Infância, mocidade, maturidade, a soma virtuosa da vida do homem!

Se fosse dado ao leitor escolher a idade para fixar sua vida, o que escolheria? A infância? A mocidade? A maturidade? Ou a velhice? Ou viver cento e tantos anos?
Família, a origem, meio e fim dessa soma!
Família, a origem, meio e fim dessa soma!

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Se fosse dado ao leitor escolher a idade para fixar sua vida, o que escolheria? A infância? A mocidade? A maturidade? Ou a velhice? Ou viver cento e tantos anos?


Para ajudá-lo, eis como Plinio Corrêa de Oliveira resume magnificamente cada uma dessas idades:

“A criança sonha com o maravilhoso: ela é fraca, débil, pequenina, mas é pura. Então, o puro e o maravilhoso são próprios do menino”.
“Depois começa a maturidade. Com ela se perdem o idealismo e o élan. A força é uma força de estabilidade, de fixação.
A pessoa vê a realidade mais concreta, ela manda, ela governa. Não tem mais a força de um soldado de vanguarda, mas tem o vigor de um general”.
Mais tarde vem a velhice. É outra forma de sabedoria. Ou o contrário? Se mal vivida, pode ser o oposto:


Nada é nada. Meu egoísmo é tudo. Fico chupando minha boca vazia de dentes, tolerando minha cabeça vazia de ideias, carregando meus olhos vazios de luz e meus ouvidos vazios de som.”


Mas tudo se inicia na infância:

“Uma boa criança tem uma forma de abertura de alma por onde ela é muito pouco interesseira.
Ela é desinteressada, é meiga, é afável; com facilidade dá o que tem.
Toda criança boa faz pequenos desenhos que procura dar aos outros.
Ela tem um senso de admiração muito grande em relação aos mais velhos.
Procura vê-los sob os melhores aspectos e se encanta com esses aspectos”.


“A criança boa é movida pelo princípio de que a vida dá certo, e de que vale a pena viver porque é algo grande. Embora tenha sofrimentos, tudo no fim tem sua explicação, e ela é verdadeira. O aborto é o zero!”.

“Resulta daí aquela espécie de otimismo que caracteriza a criança. Ela é cheia de esperança, crê com facilidade no que lhe contam, e é toda voltada para entregar-se, para servir, para admirar.
“Por causa das graças do batismo, a infância é um apogeu. Trata-se de saber se a vida do homem cresce depois de apogeu em apogeu, até a ancianidade, ou se ele tem ‘desapogeus’…
“Como diz uma oração a Nossa Senhora, ‘Vós tendes vossos desígnios em relação a mim’.
“Depois vem o moço. Puro, já não ouso afirmar, mas é idealista, forte, romântico, amoroso. As más tendências entram com o romântico e o amoroso.
“É a trajetória de uma vida. É uma luta de classes de uma época contra outra da vida.
Essa concepção [errada, de luta de classes] faz parte do evolucionismo, que é sempre a destruição de uma coisa em nome da outra, dando a isto o nome de continuidade, embora sendo a descontinuidade por excelência.”


Portanto, as idades não se opõem, elas se somam!

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Fonte: abim.inf.br

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