas paixões desordenadas; além de apagar os pecados veniais, nossas faltas leves.
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Segundo definição do Concílio de Trento (1545 – 1563), a Eucaristia é “um antídoto que nos purifica das faltas que cometemos todos os dias e nos preserva de quedas mortais”.


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Nosso Senhor, em sua extrema manifestação do divino amor para com seus filhos neste mundo, nas vésperas de sua Crucifixão, Ressurreição e subida ao Céu, instituiu o sacramento eucarístico na Santa Ceia, a última com os Apóstolos, para não nos abandonar nunca, permanecendo na Terra até fisicamente presente no sacrário.

 

A Santa Ceia - Marten De Vos (1532-1603). The National Museum of Western Art, Tóquio, Japão

 

.Não apenas de modo simbólico, mas verdadeiramente presente sob as aparências das Sagradas Espécies consagradas (o pão e o vinho). Assim, habitando sempre entre nós — para ouvir nossas súplicas e atendê-las quando necessárias para nossa salvação eterna — cumpriu-se esta promessa divina: “Eu estarei convosco até a consumação dos séculos” (Mt 28,20).
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Testemunharam-no os Apóstolos e registraram os Evangelhos:

“Enquanto ceavam, Jesus tomou o pão, e o benzeu, e o partiu, e deu-o a seus discípulos, e disse: Tomai e comei; isto é o meu corpo. E, tomando o cálice, deu graças e deu-lho dizendo: Bebei dele todos. Porque isto é meu sangue (que será o selo) do novo testamento, o qual será derramado por muitos para a remissão dos pecados” (Mt 26, 26-28).

 “Sacerdos alter Christus” (O sacerdote é um outro Cristo).
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Como ensina a Santa Igreja, na parte mais importante da Missa, que é a Consagração — pelo poder conferido por Nosso Senhor aos Apóstolos ao ordenar “Fazei isso em memória de mim” (Lc 22,19) —, a substância do pão de trigo e do vinho de uva converte-se em seu corpo e alma substancialmente, e em estado glorioso, impassível, intangível e invisível.
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O sacerdote na Missa — que é a renovação incruenta do sacrifício do Calvário — pronunciando as palavras sacramentais durante a Consagração, “agit in persona Christi” (atua na pessoa de Cristo).
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O sacerdote não diz “Tomai e comei, isto é o corpo de Cristo”, mas, sim, “Tomai e comei, isto é o meu corpo” — neste momento dá-se a “transubstanciação”, como muito apropriadamente denomina a Igreja.
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Com efeito, no Concílio de Trento, a respeito da presença real e substancial de Jesus Cristo nas espécies eucarísticas, foi promulgado: “No sublime sacramento da santa Eucaristia, depois da Consagração do pão e do vinho, Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, está contido verdadeira, real e substancialmente sob aparência das coisas sensíveis”.
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EUCARISTIA: O MODO DE RECEBER O AUGUSTO SACRAMENTO
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Uma vez que no Santíssimo Sacramento da Eucaristia Nosso Senhor encontra-se verdadeiramente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, não é uma grande graça poder visitá-Lo com frequência?
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Não é considerado uma grande honra visitar um rei? Imagine-se então quão grande é a honra poder visitar o Rei dos Reis, o Senhor do Céu e da Terra — sempre à nossa disposição nos sacrários, tanto das ricas e imponentes catedrais quanto das pobres e simples capelinhas!
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Se fôssemos convidados a visitar uma rainha — por exemplo, a Rainha da Inglaterra —, não nos prepararíamos primorosamente para tal visita e a faríamos com todo respeito?
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Se assim é, com razão ainda maior devemos visitar o Santíssimo Sacramento e receber a Sagrada Comunhão com sumo respeito, numa atitude de adoração, estando em estado de graça (sem a mancha de qualquer pecado mortal). É sapiencial tradição da Igreja recebê-la de joelhos e sobre a língua; no caso das senhoras, cobertas com o véu na cabeça e convenientemente vestidas.
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Não estando em estado de graça, deve-se primeiro purificar a consciência, arrependendo-se e confessando-se antes de receber a Comunhão. Como adverte São Paulo Apóstolo:

“Todo aquele que comer este pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Examine-se, pois, a si mesmo o homem, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque aquele que o come e bebe indignamente, come e bebe para si a condenação, não distinguindo o corpo do Senhor” (I Cor. 11, 27-29).

