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Dia de São Pedro e São Paulo! Você sabe por que eles são considerados as colunas da Igreja? Veja e se surpreenda

29, junho, 2016 2 comentários
São Paulo e São Pedro, colunas da Santa Igreja

São Paulo e São Pedro, colunas da Santa Igreja


Hoje é a festa de São Pedro e São Paulo. 


A
respeito dos apóstolos São Pedro e São Paulo, D. Guéranger, no Année Liturgique, tem essas palavras:

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“Pedro e Paulo não cessam de ouvir a prece de seus devotos.

O tempo não diminuiu seus poderes, e mais no Céu que outrora na terra, a grandeza dos interesses gerais da Igreja não os absorve a ponto de;

Negligenciarem o menor dos habitantes dessa gloriosa cidade de Deus, da qual foram e permanecem príncipes.

Um dos triunfos do inferno em nossa época foi o de ter adormecido, nesse ponto, a fé dos justos.

É preciso insistir para terminar esse sono funesto, que nos levará ao esquecimento de que o Senhor quis confiar a homens o cuidado de continuar a Sua obra e representá-lo visivelmente na terra.


Santo Ambrósio exalta a ação apostólica sem cessar eficaz e viva da Igreja, exprime com delicadeza e profundidade o papel de Pedro e Paulo na retificação dos eleitos.


A Igreja, diz ele, é um navio onde Pedro deve pescar e nessa pesca ele recebe ordens de usar ora a rede, ora anzol. Grande mistério, porque essa pesca é toda espiritual.

A rede protege, o anzol fere, mas a rede é multidão, o anzol o peixe solitário. O bom peixe não repele o anzol de Pedro;


Ele não mata, mas consagra. Preciosa ferida a sua, que no sangue faz encontrar a moeda necessária ao pagamento do tributo do apóstolo e mestre.

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Alusão ao fato do Evangelho.

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Então, não te subestimes porque teu corpo é fraco; tens da tua boca do que pagar para Cristo e sua Igreja e para Pedro.

Porque um tesouro está em nós: o Verbo de Deus. A confissão de Jesus o põe em nossos lábios.

É por isto que Ele diz a Simão: Vai ao mar alto, isto é, ao coração do homem, porque o coração do homem em seus recônditos é como as águas profundas.


Vai ao mar alto, isto é, a Cristo, porque Cristo é o reservatório profundo das águas vivas no qual estão os tesouros da sabedoria e da ciência.


Todos os dias Pedro continua a pescar. Todos os dias o Senhor lhe diz: vai ao mar alto.

Mas parece-me ouvir Pedro: Mestre, trabalhamos toda a noite, sem nada conseguir. Pedro sofre em nós quando nossa devoção é trabalhosa.

Paulo está também em luta. Vós o ouvistes hoje dizendo: Quem está doente sem que eu também não esteja doente?

Fazei de forma tal que os apóstolos não tenham que sofrer por vossa causa”.


São muito bonitas as palavras e poderíamos fazer um comentário sobre cada uma delas.

Uma é essa primeira parte, essa referência interessante de D. Guéranger de que a Providência permitiu que a fé dos justos se tornasse sonolenta;


Quanto ao papel que do alto do céu São Pedro e São Paulo desenvolvem para o bem da Igreja Católica e para a salvação das almas.


É curioso, mas a devoção aos Apóstolos caiu muito, exceção feita a São Judas Tadeu, que era exatamente um Apóstolo quase desconhecido e havia assim da parte de algumas pessoas uma espécie de estranheza instintiva:

Não sabiam se não era Judas – não o Santo – representado com outra massa no Colégio Apostólico. Com essa exceção, a devoção aos outros Apóstolos caiu muito.

E essa queda é tudo quanto se possa imaginar de menos razoável, porque é evidente que a missão desses Apóstolos não diminui com o tempo.

Pelo contrário, deve-se entender que essa missão se mantém íntegra até o fim dos tempos. Porque não foram apóstolos apenas de uma época;

Não foram apenas pessoas que salvaram as almas numa ocasião, mas são os que estão logo depois de Nosso Senhor Jesus Cristo e que contêm em seu apostolado todas as épocas;


Porque fizeram uma espécie de implantação da Igreja nos lugares onde Ela depois floresceu. 
Compreendemos, portanto, que a devoção a eles é mais do que razoável.


