Perder a confiança? Jamais! Nosso Senhor oferece a graça do arrependimento e da conversão (Parte I)

Jesus perdoou a mulher adúltera e mostrou que todos devemos aceitar as graças de arrependimento e conversão.

Abismo da humana fraqueza, tirania dos maus hábitos!

Quantos cristãos recebem no tribunal da Penitência a absolvição de suas faltas; é sincera neles a contrição, enérgicas são as suas resoluções… e caem de novo nos mesmos pecados, por vezes graves; o número de suas quedas cresce sem cessar! Não terão, então, sobrejas razões
de desânimo?

Que a evidência da própria miséria nos mantenha na humildade, nada mais justo. Que ela nos faça perder a confiança – será uma catástrofe, mais perigosa que tantas recaídas no erro.

A alma que cai deve se levantar imediatamente. Não deve cessar de implorar a piedade do Senhor. Não sabeis que Deus tem as suas horas e pode num instante elevar-nos à mais sublime santidade?!

Não tinha levado por acaso Maria Madalena uma vida criminosa?

A graça, no entanto, a transformou instantaneamente. Sem transição, de pecadora tornou-se grande Santa. Ora, a ação de Deus não se reduziu no seu alcance.

O que fez para os outros, poderá fazer para vós. Não duvideis: a oração confiante e perseverante obterá a cura completa de vossa alma.

Não me alegueis que o tempo passa e já toca talvez ao termo a vossa vida.

Nosso Senhor esperou a agonia do bom ladrão para atraí-lo a Si vitoriosamente. Num só minuto esse homem tão culpado converteu-se!

Sua fé e seu amor foram tão grandes que, apesar dos seus grandes crimes, nem passou pelo Purgatório; ocupa para sempre um lugar elevado nos Céus.

Que nada, pois, altere em vós a confiança! Do fundo do abismo embora, apelai sem trégua para o Céu. Deus acabará respondendo ao vosso apelo e em vós operará a sua justiça.

Certas almas angustiadas duvidam da própria salvação.

Lembram-se demasiado de faltas passadas; pensam nas tentações tão violentas que, que por vezes, nos assaltam a todos; esquecem a bondade misericordiosa de Deus. Essa angústia pode tornar-se uma verdadeira tentação de desespero.

Em moço, São Francisco de Sales conheceu uma provação dessas: tremia de não ser um predestinado ao Céu. Passou vários meses nesse martírio interior.

Uma oração heroica o libertou:

O Santo prosternou-se diante de um altar de Maria; suplicou à Virgem que o ensinasse a amar seu Filho com uma caridade tanto mais ardente sobre a terra, quanto ele temia não poder amá-Lo na eternidade.

Nesse gênero de sofrimento, há uma verdade de fé que nos deve consolar imensamente. Só nos perdemos pelo pecado mortal.

Ora, sempre o podemos evitar, e, quando tivermos tido a desgraça de cometê-lo, poderemos sempre nos reconciliar com Deus. Um ato de contrição sincera, feito logo, sem demora, nos purificará, enquanto esperamos a confissão obrigatória, que convém se faça sem detença.

Certamente a pobre vontade humana deve sempre desconfiar da sua fraqueza.

Mas o Salvador nunca nos recusará as graças de que carecemos. Fará também todo o possível para ajudar-nos na empresa, soberanamente importante, da nossa salvação.

Eis a grande verdade que Jesus Cristo escreveu com seu Sangue e que vamos agora reler juntos na história de sua Paixão.

Já tereis algum dia refletido como puderam os judeus apoderar-se de Nosso Senhor? Acreditareis, por acaso, que isso conseguiriam pela astúcia ou pela força? Podeis imaginar que, na grande tormenta, Jesus foi vencido porque era o mais fraco?!

Seguramente não. Os inimigos nada podiam contra Ele. Mais de uma vez, nos três anos de suas pregações, haviam tentado matá-Lo. Em Nazaré, queriam jogá-Lo num precipício; por várias vezes tinham apanhado pedras para lapidá-Lo.

Sempre, porém, a sabedoria divina desfez os planos dessa ímpia cólera; a força soberana de Deus reteve-lhes o braço; e Jesus afastou-Se sempre tranquilamente, sem que ninguém tivesse conseguido fazer-Lhe o menor mal.

Em Getsêmani, ao dizer Ele simplesmente seu nome aos soldados do Templo vindos para assenhorearem-se da sua pessoa sagrada, toda a tropa cai por terra tocada de estranho pavor. Os soldados só se podem levantar pela permissão que Ele lhes dá.

Se Jesus foi preso, se foi crucificado, se foi imolado, é que assim o quis, na plenitude da sua liberdade e do seu amor por nós.

Se o Mestre derramou, sem hesitar, o Sangue todo por nós, se morreu por nós, como poderia recusar-nos graças que nos são absolutamente necessárias e que Ele próprio nos mereceu pelas suas dores?

