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Textos com Etiquetas ‘Lava pés’

Quinta-feira Santa! Uma meditação sobre a traição de Judas e a nossa. Veja.

29, março, 2018 Sem comentários
Nosso Senhor é traído por Judas com um beijo.

Nosso Senhor é traído por Judas com um beijo.


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“Convém que morra um homem pelo povo e que não pereça toda a nação” (Io. 11, 50). 

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T
endo os iníquos pontífices decretado a morte de Jesus Cristo, tiveram grande satisfação ao ver que Judas, um dos discípulos, se oferecia a traí-Lo e entregar-Lho nas mãos.

O Senhor conhece perfeitamente a felonia de Judas e todavia não deixa de tratá-lo como amigo na mesma forma que de antes;

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Olha-o com benevolência, não recusa a sua companhia e chega a prostrar-se-lhe aos pés para os lavar.

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Ó inefável benignidade! Que belo exemplo para nós, se o quisermos aproveitar! 

 

I.

No mesmo tempo em que Jesus andava derramando graças e fazendo milagres para benefício de todos, reúnem-se os primeiros personagens da cidade de Jerusalém a fim de tramarem a morte do Autor da vida.

Refere São João que se ajuntaram os pontífices e os fariseus em conselho e diziam: Que fazemos nós? Este homem faz muitos milagres; se o deixamos assim livre, todos crerão nele.

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Mas um deles, por nome Caifás, respondeu que lhes convinha que um homem morresse pelo povo, e não perecesse a nação toda.

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“E desde aquele dia”, diz o mesmo São João, “pensavam em como haviam de o fazer morrer.” — Ah, Judeus! Não temais;.

 

Nosso Senhor é levado para a prisão!

Nosso Senhor é levado para a prisão!

Vosso Redentor não fugirá, porquanto veio à terra exatamente para morrer;

E pela sua morte livrar-vos a vós e a todos os homens da morte eterna. 

Entretanto Judas apresenta-se aos pontífices e diz:

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Quid vultir mihi dare, et ego vobis eum tradam?
 “Que me quereis dar, e eu vô-Lo entregarei?”

Oh! Que alegria deviam sentir os Judeus, pelo ódio que devotavam a Jesus Cristo, ao verem que um dos seus discípulos o queria trair e entregar-Lho nas mãos!

Consideremos nisso o júbilo que, por assim dizer, reina no inferno, quando uma alma, depois de servir a Jesus Cristo por muitos anos, vem a traí-Lo por qualquer miserável bem ou vil satisfação. 

Mas, ó Judas, já que estás resolvido a vender o teu Deus, exige pelo menos o preço que Ele vale. É um bem infinito, merecedor portanto de um preço infinito.

Porque, pois, concluis o negócio por trinta dinheiros? At illi constituerunt ei triginta argenteos. “E eles prometeram-lhe trinta dinheiros de prata”.

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Minha alma, deixa Judas, e fixa em ti mesma os teus pensamentos. Dize-me, por que preço vendeste tu mesma tantas vezes a graça divina ao demônio? 

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Ah, meu Jesus, quantas vezes Vos virei as costas, e a Vós preferi um capricho, um empenho, um prazer passageiro e vil! Sabia que, pecando, perdia a vossa amizade e voluntariamente a troquei por um nada.

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Tivesse morrido antes de fazer-Vos tão grande ultraje! Ó meu Jesus, arrependo-me de todo o coração e quisera morrer de dor.

 

II.

Contemplemos agora a benignidade de Jesus Cristo, que, sabedor do ajuste feito por Judas, contudo, vendo-o, não o repele de si, nem o olha com maus olhos;

Admite-o em sua companhia, e ainda à sua mesa; repreende-o pela sua traição com o único intuito de chamá-lo à resipiscência;

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E vendo-o obstinado, chega a prostrar-se diante dele e a lavar-lhe os pés para desta arte o enternecer. 

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Ah, meu Jesus, é assim também que fizestes comigo. Eu Vos desprezei e traí, e não me repelis; não deixais de olhar-me com amor, e me admitis à vossa mesa da santa comunhão.
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O Remorso de Judas o traidor!

O Remorso de Judas o traidor!

Meu amado Salvador, nada mais podeis fazer para me obrigar a Vos amar.
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E eu terei ânimo de continuar a ofender-Vos e pagar-Vos com a minha ingratidão?

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Não, meu Deus, não quero mais abusar da vossa misericórdia.

Agradeço-Vos a luz com que me iluminais e prometo que mudarei de vida.

Vejo que já não me podeis suportar mais tempo.