E devemos ver nessas palavras de D. Guéranger uma ocasião para nos recomendarmos a eles, pedirmos graças a eles, de maneira tal que sejamos atendidos e com esse atendimento se afervore nossa devoção.

Esta é a primeira consideração.

Há uma outra consideração: é uma comparação entre a pesca milagrosa e o papel de São Pedro e São Paulo.


Parece-me interessante notar aqui aquela distinção entre apostolado de rede e apostolado de anzol, que costumamos usar em nossa linguagem.


Apostolado de rede são certas campanhas gerais que se destinam a atrair muita gente.

Apostolado de anzol, ou de pinça — o anzol não é senão uma pinça aquática — é feito para pegar este ou aquele ou aquele outro. E assim temos duas modalidades de apostolado aqui expressas.

Ele fala a respeito do apostolado de rede e depois do anzol, e quando fala do anzol tem palavras muito bonitas.


O anzol fere, machuca a boca do peixe, mas com o sangue com que o peixe se apresenta, vem o pagamento da conversão.


Isto quer dizer que muitas vezes há conversões duras, conversões ao longo das quais a pessoa sofre, sangra, mas essas conversões feitas com sangue vêm trazendo consigo o preço de si mesmas.

O sangue paga a dívida daquele que deve ser convertido. Esse é um tipo de conversão e é uma conversão que se opera por meio da dor.

Mas há outro tipo de conversão que se opera de um modo mais largo, de modo menos dolorido, que é pela rede.

Pega-se um mundo de gente, e a ação da misericórdia é mais palpável. Então, vê-se aí um grande número de pessoas convertidas, e convertidas com pouca dor.

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O batismo do Rei dos Francos, ministrado por São Remígio, constituiu marco decisivo para a conversão ao Cristianismo dos povos bárbaros que invadiram o Império Romano

O batismo do Rei dos Francos, ministrado por São Remígio, constituiu marco decisivo para a conversão ao Cristianismo dos povos bárbaros que invadiram o Império Romano

Os senhores têm exemplo maravilhoso disso na Idade Média, onde se notava que pela conversão dos reis, de certos reis, nações inteiras se convertiam.

O reino dos francos, por exemplo, o reino dos poloneses e assim outros reinos, os reinos ânglicos, etc. O reino inteiro se convertia.

É claro que não se podia imaginar que cada um daqueles homens passasse por um drama horroroso até se converter.

Mas era a rede que era deitada e que trazia um mundo, uma multidão de peixes para dentro da Igreja Católica.

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Uma outra referência bonita é a que diz aqui a respeito de não conseguir nada. São Pedro e São Paulo sempre tiveram enorme dificuldade em seu apostolado e depois tiveram resultados extraordinários.

Não foram apostolados fáceis, não foi apostolado tipo happy end, certo tipo de apostolado, falso apostolado, como fazem certos liturgicistas.

Essa gente gostava de contar: foi a uma fábrica, e falou com fulana. “Amigos, bom dia”, e todos responderam “bom dia”. E daqui a pouco toda a fábrica estava convertida…


É o contrário que acontece. É apostolado difícil, apostolado pedregoso, em que a gente deve continuamente pedir a Nossa Senhora que nos alcance a bênção de Deus para nosso apostolado.


Sem esse auxílio especial, esse apostolado tão pedregoso não rende nada.

Há uma bonita prece do Cardeal Merry del Val, em que ele pede para ter sempre em mente que Deus estava na origem do apostolado dele;

Quer dizer, é quem lhe tinha dado as graças, quem lhe tinha dado a idéia, quem lhe tinha dado os meios para iniciar.

Deus estava no meio, porque era a ação de Deus, obtida pelas preces de Nossa Senhora, que determinava os auxílios que faziam progredir o apostolado, e Deus era o fim do apostolado, Aquele a quem o apostolado deve servir.

Devemos nos lembrar disso. Se tivermos isso bem em mente, estaremos fazendo como São Pedro, que pediu o auxílio de Deus e a rede estalou de tão cheia.


Se não tivermos isto em mente nosso apostolado corre o risco de ser minguado, corre o risco de ser um apostolado ilusório. Por quê? Porque exatamente a graça de Deus não veio.


Então, a referência à pesca milagrosa vem muito a propósito para termos isto em mente; para termos, ao longo de nosso apostolado, aquela humildade, aquele espírito sobrenatural,;

Para compreendermos que de nós para nós não somos coisa nenhuma e que na ordem sobrenatural não conseguimos nada; na própria ordem natural precisamos o auxílio de Deus.