Essas graças, Jesus nos ofereceu misericordiosamente às almas mais culpadas durante a Paixão dolorosa. Dois apóstolos haviam cometido um crime enorme: a ambos ofereceu o perdão.

Judas O atraiçoa e Lhe dá um beijo hipócrita. Jesus falha-lhe com doçura tocante; chama-lhe de seu amigo; procura à força de carinho tocar esse coração endurecido pela avareza. “Meu amigo, porque vieste? – Judas, tu trais o Filho do homem com um beijo?…”. É esta a última graça do Mestre a um ingrato.

Graça de tal força, que jamais lhe mediremos bem a intensidade. Judas, porém, a repele: perde-se, porque assim formalmente o prefere.

Pedro cria-se muito forte… Tinha jurado acompanhar o Mestre até a morte, e O abandona, quando O vê às mãos dos soldados. Só O segue então de longe. Entra tremendo no pátio do palácio do Sumo Sacerdote. Por três vezes renega o seu Senhor – porque receia os motejos de uma criada.

Com juramento afirma que não conhece “esse homem”. Canta o galo… Jesus volta-Se e fixa sobre o apóstolo os olhos cheios de misericordiosas e doces censuras. Cruzam-lhe os olhares…

Era a graça, uma graça fulminante que esse olhar levava a Pedro. O Apóstolo não a repeliu: saiu imediatamente e chorou com amargura a sua falta.

Assim como a Judas, como a Pedro, Jesus nos oferece sempre graças de arrependimento e conversão. Podemos aceitá-las ou recusá-las. Somos livres! A nós compete decidir entre o bem e o mal, entre o Céu e o Inferno. A salvação está em nossas mãos.

O Salvador não só nos oferece suas graças, como faz mais: intercede por nós junto ao Pai celestial. Lembra-Lhe as dores sofridas pela nossa Redenção. Toma a nossa defesa diante dEle; desculpa-nos as faltas: “Pai, exclama nas angústias da agonia, Pai perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem!”.

O Mestre, durante a Paixão, tinha tal desejo de salvar-nos, que não cessava um instante de pensar em nós.

No Calvário dá aos pecadores o seu último olhar; pronuncia em favor do bom ladrão uma de suas últimas palavras. Estende largamente os braços na Cruz para marcar com que amor acolhe todo arrependimento em seu Coração amantíssimo. 

(Continua…) 

*   *   *

Fonte: retirado de “O Livro da Confiança” do Rev. Pe. Thomas de Saint-Laurent.

6 respostas

  1. BOM DIA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! SIM SENHOR, SÓ VÓS(sua voz tem) TENS PALAVRA DE VIDAS ETERNA, AMÉM.

  2. A cada um de nós cabe buscar o perdão de nossas faltas e intimamente transformarmos o que de mau há em nós.
    Essa busca deve ser diária , incessante.
    Eu sinto que quanto mais buscamos estar próximos de DEUS , mais o “inimigo” nos afronta , nos persegue, porém, a cada oração, em cada gesto de caridade que praticamos, o amor de CRISTO nos envolve e nos torna mais fortes para suportar esta luta diária .
    Louvado seja nosso senhor JESUS CRISTO !

  3. A bíblia diz ele é o rei dos Judeus, ele é rei de Israel, ele é o rei da justiça, ele é o rei da história, ele é o rei do céu, ele é o rei da glória, ele é o rei dos reis, ele é o senhor dos senhores esse é o nosso rei. Poderia ficar falando de qualidade DE NOSSO REI pelo resto de minha vida e não chegaria no fim, porque nenhum tipo de medida pode definir seu amor ilimitado, ele é o maior fenômeno que cruzou o horizonte deste mundo, ele é o filho de DEUS (JAVE), JESUS CRISTO. A definição de tudo isso? Ele é a chave da porta por onde VOCE DEVE ENTRAR, AMEM.

  4. Ó Jesus, como sois misericordioso, ainda nos últimos suspiros, Jesus, no alto da Cruz, pronuncias a frase mais bela: ” Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que faz “. Jesus ensina -nos a perdoar.

  5. Jesus é misericordioso, bondoso e compassivo! Deu a vida por nós, portanto, meus amados irmãos temos a obrigação de ser fiel aos seus ensinamentos. E o que ele quer é que amemos a Deus sobre todas as coisas e o nosso próximo como a nós mesmos!
    Que o senhor Jesus nos torne humildes e capazes de reconhecermos a nossa fraqueza! Amém.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também gostará der ler...

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Cadastre-se abaixo e receba orações, conselhos católicos e Mensagens de fé.
É GRÁTIS

Mais Postagens

contatos

Cadastre-se abaixo e receba orações, conselhos católicos e Mensagens de fé.
É GRÁTIS

CENTRAL DE MISSAS

Inclua seus pedidos
É Grátis!

0800 608 2126