Consonante com essas palavras do Apóstolo, o Concílio de Trento reafirmou: “Ninguém cônscio de pecado mortal, por mais contrito que se julgue, se aproxime da Sagrada Eucaristia sem ter recebido antes o Sacramento da penitência”.

 

Fonte: Revista Catolicismo – junho/14

 


Contemple o mistério central da fé católica

23, maio, 2013 Comments off
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Festa e procissão de Corpus Christi (ou Corpus Domini)

7, junho, 2012 12 comentários
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Na Idade Média, os homens tinham uma devoção enlevada pela pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Corporal com gotas do Preciosíssimo Sangue do milagre de Bolsena, na basílica de Orvieto

A história da festa de Corpus Christi tem origem nessa devoção.

Pelo fim do século XIII, na Abadia de Cornillon, em Liège, Bélgica, nasceu um Movimento Eucarístico que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos na elevação na Missa e a própria festa do Corpus Christi.

Neste ano de 2012, a festa de Corpus Christi cai no dia de hoje, 7 de junho.

A abadessa Santa Juliana de Mont Cornillon ardia em desejos de que o Santíssimo Sacramento tivesse uma festa especial.

Ela teve uma visão em que a Igreja aparecia como uma lua cheia com uma mancha negra, sinal da ausência da solenidade.

Santa Juliana comunicou a visão a vários prelados. Entre estes estava o futuro Papa Urbano IV.

O bispo Roberto de Liège, em 1246, instituiu a celebração na diocese. O exemplo se estendeu especialmente por toda a atual Alemanha.

Em 1263, o Papa Urbano IV estava em Orvieto, ao norte de Roma.

Na vizinha localidade de Bolsena, o padre alemão Pedro de Praga celebrava Missa na Igreja de Santa Cristina.

Ele tinha sérias dúvidas sobre a realidade da presença de Cristo na Hóstia consagrada.

Assim que ele completou as palavras da Consagração, o Sangue começou a escorrer da Hóstia Consagrada e correr por suas mãos abaixo, sobre o altar e sobre o linho (corporal).

Vendo isto, ele interrompeu a Missa e viajou depressa a Orvieto onde o Papa Urbano IV residia.

Ao ouvir a história dele, o Papa o perdoou por ter dúvidas e enviou os representantes a Bolsena, para investigarem.

O padre celebrava mas com sérias dúvidas sobre Presença Real de Cristo na Hóstia consagrada quando essa começou a pingar sangue.

Paroquianos e outras testemunhas confirmaram a história do padre; e a Hóstia e os linhos manchados estavam lá para todos verem.

Este se conserva até hoje na basílica de Orvieto ― construída, aliás, para guardá-lo ― onde pode ser visto e venerado pelos fiéis.

O Santo Padre movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, estendeu a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula “Transiturus” de 8 setembro do mesmo ano de 1264.

Urbano IV encarregou o ofício e a liturgia das horas a São Boaventura e a Santo Tomás de Aquino.

Mas quando o Pontífice começou a ler em voz alta o ofício feito por Santo Tomás, São Boaventura, despretensiosamente foi rasgando o seu em pedaços.

As procissões de Corpus Christi se fizeram comuns a partir do século XIV.

Quando os protestantes conceberam a estultice de negar a Presencia Real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Hóstia consagrada, o Concílio de Trento reforçou o costume.

O Concilio de Trento dissipou os ignaros erros contestatários, determinado que fosse celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos.

Fonte: blog orações e milagres medievais

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Vem Corpus Christi: tapetes de flores para o Santíssimo Sacramento

6, junho, 2012 15 comentários
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A tradição de fazer tapetes de flores e serragens no Corpus Christi é sem sombra de dúvidas, muito bonita.

No vídeo abaixo você poderá apreciar lindos tapetes feitos por católicos de algumas partes do mundo.

Que o Sagrado Coração de Jesus lhe cubra de bençãos.