Então, nos recomendarmos a Nossa Senhora, que é a Medianeira onipotente, para que Ela nos alcance porque nossas preces sem Ela de nenhum modo alcançariam porque não merecemos.


Então, tudo isto redunda na glória de Nossa Senhora e no desejo de nos acercarmos cada vez mais a Ela, como sendo nossa Mãe muito afável;

Mas onipotente enquanto suplicante, Aquela cuja oração pode tudo e que nos pode alcançar tudo aquilo que devemos desejar.

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Fonte: www.pliniocorreadeoliveira.info

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Hoje é o dia de São José, o Protetor da Igreja Católica

19, março, 2015 12 comentários

Plínio Correa de Oliveira

Há várias invocações de São José que
poderíamos considerar.

Eu creio que, dessas invocações, depois das que dizem diretamente respeito a Nosso Senhor Jesus Cristo, nenhuma é mais bonita do que “Protetor da Igreja Católica”.

Protetor de algo é, de algum modo, um símbolo daquilo que se protege. Os senhores considerem, por exemplo, alguém que é guarda da rainha [da Inglaterra, Elisabeth II].

Este, de algum modo, toma em si algo da realeza da rainha; é uma honra ser guarda da rainha! Escolhem-se para serem guardas da rainha os indivíduos mais capazes, os que tiveram maior coragem, os que  nas guerras provaram maior dedicação à coroa inglesa. Estes são os convidados para serem os guardas da rainha.

Se é uma honra ser guarda da rainha, se é uma honra ser guarda do Papa, então que honra é ser guarda da Santa Igreja Católica!

Exceção feita de Nossa Senhora que é Mãe da Igreja, ninguém pode se comparar à Igreja Católica. Nem qualquer Anjo ou todos os santos considerados cada um separadamente tem a dignidade da Igreja Católica.

Porque a Igreja envolve todos os santos e Ela é a fonte da santidade desses santos e, portanto, um santo nunca pode ter a dignidade igual à da Igreja Católica.

A grandeza moral de São José

Os senhores imaginem, portanto, o que é o santo que é o Padroeiro da Igreja Católica!

Ele tem que ser algo de tão alto, de tão excelso que, por assim dizer, tem que ser o reflexo da Igreja que ele guarda! Para estar proporcionado a Ela, tem que ter o reflexo da Igreja que guarda.

Podemos considerar que a envergadura espiritual de São José – enquanto co-idêntico com o espírito da Igreja Católica, enquanto sendo exemplar prototípico e magnífico da mentalidade, das doutrinas, do espírito da Igreja Católica – só se pode medir por esse outro critério: é o fato dele ser Esposo de Nossa Senhora e proporcionado, portanto, a Nossa Senhora; ser o Pai adotivo do Menino Jesus e, portanto, proporcionado ao Menino Jesus!

Se quisermos ter uma ideia da alma de São José, do espírito de São José, seria preciso imaginar tudo quanto a gente pensa da Igreja Católica, toda a grandeza da Igreja, toda a simplicidade da Igreja, toda a dignidade da Igreja, toda a afabilidade da Igreja, toda a sabedoria da Igreja, toda a imensidade da Igreja, tudo quanto se pudesse dizer da Igreja Católica e imaginar isto realizado num homem!

E então teríamos a fisionomia moral de São José!

Devemos imaginar, pelo menos, o perfil moral desse Santo: a castidade de São José, sua
pureza ilibadíssima.

E devemos nos aproximar dele com respeito, com veneração e pedir-lhe que nos conceda aquilo que tanto desejamos receber.

O que pedir a São José em sua festa?

Cada um se pergunte a si próprio – num exame de consciência de um minuto – qual é a graça que quer pedir a São José por ocasião da festa de hoje.

A primeira das graças a pedir seria a da devoção a Nossa Senhora; outra, a graça de refletir tão bem o espírito da Igreja Católica quanto esteja nos desígnios da Providência ao nos ter criado e ao nos ter conferido o
santo Batismo;

Podemos pedir a pureza, a despretensão… podemos pedir tudo. Podemos escolher cada uma dessas coisas ou pedir todas essas coisas no seu conjunto.

Às vezes, é bom a gente pedir uma coisa só, se a graça nos leva a pedir uma coisa só. Às vezes, é bom pedirmos tudo, porque há momentos em que a graça nos leva a sermos audaciosos e a pedir muita coisa ao mesmo tempo.