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Porque, pois, esperarei até que Vós mesmo me mandeis ao inferno, ou me abandoneis em minha vida de perdição, castigo este maior do que a própria morte? 

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Meu Jesus, eis que me prostro aos vossos pés. Peço-Vos perdão das ofensas a que Vos fiz e rogo-Vos que me recebais em vossa graça.

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Quem me dera poder recomeçar os anos passados; quisera empregá-los unicamente em vosso serviço, ó Senhor meu.

Os anos, porém, não voltam mais; por piedade, fazei ao menos que empregue o que me resta de vida, unicamente em amar-Vos e fazer que outros também Vos amem.

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Ó grande Mãe de Deus e minha Mãe Maria, socorrei-me com a vossa intercessão, pedi a Jesus que me faça todo seu.

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Peço-vos esta graça pela parte que tomastes na Paixão de vosso divino filho
. (I 603.) 

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Fonte: Do livro de Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Primeiro: Desde o primeiro Domingo do Advento até Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 377-379.

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Uma importante meditação para a Quaresma: a Última Ceia

5, março, 2017 Sem comentários

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Sabendo Jesus que era chegada a hora de sua morte,


Em que devia partir deste mundo, como até então tinha amado os homens com amor excessivo;

Quis naquelas horas dar-lhes as últimas e maiores demonstrações de amor.

Vede-o, como sentado à mesa e todo inflamado de amor, se volta para seus discípulos e diz:


Tenho desejado ansiosamente comer convosco está Páscoa”.


Discípulos meus (e o mesmo disse Jesus então a todos nós), sabei que em toda a minha vida não tive outro desejo senão o de celebrar convosco esta última ceia;

Porquanto logo em seguida irei sacrificar-me pela vossa salvação.

Portanto, ó meu Jesus, tendes tão vivo desejo de dar a vida por nós, as vossas miseráveis criaturas?

Ah! Esse vosso desejo, como não deve excitar em nossos corações o desejo de padecer e morrer por vosso amor;

Visto que por nosso amor desejais tão ansiosamente padecer e morrer!


Ó amado Redentor, fazei-nos saber o que quereis de nós; queremos agradar-Vos em tudo.

Queremos dar-Vos gosto para respondermos ao menos um pouco ao grande amor que nos tendes.


Entretanto, é posto na mesa o cordeiro pascal, figura de nosso Salvador mesmo.

Assim como aquele cordeiro foi consumido na última ceia, assim o mundo veria no dia seguinte o Cordeiro divino, Jesus Cristo, consumido de dores sobre o altar da cruz.


“Tendo-se ele (João) reclinado sobre o peito de Jesus”.


Ó feliz de vós, João, discípulo predileto, que reclinando a cabeça sobre o peito de Jesus;

Compreendestes a ternura do Coração do nosso amante Redentor para com as almas que o amam!

– Ah! Meu dulcíssimo Senhor, que repetidas vezes me favorecestes com tão grande graça!

Sim; pois que eu também compreendi a ternura do vosso afeto para comigo, cada vez que me consolastes com luzes celestes e doçuras espirituais.

Mas, não obstante isso, Vos fui infiel!

Suplico-Vos que não me deixeis mais viver tão ingrato para com vossa bondade!

Quero ser todo vosso: aceitai-me e socorrei-me.


Nem os Anjos tiveram esse privilégio…


Depois (Jesus) deita água numa bacia e começa a lavar os pés dos discípulos”.


Minha alma, contempla a teu Jesus, que se levanta da mesa, dispõe suas vestiduras e, tomando uma toalha branca, se cinge.

Em seguida, deitando água numa bacia, de joelhos diante do seus discípulos, começa a lavar-lhes os pés.

Eis, pois, que o Rei do mundo, o Unigênito de Deus se humilha até lavar os pés a suas criaturas!

Ó anjos, que dizeis a isso?

Já teria sido um grande favor, se Jesus Cristo lhes houvera permitido lavarem-lhe com lágrimas os pés divinos, assim como permitiu a Madalena.

Jesus, porém, quis prostrar-se aos pés dos seus servos;

A fim de nos deixar no fim da sua vida este grande exemplo de humildade, e mais esta grande prova do amor que tem aos homens.


E nós, ó Senhor, seremos sempre tão orgulhosos, que não sofremos uma palavra de desprezo;

Uma pequena falta de atenção, sem que logo fiquemos ressentidos, nos venha o pensamento de vingança?

Todavia, pelos nosso pecados temos merecido sermos calcados aos pés dos demônios do inferno.


Ah, meu Jesus, reconheço que é um grande castigo de meus pecados, o terem-me feito soberbo, depois de me terem feito ingrato.

