Uma dúvida que todos já tiveram ou ainda devem ter sobre o bom ladrão que foi crucificado ao lado de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Como poderia o bom ladrão estar naquele mesmo dia no Paraíso?
Santo Tomás de Aquino, doutor angélico.
Santo Tomás de Aquino, doutor angélico.

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Pergunta:

Nosso Senhor disse ao bom ladrão que naquele mesmo dia estaria com ele no Paraíso.

Mas se Nosso Senhor passou três dias incompletos no sepulcro, depois ressuscitou e ficou ainda mais quarenta dias na Terra, para depois subir ao Céu — e foi Ele o primeiro a subir ao Céu em corpo;

Como poderia o bom ladrão estar naquele mesmo dia no Paraíso?

E as santas almas que foram libertadas do limbo, onde ficaram durante os quarenta dias em que Nosso Senhor ficou na Terra?


Resposta:

 


Ora, o seu corpo permaneceu no sepulcro por um dia inteiro e duas noites, para comprovar a realidade de sua morte.

Por isso também deve-se crer que sua alma se demorou no inferno [limbo] um tempo igual, de modo a saírem simultaneamente — a alma do inferno [limbo], e o corpo do sepulcro” (Suma Teológica, q. 52, a. IV, solução).

Ao introduzir essa questão, Santo Tomás apresentara três objeções, das quais cabe destacar a terceira, que tem relação com a pergunta da missivista:

“O Evangelho refere que Cristo, pendente da Cruz, disse ao ladrão:

‘Hoje estarás comigo no Paraíso’, e isso mostra que no mesmo dia Cristo esteve no Paraíso.

Ora, não pelo corpo, que estava depositado no sepulcro.

Logo pela alma, que descera ao inferno [limbo].

E, portanto, parece que nenhum tempo se demorou no inferno [limbo]”.


Santo Tomás responde a essa objeção:

“Essas palavras do Senhor devem entender-se, não do paraíso terrestre material, mas do paraíso espiritual, onde dizemos que estão todos os que gozam da glória divina.

Por isso, o ladrão desceu com Cristo ao inferno [limbo], conforme lhe tinha sido dito — ‘hoje estarás comigo no Paraíso’.
Mas, por prêmio, estando ali, gozava da divindade de Cristo, como os outros Santos” (Suma Teológica, q. 52, a. IV, ad 3).


Nosso Céu será, como o de todas as almas que se salvarem, gozar da presença eterna de Deus!


E os justos do limbo, quando entraram no Paraíso?


“A Paixão de Cristo liberou o gênero humano, não só do pecado, mas também do reato da pena [isto é, a condição de réu (reato) implica numa pena devida ao pecado, da qual a Paixão de Cristo nos liberou].

Ora, de dois modos os homens estavam adstritos ao reato da pena: pelo pecado atual, que todos pessoalmente cometeram, e pelo pecado de toda a natureza humana, que se transmitiu originalmente dos primeiros Pais a todos, como diz o Apóstolo aos Romanos (5,12 ss.).

E desse pecado, a pena é a morte corporal e a exclusão da vida da glória […].

Por isso Cristo, descendo aos infernos [limbo], em virtude de sua Paixão, livrou os santos Patriarcas desse reato pelo qual estavam excluídos da vida da glória, de modo a não poderem ver a Deus em sua essência, no que consiste a perfeita beatitude” (Suma Teológica, q. 52, a. V, solução).


Em que momento isso se deu? Na resposta à terceira objeção, Santo Tomás explica:


“Logo que Cristo morreu, sua alma desceu ao inferno [limbo] e fez aproveitar o fruto de sua Paixão aos santos detidos nesse lugar.

Embora daí não saíssem enquanto Cristo se conservava no meio deles: pois a presença mesma de Cristo constituía-lhes o cúmulo da glória” (Suma Teológica, q. 52, a. V, ad 3).


Mas fica uma pergunta: e depois da ressurreição de Cristo, onde ficaram os justos do limbo e o “bom ladrão”?


Não se sabe!

Comenta Frei Alberto Colunga O.P., que fez a versão e as introduções da edição espanhola desta parte da Suma Teológica da qual estamos reproduzindo alguns trechos:

“Jesus Cristo, a Virgem Maria, e os outros santos, depois da ressurreição, levam o Céu consigo mesmos, e é muito acidental para eles este ou outro lugar.

Mas, enfim, parece que eles devem ocupar algum. Qual seja, a teologia confessa hoje ignorá-lo”.

E um pouco adiante acrescenta:

“Em virtude da própria morte do Redentor, as almas dos mortos que estavam unidas a Ele pela esperança e caridade, e purificadas de suas imperfeições;

Receberam o fruto pleno da Redenção, isto é, a glória divina, o paraíso prometido ao ladrão.

Onde quer que estivessem, viviam já em Deus, que era seu Céu” (Suma Teológica de Santo Tomas de Aquino, Tratado da Vida de Cristo, BAC, Madrid, 1960, tomo XII, p. 545).


E o próprio Cristo, onde esteve?


Frei Alberto Colunga conclui:

“Depois da ressurreição, o Senhor continuou comunicando-se com os discípulos até o dia de sua Ascensão.

Onde ficava no tempo em que estava ausente dos discípulos?

Sempre em Deus, que o beatificava na alma e no corpo.

Em que outro lugar?

Também o ignoramos.

E as almas dos justos, plenamente bem-aventurados, viviam em algum outro lugar além do que tinham em Deus?

Não podemos concebê-las separadas de Jesus Cristo, seu Redentor; porém, fora disto, nada podemos dizer” (op. cit. p. 546).

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Fonte: Revista Catolicismo.

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