E então hoje, na festa de São José, conforme o movimento da graça interior em cada um de nós, devemos pedir alguma coisa a ele.

E se não soubermos bem o que pedir a São José, dizer a ele: “Meu bom São José, dai-me Vós aquilo de que preciso… uma vez que nem sequer sei o que me convém.”

Eu acredito que, no mais alto dos Céus, ele sorrirá e dará, com bondade, alguma graça muito bem escolhida. E com isto fica nossa invocação a São José.

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Fonte: http://www.pliniocorreadeoliveira.info/

Quem é “grande consoladora dos sofrimentos humanos” no mundo? Veja aqui!

4, fevereiro, 2015 Comments off

Mons. de Ségur

De como Jesus Cristo vem a nós e nos consola por
sua Igreja

Assim como para transmitir-nos a luz da Fé, serve-se Jesus Cristo de Sua Igreja; assim também por intermédio dela, comunica-nos admiráveis consolações. Enviada de Jesus Cristo, é a Igreja a grande consoladora dos sofrimentos humanos.

Importa que nos atiremos em seu regaço amoroso, se quisermos encontrar o bálsamo
das consolações.

Para não ir mais longe, eis já uma consolação: os tesouros da verdadeira Fé, que nos dão absoluta certeza das tão suaves quão consoladoras verdades da Religião.

A Igreja e a Fé nos ensinam infalivelmente que, se sofrermos santamente neste mundo, teremos no Céu magnífica e eterna felicidade, e que todas as nossas transitórias tribulações muito pouco valem, comparadas com o cúmulo da eterna glória, que a mesma Igreja nos prepara no Paraíso.

A Igreja e a Fé descerram o véu do mistério do sofrimento, e para logo tudo muda de aspecto: o que era horrível, passa a ser tolerável e até mesmo apetecedor; o amor de Jesus Cristo transmuda os espinhos em rosas, o travo em doçura.

A Igreja nos consola ensinando-nos a orar, a estreitar a união com nosso salvador; a haurir dEle, como em inesgotável fonte, a água refrigerante da consolação de da paz.

A Igreja consola-nos, fazendo-nos manusear os Santos Evangelhos, e ensinando-nos a saborear o maná escondido nas palavras e ações de Jesus Cristo.

De feito, como o crucifixo, assim também o Evangelho é o livro das consolações divinas.

A Igreja consola-nos fazendo mais ainda: dá-nos o próprio Jesus Cristo, sim, Jesus presente e velado na Eucaristia. Consola-nos, dando o Consolador
em pessoa.

Na verdade, a Igreja continuamente possui a Jesus, que está conosco, e, por amor de nós, desce quotidianamente ao altar nas mãos do sacerdote. A Igreja, por intermédio de seus ministros, dá Jesus Cristo a quantos o pedem.

Consola-nos, outrossim, a Igreja com todas as ações, que em prol de nossa felicidade, praticam os sacerdotes: por intermédio deles, faz-nos ela ouvir, nas horas de tribulação e de lágrimas, palavras que do Céu vêm e para lá conduzem.

Por intermédio deles, ela já perdoa-nos os pecados e restitui-nos a paz de coração e as alegrias da consciência, já nos cumula de benefícios, reavivando-nos a esperança, alentando-nos a coragem, aligeirando nossos infortúnios, sem excetuar nenhum sequer.

Consolação na hora da morte

Por último, no transe supremo da morte, a Igreja e só a Igreja, vem, tão suave como eficazmente, prestar-nos caridosa consolação.

“Senhor, dizia ao caritativo sacerdote que o estava assistindo, um homem de elevada hierarquia, que até ali fora indiferente a religião, senhor, calorosamente agradeço o terdes sido instrumento das divinas misericórdias para comigo. Se morro em paz, fiando da bondade divina, à vossa intervenção o devo”.

Durante o cerco de Paris pelos prussianos, um voluntário, oficial subalterno, membro de família abastada e nobre, fora mortalmente ferido nas planícies de Bougival.

Aguardando o momento de comparecer perante Deus, jazia ele, deitado de costas, com as mãos juntas, nadando em sangue, e crivado de feridas. Quis a providência que estivesse ali por perto um capelão do exército, o qual acudiu os gemidos do mísero ferido.

“Meu padre, disse-lhe este, depois de haver declarado seu nome e a moradia de sua família, confessei-me ontem, morro em estado de graça. Dizei à minha família que morro contente, porque sou cristão e cumpri meu dever.