Para o futuro não será assim; pois que o vosso exemplo me fez as humilhações sumamente amáveis. 

Prometo que de hoje em diante suportarei por vosso amor qualquer injúria e afronta que me seja feita; mais, desejo e peço ser humilhado convosco.


– Mas, ó Senhor, para que servem estes meus propósitos sem o vosso auxílio de executá-los?


Já que me quereis salvo, ó meu Jesus desprezado, ajudai-me a suportar em paz todos os desprezos em que minha vida tenha de receber.

Concedei-me esta graça pelo mérito dos opróbrios que sofrestes, e pelas dores de vossa e minha querida Mãe Maria.

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Fonte: retirado do livro “Meditações para todos os dias do ano” de Santo Afonso de Ligório.

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Jesus Lava os Pés de seus Discípulos.

2, abril, 2015 Sem comentários

Lava pés


A quaresma é tempo de fazer “caminho” com Jesus, para chegar à Ressurreição.


Fazer caminho significa conversão e seguimento. A quaresma sempre nos propõe a olhar os gestos de Jesus e para uma verdadeira conversão. 

O que significa converter-se num mundo que nos propõe todas as facilidades para viver globalmente o individualismo? 

Jesus ao percorrer o caminho da cruz não pensa nele, nas suas dores, mas nas dores de tantos crucificados como Ele, que buscam a Ressurreição. A cruz é sinal de conversão, mudança, transformação para a conquista de mais vida. 

Páscoa é passar de uma vida centrada sobre nos mesmos, sobre o nosso egoísmo, para uma vida solidária com os muitos irmãos marginalizados em nossa sociedade. Portanto, o anúncio cristão não pára na cruz.

No meio de nós está presente Jesus, o Ressuscitado, o Deus vivo. Antes de tomar o caminho da cruz, Jesus nos apresenta uma proposta de vida, que é um programa de conversão: o lava-pés. O lava-pés traduz toda a vida de Jesus: o amor.

“Ele, que tinha amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1) ou seja até as últimas conseqüências do gesto de amar, isto é, até a cruz: “Tudo está realizado” (Jo 19,30). 

Vamos acompanhar os gestos praticados por Jesus no lava-pés (Jo 13, 4-11). Este aconteceu numa refeição. Estar ao redor de uma mesa é sentar-se e partilhar as alegrias, as angústias, as emoções…, também algo para comer.

– Jesus levantou-se da mesa. Ele nos diz que é preciso sair do nosso egoísmo, mobilizar-se, ir ao encontro dos outros. 

– Tirou o manto. Jesus se esvazia de si mesmo e coloca-se na condição de servo. Ele nos ensina sobre a necessidade de despojar-se de tudo o que divide, dos fechamentos, das barreiras, dos medos, das inseguranças, que nos bloqueiam na prática do bem. 

– Pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Jesus põe o avental para servir. “Aquele que era de condição divina, humilhou-se a si mesmo” (Fl 2, 6-8). Ele nos propõe o uso do avental do servir na disponibilidade, e na generosidade, e ainda do comprometer-se com os mais necessitados e colocar-se em último lugar. 

– Colocou água na bacia. Jesus usa instrumentos da cultura do povo: água e bacia. Repete um gesto que era feito pelos escravos ou pelas mulheres. Ele quer nos dizer que para anunciar sua proposta é preciso entender, conhecer, assumir o que o povo vive, sofre, sonha… 

 

Lava Pés

– E começou a lavar os pés dos discípulos. Para lavar os pés Jesus se inclina, olha, percebe e acolhe a reação de cada discípulo. Com o lavar os pés, Jesus nos compromete a acolher os outros com alegria, sem discriminações, a escutar com paciência, a partilhar os nossos dons… 

– Enxugando com a toalha que tinha na cintura. Jesus enxuga os pés calejados, rudes e descalços de seus discípulos. São muitos os gestos que Jesus nos convida a praticar para amenizar os calos das dores de tantos irmãos: visita a doentes e idosos, organizar-se para atender crianças de rua, uma palavra de ânimo a aidéticos, valorização de nossos irmãos indígenas… 

Diante da prática de Jesus podemos nos perguntar:
Quais os gestos concretos que nós como cristãos/ãs e catequistas, vamos assumir? Será que esta Páscoa pode ser igual a outras tantas? 

Queremos ser a Igreja do avental, que se coloca a serviço na defesa dos que mais sofrem, dos que não têm defesa. Vamos com coragem vestir o avental do servir na alegria e testemunhar todos os gestos praticados por Jesus. Só assim poderemos realizar sempre a festa da Ressurreição. Feliz Páscoa! 

 

Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/semanasanta/12.htm

 

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