Não voltei o rosto ao meu inimigo. No meu corpo ali estão onze balas. Consolai minha mãe. Parto a ter com o Deus das Misericórdias” e adormeceu no Senhor; e a Igreja, pelas mãos do Padre, fechou-lhe os olhos.

Tal é a benfazeja missão da Igreja.

Separar-nos da Igreja, incutir-nos medo, ódio, ou, ao menos, esquecimento dela, é a traça costumeira do demônio. O miserável almeja despenhar-nos consigo na desesperação, assim como nos despenhou no pecado e no castigo do pecado, que vem a ser o sofrimento.

Quer deserdar-nos  do amor da Igreja, porque bem sabe que Jesus Cristo está na Igreja, do mesmo modo que a vida está no vivente, e o fogo, na brasa. E ele não quer que Jesus Cristo nos salve, se uma conosco, nos santifique e console.

E o fidagal inimigo dEle e nosso; releva que o não escutemos, e com respeito, ternura e confiança procuremos o regaço maternal da Igreja.

É a consoladora do mundo despenhado na culpa.

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Fonte:  “Os que sofrem consolações” – Mons. de Ségur.

Ante a perda da terceira parte do rebanho católico

24, julho, 2012 20 comentários

Os católicos que realmente levam a sério a prática da Religião receberam com imensa consternação a notícia da diminuição gigantesca de irmãos na Fé. O último censo apontou uma redução, em 50 anos, de praticamente um terço dos católicos no Brasil! Talvez já não sejamos mais o maior país católico do mundo.

Tal consternação se justifica principalmente pelo fato de que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana ensina que fora d’Ela não há salvação. Esta verdade está inteiramente clara no Símbolo dos Apóstolos ou Credo: Credo in Unam Sanctam Catholicam et Apostolicam Ecclesiam. Creio na Igreja Una Santa Católica e Apostólica.

Ensina o Catecismo: “Fora da Igreja não há salvação: Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo” (Parágrafo 846).

Portanto, a coerência de tal ensinamento nos leva à triste convicção de que as almas que rompem com a Igreja Católica, caso não se arrependam, correm sério risco de condenação eterna.

Não nos esqueçamos, aliás, que Nossa Senhora quis confirmar a existência do inferno e a condenação das almas mostrando-o aos pastorinhos em Fátima, a 13 de julho de 1917.

Há, entretanto, outro fator preponderante para a consternação dos nossos; é o fato de os católicos estarem abandonando a Igreja por causa de uma força autodemolidora, instalada no próprio seio d’Ela, conforme já apontou o Papa Paulo VI em dezembro de 1968.

Nossa Santa Religião está encharcada de elementos que a desfiguram inescrupulosamente, propulsionando para a apostasia, até almas que buscam a autêntica espiritualidade da Igreja Católica.

Decepcionadas com uma quantidade não pequena de pastores mal orientados acabam se excluindo, cheias de perplexidades, em razão de sua consciência duramente violentada. A elas caberia permanecer na Igreja em estado de resistência contra os maus católicos. Mas é infelizmente não o que acontece.

Uma quantidade incontável de desvios doutrinários, litúrgicos e escândalos morais leva muitos fiéis a se dispersarem como ovelhas desgarradas, à mercê dos lobos espertos que logo as acediam com suas charlatanices, heresias e marketing pseudorreligioso.

Pobres almas remidas por Nosso Senhor Jesus Cristo. Quem tem pena delas?

Quantas autoridades religiosas só tratam de assuntos materiais e temporais! Dir-se-ia que perderam a Fé. Apoiam reivindicações sociais sempre voltadas para a esquerda, muitas vezes contrárias à doutrina e à moral da Santa Igreja; enquanto as almas se desviam aos borbotões. “Pelos seus frutos vós os conhecereis” diz São Mateus, e os frutos aí estão: uma diminuição, enorme, de católicos!

Apesar dos números reveladores e das evidências do fracasso dessa orientação “progressista” dentro da Igreja, persiste a obstinação em caminhar nessas vias da teologia da libertação, de práticas inspiradas no protestantismo pentecostal etc.

Será por uma deliberação consciente de autodemolir a Igreja?

Para dar um exemplo que endossa essas considerações, a má vontade e incompreensão que sofrem vários sacerdotes desejosos de, apoiados no Motu Próprio de Bento XVI, celebrarem a Missa Tridentina.

Há sacerdotes relegados , por causa disso, a celebrar fora das cidades, em sítios distantes, em condições materiais precárias. Outros vivem numa perpétua insegurança sobre o que lhes pode acontecer, pelo fato de serem fiéis à Tradição da Igreja, desejarem celebrar o ritual tradicional e usarem batina.

Não obstante, a celebração da Missa tradicional ganha cada vez mais adeptos.

Não será que essa tendência conservadora pode começar a recuperar o terreno perdido? Por que não favorecê-la mais?

Além disso, respeitáveis senhoras são ridicularizadas publicamente até por sacerdotes durante as missas, por se apresentarem de véu para comungar, enquanto mulheres indecorosamente vestidas recebem livremente a comunhão.

A outros se lhes nega a absolvição pelo fato de se confessarem conforme aprenderam no catecismo e não – para usar uma expressão utilizada por alguns confessores – segundo a “moda atual” de confissão na Igreja, que mais parece “um papo” do que uma acusação dos pecados.

Chegamos ao ponto de sacerdotes afirmarem publicamente: “Aqui o Papa não manda nada” etc… Há testemunhas de todos esses fatos.

Enquanto isso, as almas vão se esfriando, apagando, se retirando, abandonando nossa Santa Igreja. Contudo, para muitos clérigos, este fato parece não causar dor nenhuma. Continuam sua marcha demolidora da Igreja e mortal para as almas.

Serão eles realmente pastores? Aqueles que, segundo Nosso Senhor, dão a vida pelas suas ovelhas? Ou serão lobos com pele de ovelha, o sal que não salga?

Pode-se imaginar quanto esta situação faz sofrer os autênticos pastores de Nosso Senhor!

Em qualquer caso, independente de quantos o traiam, certíssimo é que Nosso Senhor é a cabeça da Igreja, e que Esta constitui Seu Corpo Místico. O caráter divino e infalível dEla é inatingível pela conspurcação dos seus inimigos, especialmente dos que, a partir de dentro A traem – de acordo com a constatação de Paulo VI lembrada acima.

Conforme prometeu Nosso Senhor, “as portas do Inferno não prevalecerão contra Ela”; portanto, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a única Igreja verdadeira do único Deus verdadeiro, vencerá a todos que lutam contra Ela. Sejam eles quem e quantos forem.

Fonte: Excertos de http://conservador.blog.br/2012/07/

Igreja Católica: a alma do Natal

6, dezembro, 2011 6 comentários

O Natal é comemorado em toda a face da Terra.

Mas, cada povo o comemora a seu próprio modo.

Por quê?

A Igreja Católica, vivendo na alma de povos diferentes, produz maravilhosas e diversas harmonias. Ela é inesgotável em frutos de perfeição e santidade.

Ela é como o sol quando transpõe vidros de cores diferentes. Quando penetra num vitral vermelho, acende um rubi; num fragmento de vitral verde, faz fulgurar uma esmeralda!

O gênio da Igreja passando pelos povos alemães produz algo único; passando pelo povo espanhol faz uma outra coisa inconfundível e admirável, e depois mais aquilo e aquilo outro num outro povo, num outro continente, numa outra raça.

No fundo é a Igreja iluminando, abençoando por toda parte. É Deus que na Sua Igreja realiza maravilhas da festa de Natal.

Canta a liturgia : “Puer natus est nobis, et Filius datur est nobis…”

“Um Menino nasceu para nós, e o Filho de Deus nos foi dado.

“Cujo império repousa sobre seus ombros e o seu nome é o Anjo do Grande Conselho”.

“Cantai a Deus um cântico novo, porque fez maravilhas”.

Aquele Menino nos foi dado — e que Menino! Então, cantemos a Deus um cântico novo.

O Natal do católico é sereno, cheio de significado, e ao mesmo tempo elevado como o interior de uma igreja!

A vitalidade inesgotável da festa natalina é sobrenatural, produz na alma católica uma paz profunda, uma sede insaciável de heroísmo, e um voltar-se completamente para as coisas do Céu.

No Natal, a graça da Igreja brilha de um modo especial na alma de cada católico. E de cada povo que conserva algo de católico na face da Terra inspirando incontáveis formas de comemorar o nascimento do Redentor!

Porque a Igreja é a alma de todos os Natais da Terra!


Fonte Blog Orações e Milagres Medievais

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